terça-feira, 20 de outubro de 2015

Mesa do Bairro : restaurante e garrafeira

Há cerca de 2 meses abriu, no antigo mercado do Arco do Cego (R. Luis Gomes), o Mesa do Bairro, que é simultâneamente restaurante (no 1º piso) e garrafeira (ao nível da rua). Tem ainda uma invejável esplanada, com capacidade para 45 pessoas, do melhor que conheço em Lisboa e onde almocei.
Confesso que fui lá, mais movido pela curiosidade, depois de ter lido nalguma imprensa e blogosfera, que este projecto era da autoria do Luis Baena (um chefe criativo que admiro particularmente), regressado de Londres para esse efeito. Afinal não será bem assim. O Luis Baena tem uma parceria com os donos, sendo a componente gastronómica da sua responsabilidade, mas em parceria com a chefe residente Regina Levy.
O menú oferece uma série de entradinhas, mas também pratos de peixe e carne. Os acompanhamentos são à parte. Curioso o conceito que também se encontra no restaurante Descobre, já aqui referido por diversas vezes. Mais, ambos incluem uma garrafeira, onde se comprar vinho para levar para casa ou para consumir no restaurante. A diferença está no custo. Na Mesa do Bairro a taxa de rolha é fixa (6 € por garrafa consumida), enquanto que no Descobre é variável (20 % do preço de garrafeira).
Nesta minha 1ª visita fiquei-me pelo couvert (pão, azeitonas e manteiga de chouriço) e pelas entradinhas, tendo degustado rissois de camarão (2 unidades dos ditos), peixinhos da horta com maionese de coentros (crocantes, com uma pitada de flor de sal) e umas finíssimas pataniscas de bacalhau. Tudo francamente recomendável. Como sobremesa, avançou um belíssimo pastel de nata (reconstruido) com gelado de canela.
Quanto à componente vínica, inventariei 40 brancos (2 a copo), 86 tintos (2 a copo) e 3 rosés, oferta mais que suficiente. Também têm fortificados, mas não constam na lista. É uma boa selecção que inclui os anos de colheita, centrada no Douro e com preços sensatos. Como menos valias, a Bairrada está ausente (os donos não gostam?), o Dão fica-se pelos mínimos e a quantidade de vinhos a copo é insignificante, o que não faz sentido.
Optei por um copo do branco D.Graça 2013 (2,75 €) - frutado, acidez equilibrada, alguma gordura, volume e final de boca médios. Simples e correcto ligou bem com as entradinhas. Nota 16.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num copo aceitável e uma quantidade servida a olho e pouco generosa. Segundo me informaram, os tintos estão com temperatura controlada.
Serviço eficiente e profissional. Já na garrafeira, há por ali falta de experiência.
Como conclusão, gostei francamente desta minha 1ª visita e tenciono voltar, fazendo votos para que sejam corrigidos as falhas apontadas.

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