sábado, 31 de janeiro de 2015

Mercado da Ribeira : a Cozinha da Felicidade, etc...

1.Depois de ter andado pelas bancas dos principais chefes, iniciei a ronda das segundas linhas com a Cozinha da Felicidade. A ementa está, curiosamente, dividida em "os de pão", "os verdes", "sem espinhas" e "sem osso", com 4 referências de cada. Acrescem, ainda, 3 sobremesas com um cheirinho ao Algarve da Costa Vicentina.
Optei por uma agradável sopa de peixe, tiborna de lombo maturado com cogumelos e atum dos Açores braseado com batata doce, ambos deliciosos. Cozinha-se bem por aqui.
A acompanhar, bebi um copo Filipa Pato Arinto/Bical 2013 (3,75) - fresco, mineral, presença de citrinos, notas amanteigadas, madeira bem casada e algum volume. Gastronómico e muito polivalente. Nota 17,5.
2.Noutra ocasião regressei ao espaço do chefe Alexandre Silva, aproveitando a modalidade "prato do dia + copo de vinho", a troco de 12 €.
O prato era um muito bem conseguido risotto negro com vieiras e algas, que teve por companhia um copo de branco Carlota Joaquina 2013 - fruta exuberante, acidez equilibrada, alguma gordura e volume. Uma boa surpresa e novidade para mim. Nota 16,5.
3.Uma nota final: nesta altura do ano o Mercado da Ribeira é muito desconfortável. Ó senhores da Time Out, resolvam lá isso!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Curtas (XLIX) : novos espaços (JMF e outros), provas pagas e etc

1.By the Wine, o novo espaço da JMF
Abriu recentemente em Lisboa (Rua das Flores 41-43) o novo espaço da José Maria da Fonseca, simultaneamente garrafeira e wine bar, onde se pode adquirir qualquer um dos seus vinhos, sejam espumantes, de mesa/consumo ou Moscateis. É também possivel prová-los a copo, em companhia de uma tábua de queijos e/ou enchidos, ostras do Sado, salada de mexilhão, ceviche de salmão, carpaccio, sandes diversas ou pregos. 
Está aberta de 3ª a Domingo, das 12 às 24 h.
A JMF está duplamente de parabens, não só por este espaço, como também pelas notas recentemente atribuidas pela Wine Advocate aos seus Moscateis:
.Superior 1955 - 99 pontos
.Siperior 1911 - 97
.Roxo 20 Anos - 92
.Alambre 20 Anos - 92
2.Outros novos espaços
Também abriram há pouco tempo:
.Portugal Wine Room (Rua dos Fanqueiros), irmã de uma outra situada em Alvalade (Rua Ricardo Jorge, 3A) e já aqui referida
.Mercearia do Vinho (Travessa André Valente,4 à Calçada do Combro)
.Galeria Wine Shop (Largo do Calhariz,17)
Enquanto que a primeira me pareceu integrada num projecto consistente, as duas últimas não passam de um espaço de diminutas dimensões e com uma oferta reduzida aos mínimos.
3.Provas pagas
Depois da garrafeira Empor Spirits & Wine ter optado por cobrar a participação em provas de vinhos, já aqui mencionado na crónica Curtas (XLIV), publicada em 25/11/2014, vem agora a Delidelux a seguir pelo mesmo caminho. Será que esta moda vai pegar? 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Grupo dos 3 (43ª sessão) : tintos 2004 em alta e 1 branco surpreendente

