terça-feira, 29 de setembro de 2015

Rescaldo da ida ao Douro (IV) : a Régua e os Douro Boys

1.Castas e Pratos
A 4ª etapa levou-me à Régua, onde não ia desde 2011, altura em que visitei a exposição comemorativa dos 200 anos de nascimento da Ferreirinha, patente no Museu do Douro. Daí resultou a crónica "Rescaldo da ida ao Douro (IV) : os 200 anos da Dona Antónia", publicada em 21/7/2011.
Desta vez, o que me levou à Régua foi almoçar no Castas e Pratos, já aqui referido em "Rescaldo da ida ao Douro (II) : e os outros", crónica publicada em 16/7/2011, antes de rumar à Quinta do Vallado para participar na Feira do Douro, organizada pelos Douro Boys.
A lista de vinhos continua monumental, as referências encontram-se todas datadas e inclui uns tantos a copo. Os recipientes são adequados, contemplando as marcas Riedel e Schott. No 1º andar, onde se situa o restaurante propriamente dito, as temperaturas são as correctas, mas no piso de baixo, onde se está a imensa enoteca, o cuidado no serviço pareceu-me não ser idêntico, pois reparei que as garrafas saiam directamente das prateleiras para a mesa, à temperatura ambiente. No melhor pano cai a nódoa...
Comi ensopado de perdiz com boletos e um apetitoso polvo grelhado com açorda de grelos e ovo.
Bebi, a copo, o branco Redoma (6,80 €, um preço excessivo) - presença de citrinos, notas de fruta cozida, boa acidez, alguma gordura, volume e final de boca seco. Nota 17,5.
De notar que nesta cidade, para além desta enoteca, se podem adquirir vinhos Douro em mais 2 espaços francamente recomendáveis, a loja do Museu do Douro e a Garrafeira Gato Preto (ambas na Av. João Franco).
2.Feira do Douro
Esta 1ª Feira do Douro, organizada pelos Douro Boys, decorreu no fim de semana 19/20 de Setembro na Quinta do Vallado, sendo intenção dos organizadores que a mesma vá percorrendo as quintas dos restantes Boys.
E foi este evento que me fez percorrer algumas centenas de quilómetros, para matar saudades e dar um abraço muito especial ao Cristiano van Zeller, Francisco Ferreira, Francisco Olazabal, Tomás Roquete e ao José Teles, na ausência do Dirk Niepoort, com quem tivemos sempre as melhores relações pessoais e institucionais, no tempo das Coisas do Arco do Vinho.
Para além das 3 bancas dos Douro Boys (brancos, tintos e Porto), estavam presentes uma série de produtores de sabores regionais (queijos, enchidos, compotas, bôlas e até fruta). Aproveitámos para fazer algumas compras, até porque os sacos com o logo dos Douro Boys eram uma oportunidade única.
O evento foi organizado no espaço à volta da piscina, do que resultou algum excesso de concentração dos participantes junto às 3 bancas dos Douro Boys. É um problema a resolver futuramente. No mínimo cada Boy deveria ter 2 bancas para os seus vinhos, passando assim das 3 para 10 bancas. À consideração dos organizadores. Também estava um calor infernal (para cima de 30º!), mas disso eles não têm culpa.
Provei a maior parte dos vinhos expostos, tendo-me ficado na memória os brancos VZ 2014 e Redoma Reserva 2014, e os tintos Vinha da Francisca 2012, Vale Meão 2013, Charme 2013 e, logo a seguir, o Qtª Crasto Vinhas Velhas 2012 e o Vallado Reserva Field Blend 2013.
(continua...)

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