quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Vinhos em família (LXV) : mais um branco surpreendente e um tinto de paixão

Mais 3 brancos e 1 tinto bebidos em família, com o rótulo à vista e sem a pressão da prova às cegas. Todos num patamar de muita qualidade, a saber:
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2011 - nariz discreto, belíssima acidez, alguma gordura, madeira bem casada, notas abaunilhadas, volume assinalável e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutras situações 17+/17,5+/17,5+/17,5).
Um bom Soalheiro Reserva, a par do 2009, mas sem atingir o patamar de excelência do 2007 (o melhor branco português da minha vida), 2008, 2010 e 2012.
.Carvalhas 2011 - fruta madura, acidez acentuada, ligeira oxidação, madeira equilibrada, volume notável, muito gastronómico, a pedir um prato forte (peixe no forno, por exemplo). Nota 17,5+ (noutra 18).
Foi o meu branco preferido na prova vertical feita quando da nossa visita à Real Companhia Velha.
.Mapa - Vinha dos Pais 2013 - com base nas castas Rabigato, Viosinho, Arinto e Gouveio, estagiou 12 meses em barricas de 500 l; aroma exuberante, muito fresco e mineral, presença de citrinos, madeira muito bem casada, bom volume e final longo; muito equilibrado e elegante. Nota 18.
Uma das 1000 garrafas produzidas pelo Pedro Garcias (crítico que escreve na Fugas, separata do Público de sábado) e, talvez, o melhor dos brancos por mim provados nos últimos tempos. Um branco surpreendente!
.Três Bagos Grande Escolha 2005 Estágio Prolongado (oferecido pela Olga Martins, CEO dos Lavradores de Feitoria) - especiado, notas balsâmicas, presença de chocolate preto e tabaco, boa acidez, taninos civilizados, algum volume e final longo; elegância e personalidade, embora não traga valor acrescentado ao Grande Escolha 2005, ainda sem o estágio prolongado. Nota 18 (noutras situações com este último 18/17,5/18,5/18,5/17,5/18,5+/18,5+).
Os Grande Escolha dos Lavradores de Feitoria são sempre uma paixão. Desde o início, nos tempos das Coisas do Arco do Vinho, que acreditámos neste original projecto, ao invés da maioria das garrafeiras que o olharam com alguma desconfiança.
Inesquecíveis o 2000 (o 1º), 2001, 2003, 2004 (para mim, o melhor de todos), 2005, 2007 e 2008.

Sem comentários:

Enviar um comentário