Esta última sessão, que decorreu no restaurante deCastro (Praça das Flores), foi a 15ª da minha responsabilidade. Até agora tenho conseguido organizar estes almoços sempre em espaços diferentes (Nariz de Vinho Tinto, A Commenda, Assinatura, Xico's, Manifesto, Sem Dúvida, Casa da Comida, Bg Bar, Tapas e Wine Bar Tágide, Jacinto, Rubro Avenida, Chefe Cordeiro, 1300 Taberna e Avenue). A comida pode não ser sempre excelente, mas o serviço de vinhos, a minha preocupação maior, tem sido irrepreensível em todos os locais visitados.
No deCastro correu tudo muito bem, desde a gastronomia, tipicamente portuguesa mas com alguma criatividade, até ao serviço de vinhos, a cargo do Nuno, a merecer umas 5 estrelas. Na sala, a maestrina é a Graça, mulher do Miguel Castro e Silva, que organizou tudo a nosso contento, incluindo a compra de decantadores de qualidade. Seria injusto não referir o trabalho muito profissional de outra empregada que, lamentavelmente, não retive o nome.
Os vinhos (1 branco, 2 tintos de 2004 e 1 Moscatel Roxo), vindos da minha garrafeira, estiveram todos à altura desta sessão para enófilos militantes. E eles eram:
.Casa das Gaeiras Reserva Vinhas Velhas 2013 - com base na Casta Vital em vinhas velhas; nariz contido, a libertar-se ao longo da prova, fruta madura, belíssima acidez, elegância, alguma gordura, volume e final extenso; tipicamente um branco de outono/inverno. Um branco surpreendente, a confirmar a inclusão no meu balanço de 2014. Excelente relação preço/qualidade. Nota 18 (a mesma da situação anterior).
Acompanhou bem o couver, bacalhau fumado, salada fria de peixe e peixinhos da horta.
.Batuta - nariz contido, fruta ainda presente, excelente acidez, taninos firmes e civilizados, elegante e harmonioso, volume assinalável e final longo. Em forma mais 4/5 anos. Nota 18,5 (noutras 17+/18,5/18/18+/17,5+/16,5).
.Vale Meão - nariz exuberante e complexo, acidez no ponto, especiado, algum tabaco e chocolate preto, volume evidente e final interminável. Um grande Douro no apogeu da sua vida, mas ainda longe da reforma. A beber nos próximos 6/7 anos. Nota 19 (noutras 19/18,5/18,5+/16,5).
Em qualquer dos vinhos, a nota 16,5 pode referir uma garrafa avariada ou a minha má disposição no momento das provas!
Os tintos maridaram com ervilhas com enchidos e ovo escalfado, iscas do cachaço de bacalhau, filetes de polvo com açorda de tomate e pernil de borrego com ensopado de grão e cogumelos do campo. Excelentes estes dois últimos e desinspiradas as ervilhas.
.Moscatel Roxo JP 1991 - aroma complexo, citrinos com predominância de tangerinas, acidez equilibrada, taninos presentes e final longo. Um belíssimo Moscatel, embora sem a complexidade dos pesos pesados da JMF. Nota 17,5+.
Casou bem com um saboroso toucinho do céu com sorvete de framboesa, mas já o mesmo não aconteceu com o gratinado de maçã, nada interessante.
Mais uma boa jornada de convívio, comeres e beberes. Em muito se deve ao deCastro, não é demais repeti-lo, onde trabalha quase toda a família do Miguel Castro e Silva (mulher, filhas e genro).
Volto a recomendar este espaço. Já o tinha feito na crónica "Almoço no deCastro", publicada em 7/3/2014.
Falta dizer que a família Castro e Silva abriu uma loja gourmet, em frente ao restaurante, onde se pode comprar vinhos, conservas, compotas,etc...e, futuramente, refeições preparadas pelo chefe.


sábado, 24 de janeiro de 2015

Prémios do Mesa Marcada : certezas e dúvidas...

