domingo, 27 de setembro de 2015

Rescaldo da ida ao Douro (III) : em Lamego

A 3ª paragem foi em Lamego, onde tinha estado em 2011, numa das minhas viagens ao Douro.
Almoçámos no Vindouro, restaurante largamente badalado nas publicações Boa Cama Boa Mesa, com a indicação de Serviço de Qualidade a Copo 2013, Evasões, Revista Expresso, Time Out, Caras e Nova Gente.
A comida estava francamente agradável, começando com a entrada Triologia Encostas do Douro (bruchetas de tomate, queijo e fumeiro) e acabando com o lombinho de porco bísaro com puré de castanhas.
Quanto a vinhos, a aposta forte deste espaço de restauração, a lista centrava-se no Douro, como era de esperar, incluindo uma série de referências de pequenos produtores, longe das luzes da ribalta, umas com o ano de colheita, mas outras não.
Questionado quem nos atendeu (pareceu-me ser o próprio dono) sobre a temperatura a que estavam os tintos a copo, a resposta foi "a 16º". Óptimo, disse. Venha ele.
A garrafa veio à mesa e dado a provar num aceitável copo Dume (desconhecia esta marca), mas o vinho estava quente, no mínimo a 20º! Francamente, ou o senhor me estava a tentar enganar ou tem o armário térmico avariado. Imperdoável para quem exibe o diploma "Serviço de Qualidade Vinho a Copo, avaliado em 2014"! Lá teve que trazer um balde com água e gelo...
Bebi o Torre da Vigia 2010 - nariz neutro, acidez mais ou menos, taninos agressivos, demasiado rústico e desinteressante, volume e final médios. Nota 13.
De referir que em Lamego a presença de espaços que apostam no vinho, não se esgota no Vindouro. Perto da Sé, podemos encontrar a Sé Gourmet (R. Macário de Castro,38) já aqui referida, e o Douro a world of excellence (Largo da Vitória), uma garrafeira wine bar.
No Hotel Lamego, onde ficámos alojados, uma vez que na Régua e arredores, todos os espaços de hotelaria estavam completamente lotados, constatei que a lista de vinhos estava bem construida e seleccionada, com todas as referências datadas, vinhos a copo e preços cordatos, mas:
.na quantidade para vinho a copo consta 8 cl (!?), feita a observação disseram que era gralha (porque não corrigem?)
.o Crasto Vinhas Velhas 2012 custava 33 € (um preço imbatível, mais a mais num hotel), mas o 2011 saltava para 99 €! (não era gralha, mas sabe o ano 2011 foi excepcional, de modo que...)
.indicação de Bruno Prats como um dos enólogos do Porto Dow's (!?), e eu a pensar que só metia as mãos no Chryseia...
(continua...)

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