sábado, 14 de novembro de 2015

Lisboa Restaurant Week (III) : Estória, a surpresa

A última visita no âmbito do LRW 2015, coube ao restaurante Estória, recentemente aberto no Palácio do Marquês de Pombal (R.Sacadura Cabral,54 na Cruz Quebrada). A cozinha e a gestão do espaço estão a cargo do chefe Vitor Areias que foi o último responsável pelos tachos do Assinatura, tendo ainda passado pela Bica do Sapato, 100 Maneiras, Manifesto de Luis Baena e Taberna 2780 Oeiras.
Tanto a ementa como a lista de vinhos, são demasiado curtas e escritas em ardósias. Uma situação a rever. Tem, ainda, um menu do chefe com 5 pratos (37 €).
Quanto ao menu LRW, escolhi:
.lingueirão com espuma de alho e ovo
.lombo de bacalhau à moda de Conde da Guarda
.pudim à moda de abade de Priscos
Tudo o que veio para a mesa estava num patamar alto de qualidade, a roçar a excelência. O chefe é muito criativo e estava inspirado naquele dia, reinventando as receitas tradicionais. Cinco estrelas!
No entanto, o serviço revelou-se algo inexperiente, obrigando o chefe ir às mesas levar ou levantar pratos. Mais um ponto a rever, pois a boa vontade não chega.
Quanto a vinhos, apenas 3 brancos e 3 tintos (à temperatura ambiente), com 2 a copo em ambos, o que é manifestamente insuficiente.
Escolhi o tinto Qtª das Brolhas 2012 (3,50 €) - aroma neutro, notas de fruta preta, acidez no ponto, volume e final médios, correcto e descomplexado. Nota 16.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num copo sofrível. A garrafa voltou para trás e foi colocado num recipiente com água e gelo, para descer a temperatura alguns graus.
Em conclusão, a cozinha foi uma grande surpresa. Confesso que não esperava tanto da criatividade do Vitor Areias. Gostava de lá voltar, mas só se me autorizar a levar de casa o vinho e os copos.

Sem comentários:

Enviar um comentário