Mais uma edição da festa organizada pelo blogue Mesa Marcada (Duarte Calvão e Miguel Pires), que decorreu no Vestigius, com o apoio da Symington nos vinhos e do Prego da Peixaria, Cevicharia e Cantinho do Avillez nos comeres, contando com a presença de mais de uma centena de pessoas, entre chefes, restauradores, críticos, jornalistas, gastrónomos e bloguistas. Noventa jurados votaram nos 10 melhores restaurantes e chefes e, ainda, no restaurante para o dia a dia. Contados os votos, apuraram-se os mais votados e distribuiram-se os prémios, que podem ser vistos no blogue Mesa Marcada (tenho um link para ele). Nota alta para os organizadores.
Mas...(há sempre um mas) fico com muitas dúvidas sobre o sentido de voto de alguns jurados, que foram para o politicamente correcto, querendo simplesmente ficar bem na fotografia, ao votarem sistematicamente nos mais badalados e estrelados. Custa-me a aceitar que 63 dos 90 jurados (70 % do total) tenham ido ao Belcanto e gasto cerca de 100 € ou 200 € se foram acompanhados, e mais de metade tenham frequentado os restaurantes mais estrelados e caros do Algarve. Mais, alguns votaram em chefes que não trabalharam em Portugal em 2014, como é o caso do Luis Baena e do Henrique Mouro!
Faço votos para que, em futuras edições, se possam eleger restaurantes de qualidade e acessíveis ao bolso de cada um, criando uma categoria cujo consumo médio estivesse abaixo de 40/45 €. É uma ideia que deixo aqui, à atenção dos responsáveis.
Quanto aos meus votos, votei em restaurantes alternativos, pois em 2014 não frequentei nem estrelados nem badalados, tendo escolhido Sabores d' Itália, Avenue, Assinatura, Casa de Pasto, Enoteca de Belém, Descobre, Via Graça, Umai, Paço dos Cunhas de Santar e 1300 Taberna, onde as minhas contas não ultrapassaram os 30 €. Quanto a chefes, eis os meus preferidos: Marlene Vieira, Diogo Noronha, Vitor Areias, Vitor Claro, Paulo Morais, Nuno Barros, Sá Pessoa, Alexandre Silva, Miguel Castro e Silva e João Bandeira.
Nota final: ao contrário do ano pasado, desta vez não estava ninguém do grupo do Ali Bábá...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Comemorar os 50 anos (versão 2015)

Como é meu hábito, no início de cada ano, faço uma ronda pelas garrafeiras da baixa de Lisboa, em demanda de vinhos com que se possa comemorar os 50 anos de qualquer coisa, seja nascimento, casamento, divórcio, inauguração do clube lá da terra ou qualquer outra coisa.
Este ano, está em causa a colheita de 1965. Passo a indicar os resultados da minha pesquisa:
.Barros Colheita
Casa Macário - 230 €
Manuel Tavares - 230 €
.Kopke Colheita
Garrafeira Nacional - 154 €
Mercado Praça da Figueira - 150 €
.Krohn Colheita
Portugal Wine Room - 340 €
Manuel Tavares - 228 €
.Krohn Vintage
Pérola do Arsenal - 209 €
.Messias Colheita
Napoleão - 190 €
Mais: a garrafeira Roao Wines estava fechada, ostentando aquele irritante "volto já" e na Dom Pedro, após uma angustiante espera, nada me souberam dizer.
Quanto ao Solar do Vinho do Porto, que deveria ser uma montra de tudo o que há no mundo do Vinho do Porto, mais uma vez nada tinham para mostrar, o que é de lamentar.
Para o ano cá estaremos com a colheita de 1966.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Novo Formato+ (20ª sessão) : tintos 2006 em queda livre

