terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Almoço com vinhos fortificados (22ª sessão) : quando 1 Porto ultrapassa 2 Madeiras...

Este grupo militante de Madeiras e outros fortificados participou, a convite do casal José Rosa/Marieta que trouxe todos os vinhos (2 brancos, 2 tintos, 2 Madeiras e 1 Porto) e arcou com as despesas, em mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes. O repasto decorreu no restaurante Casa da Dízima que nos proporcionou uma gastronomia de qualidade e um serviço de 5 estrelas.
Desfilaram:
.Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 2011 (garrafa de 3 litros) - presença de citrinos, fresco e mineral, notas tropicais, belíssima acidez, estruturado e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutras situações 17,5+/17,5+/17,5).
Muito gastronómico maridou bem uma série de "miminhos" trazidos pelo J.Rosa e outros oferecidos pela casa e, ainda, um amuse bouche (corneto mascarponi com camarão e manga).
Acompanhou, ainda, a entrada (à escolha entre filete de cavala braseado sobre tosta de tomate seco e crocante de alheira com cogumelos e espargos selvagens). Eu, que já tinha provado ambos, optei pela cavala que fez a grande ligação com o alvarinho.
.Artur Barros e Sousa Sercial 1980 (engarrafado em 2003) - limpido e brilhante, frutos secos, iodo, notas de brandy, acidez nos mínimos, volume apreciável e final muito longo. Mais doce do que o esperado (se tivesse sido às cegas, nunca diria que estava em presença da casta Sercial). Nota 18.
Servido entre a entrada e o prato principal, teve como finalidade limpar o palato.
.Sesti Phenomena Reserva 2006 (magnum) - um Brunello di Montalcino com base na casta Sangiovese; aberto de côr, aromas florais, acidez equilibrada, taninos firmes nada agressivos, volume médio e final longo; fino e elegante, no ponto para ser consumido. Nota 18,5.
.Qtª do Vesúvio 2008 - com base nas castas Touriga Franca, T.Nacional e Tinta Amarela, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta, acidez no ponto, notas especiadas, boa estrutura e final de boca; ainda jóvem vai melhorar nos próximos anos. A beber até daqui a 7/8 anos. Nota 18.
Estes 2 tintos foram acompanhados por um belíssimo naco de vitela, puré de trufa negra e legumes assados.
.Borges Bual 1977 - frutos secos, vinagrinho, notas de iodo, taninos presentes, alguma estrutura e final de boca; falta-lhe a complexidade de outros vinhos do mesmo ano. Nota 17,5 (noutras 17,5/16,5/17,5).
.Ramos-Pinto 30 Anos (sem data de engarrafamento) - frutos secos, notas de brandy, belíssima acidez, alguma gordura, taninos impressivos, volume notável e final longo. A grande surpresa da jornada ao "eclipsar" os 2 Madeiras. Nota 18,5 (noutra 17,5).
Teve por companhia  terrina de chocolate negro, cornetos estaladiços de pastel de nata com gelado de canela e fruta laminada.
Obrigado Marieta e obrigado José Rosa pela vossa generosidade!

3 comentários:

  1. ...tenho lá em casa um ramos pinto 30 anos por estrear...

    quanto à casa da dízima... já houve vários sítios em que o serviço esteve muito bem... mas na casa da dízima foi o n.º 1 até agora. ao milímetro.

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  2. ah, e - quem diria - novo pingo doce de telheiras, por trás do continente (o mesmo pingo doce mas remodelado)... uma garrafeira com coisas engraçadas. muitos topos de gama - ainda que sem preços particularmente interessantes, é de saudar um maior respeito pelo vinho.

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