sábado, 17 de outubro de 2015

Almoço com vinhos fortificados (21ª sessão) : um confronto entre dois 40 Anos

Esta última sessão com vinhos fortificados decorreu "chez" Ana Maria/Alfredo e teve, como pano de fundo, a inauguração da nova casa deste casal. Ficou tudo por conta deles, isto é, os comeres e os beberes (2 espumantes, 1 branco, 2 tintos e 2 fortificados).
Como bebida de boas vindas, avançaram 2 espumantes, o Beyra 2012 (mais fresco e sem precisar de companhia) e o Borga 2008 (mais consistente e a exigir comida por perto), que se fizeram acompanhar de uma série de aperitivos. De seguida, já com os 14 participantes à mesa, desfilaram:
.Esporão Private Selection 2014 - com base na casta Sémillon; aroma preso, madeira ainda presente a precisar de mais tempo de garrafa, alguma gordura, volume apreciável e final de boca médio. Nota 17.
Foi acompanhado por uma quiche de espinafres, cogumelos e camarão e, ainda, por um excepcional presunto.
.Companhia das Lezírias 1836 Grande Reserva 2012 - com base na casta Alicante Bouschet em vinhas velhas, enologia de Bernardo Cabral; muito carregado na côr, alguma fruta e acidez, concentrado e rústico, taninos ainda algo agressivos, volume e final de boca evidentes. É pedofilia bebê-lo nesta fase. Esperar por ele ainda 3 ou 4 anos. Nota 17,5.
Por coincidência, a Revista de Vinhos de Setembro inclui um painel de prova de vinhos Tejo, no qual este 1836, a par da Marquesa de Cadaval Reserva 2012, ficou em primeiro lugar, também com 17,5.
.Ferreira Reserva Especial 2007 - nariz exuberante, ainda com alguma fruta, belíssima acidez, especiado e complexo, taninos civilizados, volume apreciável e final muito longo. Tem evoluido muito bem e ainda está longe da reforma. Nota 18,5 (noutras situações 18/18).
Estes 2 tintos maridaram muito bem com um bacalhau no forno.
.Graham's 40 Anos (engarrafado em 2014) - notas de citrinos e frutos secos, acidez equilibrada, algum volume e final longo; um belíssimo tawny, mas que não aguentou o embate com o Madeira. Nota 17,5
.Borges Malvasia + 40 Anos (garrafa nº 821 de 1000) - complexidade aromática, frutos secos, vinagrinho evidente, notas de caril e brandy, volumoso e final interminável. Uma raridade preciosa a não dar protagonismo ao tawny. Nota 18,5 (noutras 18+/19).
Estes 2 forfificados foram acompanhados por uma tábua de queijos (que não cheguei a provar), bolo São Marcos e fruta.
Mais uma grande jornada de convívio, acompanhada pelos comeres da Ana Maria e os vinhos do Alfredo. Obrigado anfitriões e parabéns pela casa nova!

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