Mais uma sessão com este grupo de amigos, tendo o João Quintela e a Paula Costa disponibilizado a comida, os vinhos e a casa.
A bebida de boas vindas ficou a cargo do espumante Elpídio das Caves S.Domingos, em garrafa magnum, a cumprir bem a sua missão. Acompanhou frutos secos e patés.
O repasto foi iniciado com uma opulenta e saborosa feijoada, dita à transmontana, e fez-se acompanhar por 4 tintos da colheita 2006, provados às cegas. São vinhos que se mostraram contraditórios, pois, se por um lado, pareciam evoluidos na côr e nos aromas, por outro, na boca, apresentaram uma acidez que poderia pronunciar mais alguns anos de vida. Mas, falta-lhes harmonia e equilibrio, revelando-se pouco interessantes ao nosso palato. E eles eram, por ordem de pontuação pessoal: Calda Bordaleza (16,5+), o que melhor ligou com a feijoada, Passadouro Reserva (16,5), Niepoort Voyeur (15,5) e Vallado Sousão (14,5).
Consultados os meus registos, posso adiantar:
.no meu Quadro de Honra, actualizado em Agosto de 2014, apenas constam 6 tintos de 2006 (Aneto Grande Reserva, Carrocel, Crasto T.Nacional, Poeira, Qtª do Mouro Rótulo Dourado e Vale Meão), ou seja 4,6 % do total de vinhos tintos, contra 28 de 2004, 22 de 2005 e 19 de 2007
.em Novembro 2012, dizia que o Poeira tinha sido uma desilusão absoluta e o Crasto T N deveria ser consumido de imediato
.em Março 2013, escrevia que o Pintas seria de despachar, mas o C V poderia aguentar mais 2/3 anos
.em Dezembro 2013, confirmava que o Aneto, Carrocel e Poeira estavam abaixo do esperado, mas o C V tinha-se portado à altura.
Moral da história: se calhar a maior parte dos topos de gama de 2006, deveriam ter saído como uma segunda marca.
Continuando com o repasto, a seguir viria um branco Foz de Arouce 2003 - com base na casta Cerceal e estagiado em madeira, fruta madura, ligeira oxidação, belíssima acidez, alguma gordura e volume, final longo. Nota 17,5.
Acompanhou muito bem uma tábua de queijos e foi a surpresa do dia. Já o Porto Vintage Qtª do Vesúvio 1998, ainda com muita fruta, mas com um volume e final de boca médios, não entusiasmou. Nota 16,5.
No final do repasto, a maridar com um excelente doce caseiro, à base de maçã reineta, avançou um tawny de um produtor particular, com uma idade aproximada de 70/80 anos - frutos secos, acidez equilibrada, taninos firmes mas civilizados e final longo; penalizado pelo excesso de aguardente proveniente de refrescamento recente, suponho. Nota 16,5+.
Mais uma excelente sessão de convívio e comeres, com os beberes nem por isso. Obrigado Paula e João!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Curtas (XLVIII) : Block House e etc

1.Block House
Este simpático  espaço de restauração fica no Atrium Saldanha e tem irmãos gémeos no C.C.Amoreiras e no C.C.Oeiras Parque. Acima de tudo, impressionou-me o profissionalismo e a simpatia das empregadas. Não me ocorre outro espaço, em que à chegada me tenham posto em cima da mesa um cartão com o nome de quem me ia servir, onde se podia ler "O seu bem estar é a minha razão". E à saída, com a conta, um desdobrável, com uma frase escrita à mão "Muito obrigado pela visita e preferência! Até breve...", assinado ela mesma empregada. Não estou habituado a estes mimos! Acresce que o serviço, além de ultra simpático, é rápido e eficiente.
De 2ª a 6ª feira tem um menú do dia que custa 8,40 €, com direito à salada Block House  e ao prato (no dia em que lá fui, era Cordon Bleu, por sinal nada que me tivesse entusiasmado).
Quanto a vinhos, inventariei 2 espumantes, 1 champanhe, 4 brancos, 6 tintos e 1 rosé, todos disponíveis em garrafa (11,50 a 29,90 €) e a copo (3,30 a 8,20 €). A garrafa foi mostrada, mas o vinho não foi dado a provar. Temperatura acima do esperado, quantidade generosa (0,20 cl), mas o copo quase que fica cheio e não dá para agitar o vinho. Aspecto a corrigir.
Optei por um copo do tinto Douro Qtª de Soque 2010 - aromático, muita fruta vermelha, taninos presentes sem agressividade, algum volume e final longo. Uma boa surpresa. Nota 16,5+.
Só para ter um tratamento de VIP, vale a pena lá voltar!
2.SelFish
É um novo espaço aberto há pouco tempo no C.C.Amoreiras, uma espécie de H3 para o peixe. O serviço está muito bem organizado, rápido e eficiente, apesar de ser tudo elaborado no momento. A aposta é especialmente no atum e salmão, que se podem comer grelhados, braseados ou em hamburguer, embora também se possa comer dourada.
Quanto a vinhos, é melhor beber água!
3.O restaurante mais rápido do mundo
Só pode ser a Casa do Peixe, no piso superior do Mercado 31 de Janeiro (entre as Picoas e o Saldanha). Entre o pedido, desde que seja peixe cozido, a aposta forte da casa, e a chegada da comida à mesa, medeia um escasso minuto. Recorde mundial, pela certa!
Aqui, também, é melhor beber água.

domingo, 18 de janeiro de 2015

O José Quitério e eu...

1.Quando li a Revista do Expresso reformulada (publicada em 10 de Janeiro), agora com um novo formato e novo título (E), ocorreu-me uma conversa tida com o João Paulo Martins (JPM), quando da última visita à Herdade das Servas, em Outubro de 2014. Lastimava-me eu, na qualidade de leitor deste semanário desde o nº 1, pelo facto de o José Quitério (JQ) andar desaparecido há já alguns meses. Uma grande frustação para muitos leitores, alguns dos quais só o compravam para saber qual o restaurante objecto da crítica do JQ. Não seria o meu caso, mas quando abria a Revista, procurava a página do JQ, antes de tudo.
Perguntou-me o JPM quem eu achava que deveria continuar o trabalho do JQ, uma vez que este conceituado crítico estava incapacitado para voltar a trabalhar, por motivs relacionados com a sua saúde. O Fortunato da Câmara (crítico no Público e autor do livro Mistérios do Abade de Priscos), respondi-lhe sem qualquer hesitação, é o único crítico com saber e qualidades para ser o continuador do JQ. Coincidência ou não, acertei na "mouche"!
2.O JQ é, a par da Maria de Lourdes Modesto, uma instituição na área da gastronomia, com obra publicada (Livro de Bem Comer, Histórias e Curiosidades Gastronómicas e, ainda, A Gastronomia na Literatura Portuguesa, que eu me lembre). À conta de muitas das suas críticas, percorri quilómetros para conhecer os restaurantes criticados, resultando daí algumas desilusões, mas muitos momentos de prazer.
Mas também o inverso aconteceu, isto é, ser eu a dar alguma "dicas" ao JQ. Uma delas, talvez a mais importante, foi ter-lhe aconselhado uma visita ao saudoso Flora (restaurante da Residencial com o mesmo nome, em Vila Franca de Xira), que eu "descobrira " recentemente após leitura de uma crítica do David Lopes Ramos de boa memória. Encontrámo-nos, algum tempo depois, num lançamento de vinhos da José Maria da Fonseca, se a memória não me atraiçoa. Disse-me, então, o JQ, que eu tina razão, pois o Flora era um templo gastronómico, graças ao seu mentor, o Pedro Miguel Gil. Perdou-o-lhe o reaccionarismo, acrescentou. Passados uns dias, tive o maior prazer de ler no Expresso uma grande crítica do JQ, ocupando as páginas centrais da Revista, a pôr o Flora nos píncaros da Lua.
3.Quando dos trabalhos preparatórios para elaboração do projecto Coisas do Arco do Vinho, eu e o Juca combinámos encontros com pessoas já nossas conhecidas, que se movimentavam no mundo do vinho e da gastronomia (David Lopes Ramos, José Salvador, Luis Lopes, JPM e JQ, entre outros).
O JQ aproveitou para visitar, connosco, um restaurante que precisava de escrever sobre ele. Chamava-se Café da Lapa e tinha a comandar os tachos, o chefe Joaquim Figueiredo (Bica do Sapato, Tavares Rico, etc).
Sou testemunha de todos os cuidados postos pelo JQ:
.de costas para a cozinha, para evitar ser reconhecido
.ditar a ementa e preços para o gravador que tinha no bolso, não tomando quaisquer notas
.obrigar-nos a escolher pratos diferentes, para os poder provar também
No final, não nos deixou pagar a conta. Quem vai pagar é o patrão (o Expresso), estamos aqui a trabalhar!
Profissional a 100 %, apesar do reconhecido mau feitio!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

2014 : na hora do balanço (VII) - as crónicas mais lidas

Com esta crónica, dedicada às mais lidas e aos países de origem (onde estarão os servidores?), dou por encerrado o balanço de 2014. Lamentavelmente, esta selecção é baseada na contagem acumulada, uma vez que o sistema não permite desagregar por anos, o que não faz sentido. Assinalei com * as entradas novas e pus entre () a posição em 2013. Também inclui as datas de publicação de cada uma das crónicas, para possibilitar a leitura por algum seguidor mais curioso.

.Crónicas mais lidas
1.Almoço na Maria Pimenta (22/8/2010) (1º lugar em 2013))
2.Mexilhões em Lisboa (4/11/2014) *
3.Pintas 2011 : será desta vez? (28/1/2014) *
4.Novos vinhos da Casa da Passarella (4/7/2013) (2º)
5.Novo Formato+ 13ª sessão (18/10/2013) (3º)
6.Júlia Vinagre : uma grande senhora (13/1/2012) (4º)
7.Prova de vinhos no Ritz com a Decanter (5/11/2013) (5º)
8.Almoço no deCastro (7/3/2014) *
9.Jantar Caves São João (3/4/2014) *
10.Dão à prova, mais uma vez (14/9/2013) (6º)
De notar que 8 das mais lidas são mais ou menos recentes (4 de 2013 e 4 de 2014), há uma de 2012 e a totalista destacada é de 2010, o que é dificil de entender, a não ser pelos comentários pró e contra o seu conteúdo. A propósito da crónica totalista, é interessante recordar o que publiquei em 18/12/2011, com o título "Maria Pimenta : o José Quitério deu-me razão".

.Países de origem
1.Portugal (1º lugar em 2013)
2.EUA (2º)
3.Alemanha (4º)
4.China *
5.Ucrânia (3º)
6.França (5º)
7.Rússia (6º)
8.Polónia *
9.Brasil (7º)
10.Reino Unido (8º)
Não entendo, de todo, a entrada fulgurante da China que, conjuntamente com a Polónia, atiraram para fora do podium a Espanha e a Indonésia. Alguém que me explique...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

2014 : na hora do balanço (VI) - os principais eventos

A crónica de hoje é dedicada aos principais eventos (provas, almoços, jantares e encontros vínicos), em que participei ao longo de 2014, tendo sido objecto de crónica aqui publicada (por ordem cronológica):

1.Sessões com Vinhos da Madeira
a.Apenas com o nosso núcleo duro:
Almoços no Corte Inglês (12ª sessão), Enoteca de Belém (16ª) e nas residências de elementos do grupo: Adelino (13ª), Modesto (14ª) e Juca (15ª).
b.Alargadas:
Almoço no Guarda Real, com um representante da Madeira Wine, e jantar no mesmo espaço, com a presença do conceituado enólogo Francisco Albuquerque.

2.Jantares vínicos
Organizados pela Garrafeira Nectar das Avenidas, tendo decorrido nos seguintes restaurantes:
.As Colunas - Alvaro de Castro
.Guarda Real - Qtª da Casa Amarela, Caves São João, O Dão em Lisboa e Sandra Tavares da Silva
.Casa do Bacalhau - Qtª das Bageiras

3.O Peixe em Lisboa
Decorreu no Pátio da Galé, tendo tido a oportunidade de degustar a gastronomia dos chefes Arola, José Avillez, Justa Nobre e Marlene Vieira. Tudo regado com vinhos da José Maria da Fonseca.

4.Confraria do Periquita
Realiza-se sempre em 31 de Maio, sendo agora bienal. Convívio, cerimónia de entronisação, prova, jantar e fados.

5.Eventos organizados pela Revista de Vinhos
.Vinhos de Altitude - Workshop (em Vila Nova de Tazém)
.Encontro com Vinho e Sabores 2014 (o evento do ano, em Lisboa)

6.Eventos extensivos ou dedicados à Blogosfera
.Adega José de Sousa (José Maria da Fonseca)
.Herdade das Servas (provas e inauguração do restaurante)
.Adega Mãe (comemoração do 3º aniversário)

A próxima e última crónica sobre o balanço do ano, será dedicada à estatística do blogue (crónicas mais lidas e países do origem).

sábado, 10 de janeiro de 2015

2014 : na hora do balanço (V) : 10 espaços de restauração

A crónica de hoje é dedicada aos espaços de restauração, sejam restaurantes ou bares de vinho, que visitei ao longo do ano passado. E foram dezenas...
Como critérios de avaliação, tive em conta a cozinha, seja tradicional ou de autor, desde que tenha qualidade acima da média, o ambiente, o serviço e a componente vínica.  Neste último item, conta a oferta (à garrafa e a copo), os copos, as temperaturas, os preços e o serviço de vinhos propriamente dito. Sendo, por vezes, dificil hierarquisar estes espaços, optei pela ordem alfabética:
1.Assinatura
2.Avenue
3.Casa do Bacalhau e Via Graça
4.Casa de Pasto
5.Corte Inglês (restaurante principal),
6.Descobre
7.Enoteca de Belém
8.Paço dos Cunhas de Santar
9.Sabores d' Itália
10.1300 Taberna
Também tiveram uma boa prestação A Commenda, deCastro (Pç Flores), Guarda Real, Herdade das Servas, Sem Dúvida, Tivoli Palácio Seteais e Umai.
Mas, os meus preferidos, acima de tudo, são : Sabores d' Itália (veio ocupar o lugar do saudoso Flora, entretanto encerrado), Avenue, Casa de Pasto, Enoteca de Belém e Descobre.
A próxima crónica será dedicada aos Eventos de 2014.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

2014 : na hora do balanço (IV) - 10 fortificados

A crónica de hoje é dedicada aos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel) que mais me empolgaram no decorrer de 2014 e provados, quase em exclusivo, no âmbito dos encontros do nosso grupo de Vinhos da Madeira:
1.Borges Verdelho 1940
2.Artur Barros e Sousa Boal Solera 1963
3.Blandy Bual 1969
4.Borges Malvasia 40 Anos
5.Artur Barros e Sousa Moscatel
6.Artur Barros e Sousa Malvasia Solera 1965
7.Borges Sercial 1979
8.Fonseca Vintage 1994
9.Moscatel Roxo JMF 20 Anos
10.Blandy Malvasia 1988 e Malvasia 1996
Não estão neste Top, mas também foram pontuados ao nível da excelência: Artur Barros e Sousa Malvasia 1886, Sercial 1963, Terrantez 1981, Bual Solera 1963 e Moscatel Velho 1890, Moscatel Alambre JMF 20 Anos e Qtª do Noval Vintage 1985.
De salientar:
.Mais uma vez, o predomínio do Vinho da Madeira, não deixando espaço para o Vinho do Porto ou o Moscatel de Setúbal
.A presença das marcas Borges e Artur Barros e Sousa, embora este último produtor, com muita mágua nossa, tivesse cessado as suas actividades no ano passado, constituindo uma boa alternativa aos vinhos da Madeira Wine
.A evidência da casta Malvasia que, neste balanço, ultrapassou todas as outras (Sercial, Verdelho, Bual e Terrantez) que ficaram em minoria.
Em próxima crónica será apresentada a minha escolha dos restaurantes que mais me disseram, no decorrer de dezenas de visitas a espaços de restauração, em 2014.
.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

2014 : na hora do balanço (III) - 10 tintos

Depois dos brancos, hoje é a vez dos tintos provados no decorrer do ano passado e com a mesma metodologia. E eles são:
1.Vallado Reserva 2011
2.Qtª Vale Meão 2007
3.Três Bagos Grande Escolha 2005 *
4.Zambujeiro 2007
5.Pintas 2005
6.Pai Abel 2009
7.Herdade do Peso Ícone 2007
8.Cinquenta A. S. 2009
9.Qtª do Vesúvio 2007
10.CARM BOCA 2004
Não foram incluidos, mas podiam estar: Ferreira Reserva Especial 2003, Qtª do Noval 2005, Qtª da Gaivosa 2008, Antónia Adelaide Ferreira 2008, Qtª Vale Meão 2005, Poeira 2009 *, Vallado Reserva 2007 e Robustus 2005.
Os vinhos assinalados com * já constavam no balanço de 2013 (outra garrafa, obviamente).
De reter:
.Os 3 primeiros tintos foram os mais pontuados (18,5+), enquanto todos os restantes, seja os do Top 10, sejam os que ficaram de fora, tiveram a mesma nota (18,5)
.O facto de ter escolhido o Vallado Reserva 2011 para o topo da lista, deve-se a ser claramente o mais barato, ou dito de outra maneira, o menos dispendioso
.Não há surpresas nesta selecção, a não ser a inclusão de um vinho de Setubal, 100 % Castelão, o Cinquenta A. S. 2009 do António Saramago
.A presença do nosso BOCA (do Juca e meu), um dos belos vinhos de 2004, que tem sido provado ao longo dos anos e manifestado uma evolução fantástica.
A próxima crónica será dedicada aos vinhos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel).

domingo, 4 de janeiro de 2015

2014 : na hora do balanço (II) - 9 brancos e 1 rosé

Com esta crónica, dou início à divulgação dos vinhos que melhor pontuei no decorrer do ano passado, uns provados às cegas no âmbito dos diversos grupos de que faço parte (Grupo dos 3, Novo Formato+ e Grupo dos Vinhos da Madeira), outros com o rótulo à vista (em jantares vínicos, em família, com amigos ou bebidos em restaurantes). Ficaram de parte os vinhos degustados em provas alargadas, onde as condições não são as melhores.
Como não faz sentido um top de rosés, decidi incluir, pela 1ª vez, um rosé nesta selecção de brancos. O Barranco Longo entrou, assim, por mérito próprio. É, para mim, o melhor rosé que se faz em Portugal, embora lamentavelmente esquecido pela crítica especializada.
Em próximas crónicas, será a vez dos tintos e dos fortificados.
1.Porta dos Cavaleiros Colheita Seleccionada 1974 e 1979
2.Soalheiro Alvarinho Reserva 2010
3.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010 e 2011
4.Pai Abel 2012
5.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 *
6.Qtª dos Carvalhais Branco Especial
7.Condessa de Santar 2011 *
8.Casa das Gaeiras Reserva Vinhas Velhas 2013
9.Qtª da Murta Clássico 2007
10.Barranco Longo 2013 Rosé
Não entraram, mas podiam estar, pois pontuei-os com a mesma nota dos 2 últimos: Primus 2009 *, Esporão Private Selection 2010, Esporão Reserva 2013, Pasmados 2009, Qtª Seara d' Ordens Reserva 2012 e Soalheiro Alvarinho 2011.
Os vinhos assinalados com * já constavam da lista de 2013 (garrafa diferente, claro!).
De salientar:
.a excelência e consistência dos brancos das Caves S. João, um com 35 anos e o outro já com 40!
.a presença clara e permanente, desde sempre, da marca Soalheiro
.a surpresa de 2 brancos (Casa das Gaeiras e Qtª da Murta), normalmente arredados das provas em que tenho participado e quase ignorados da crítica).

sábado, 3 de janeiro de 2015

2014 : na hora do balanço (I)

As primeiras crónicas de 2015 serão dedicadas ao balanço do ano que agora terminou. O formato das referidas crónicas será semelhante ao publicado em 2010, 2011, 2012 e 2013. A brincar, a brincar, já vou no 5º ano consecutivo, tendo a minha primeira crónica, dedicada ao "Núcleo Duro", sido publicada em 19 de Março de 2010. E já lá vão 837!
Como habitualmente, o balanço de 2014 quanto aos melhores de cada categoria, abrangerá :
.Brancos
.Tintos
.Fortificados
.Restaurantes
.Eventos
.Crónicas mais lidas e países de origem
Resta dizer que os nomeados, nas 5 primeiras categorias, foram rigorosamente provados, visitados ou participados por mim, no decorrer do ano 2014. É, portanto, uma escolha pessoal.