quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Vinhos em família e não só (LX) : esperar é preciso...

Mais 4 vinhos (3 tintos e um colheita tardia) provados em família ou com amigos, a darem muito boa conta de si. Comparados com outras garrafas das mesmas marcas, provadas por mim, noutras situações e pouco tempo depois de terem saído para o mercado, vieram confirmar que não deve haver pressa em consumir estes néctares, situados numa gama alta de qualidade. O tempo em garrafa só lhes faz bem.
1.Em família
.Qtª do Crasto Vinha da Ponte 2007 - aroma complexo, especiado, notas de tabaco e chocolate preto, acidez equilibrada, taninos firmes, grande volume de boca e final muito longo. Divinal! Prevejo-lhe uma apreciável longevidade, podendo ser bebido, por quem ainda o tiver, nos próximos 8 a 10 anos! Nota 19 (noutras situações 18,5/18).
.Qtª do Mouro Rótulo Dourado 2007 - ainda muito jóvem, muita fruta presente, boa acidez, notas de lagar, taninos musculados mas não agressivos, apreciável volume e extenso final de boca. Teve o azar de ter sido provado em paralelo com o Vinha da Ponte. Nota 18 (noutra 18,5).
.Grandjó Late Harvest 2008 - exclusivamente baseado em uvas da casta Semillon, afectadas pelo fungo botrytis cinerea; nariz exuberante, presença de citrinos, acidez no ponto, gordura evidente, volume e final de boca de boa dimensão. Todo ele muito equilibrado, bebê-lo em copo Riedel Sauterne fez a diferença. Nota 17,5+ (noutra 16,5+).
2.Com amigos, no restaurante da Associação 25 de Abril
.Pintas 2007 - ainda com muita juventude e fruta, fresco, acidez equilibrada, especiado, notas de chocolate, volume assinalável e final de boca muito longo. Ainda muito longe da reforma, pode ser bebido nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5 (noutra 17,5+).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mercado da Ribeira : Monte Mar

Continuando a poisar nas segundas linhas, depois de ter passado pelos 5 chefes principais, vou abordar as minhas visitas ao espaço do Monte Mar - peixe e marisco do Guincho, que também já aderiu à louvável moda do disco electrónico, que se destina avisar os clientes que o repasto está pronto.
Numa 1ª vez escolhi o prato do dia (ou da semana? ou do mês?), uma dose avantajada de arroz de polvo com gambas, correcto mas sem fazer subir aos céus.
Para acompanhar este prato, optei por um copo do branco Terras d' Alter 2013 (2,50 €) - com base nas castas Síria, Arinto e Viognier; muito frutado, fresco e mineral, acidez no ponto, volume médio, mas final curto. Agradável, mas sem justificar a Medalha de Ouro obtida no Concurso Mundial de Bruxelas 2014. Nota 16.
A garrafa foi mostrada, o vinho não foi dado a provar, tendo sido servida uma quantidade generosa.
Numa outra visita, provei o creme de marisco (muito melhor que a dita sopa rica de peixe, aliás bem pobre, servida ali ao lado, no espaço do Sea Me) e um belíssimo recheio de sapateira, sem excesso de gordura, servido com pão torrado.
O vinho fui buscá-lo ao Bar da Odete, tendo escolhido o Muros Antigos Alvarinho 2013 (4 €) - aroma intenso, notas tropicais, presença de citrinos, boa acidez, elegância, alguma gordura e volume, bom final de boca. Nota 17.
A garrafa foi mostrada, o vinho dado a provar e servida uma quantidade generosa. Harmonizou bem com a comida.
Ainda houve espaço para uma sobremesa, uma óptima mousse de chocolate negro com medronho, obtida no espaço da Cozinha da Felicidade, já aqui anteriormente comentado.
Finalmente, o mercado continua desconfortável, nesta altura do ano, mas apesar disto, verifiquei uma presença significativa  de turistas, mas também dos indesejáveis pombos do Cais Sodré!
A terminar, o espaço do Vitor Claro está encerrado, mas o Miguel Laffan ainda não entrou.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Curtas (LII) : PRW, O Púcaro e Varanda Castilho

1.Portugal Restaurant Week (PRW)
Mais uma edição do PRW, com a semana de 19 a 25 de Fevereiro exclusiva para clientes Millennium, desde que paguem com um cartão daquela entidade bancária, e o periodo de 26 de Fevereiro a 8 de Março acessível ao povão.
Desta vez os restaurantes mais badalados e os hotéis não se chegaram à frente. A excepção foi o Eleven mas, logo que o programa foi difundido, apareceu com a indicação de "esgotado"!? E esta, hem?
2.O Púcaro
Este simpático restaurante é o último da Estrada do Guincho, sem vistas para o mar e já a caminho da serra. Tem a grande vantagem de se poder comer peixe a 35 € o quilo, enquanto que na maioria da concorrência (a excepção será o Mar do Inferno) o preço do peixe dispara para 60 €!
Comi lá um belíssimo arroz de garoupa (22 € para 2 pessoas, o que é barato). Quanto a vinhos, o panorama não é muito entusiasmante, estando a oferta a copo reduzida ao da casa.
Optei por meia garrafa do Deu-la-Deu Alvarinho 2013 (13 €) - aromático, frutado, elegante, acidez equilibrada; demasiado simples, sem a complexidade do Soalheiro ou dos vinhos do Anselmo Mendes. Nota 16.
Quiseram-me servir este branco em irritantes flutes (moda na restauração?), mas recusei.
3.Varanda da União
O restaurante Varanda da União, que também dá pelo nome de Varanda Castilho, fica no 7º andar da Rua Castilho,14 C, com uma vista deslumbrante para a cidade.
De 2ª a 6ª feira tem o menú do dia: por 12,50 €   tem-se direito a couver, sopa, prato (à escolha entre peixe e carne), sobremesa, café e bebida. A refeição, mais que completa e com direito àquela vista, é baratíssima.
Sala confortável, serviço eficiente, rápido e simpático, toalha de pano, mas guardanapo de papel a contrastar.
Bebi um copo do tinto da casa, Cave nº7 Adega das Mouras 2013 - muito frutado, macio e envolvente, na força da juventude, guloso e redondo, acidez nos mínimos, volume médio e final curto. Acompanhou bem uma feijoada à transmontana. Nota 15,5.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar num bom copo e servida uma quantidade generosa. Só faltou o controlo da temperatura, pois a mesma era a da sala, logo acima do recomendado.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Curtas (LI) : livros, mercados, cozido e cabrito

1.Cada garrafa conta uma história
Dos 5 livros mencionados em Curtas (XLVI), para a época natalícia, comprei e li de imediato "Cada garrafa conta uma história" da jornalista Ana Sofia Fonseca (edição "a esfera dos livros"). Desta autora já tinha lido "Barca Velha histórias de um vinho", editado em 2004 pela Dom Quixote, uma obra bem documentada, que contou com o apoio das famílias Olazabal e Nicolau de Almeida.
Este último livro é menos ambicioso, mais ligeiro e lê-se de um fôlego. É um "fait divers" que nos conta que o Domingos Soares Franco já pesou 120 quilos, o João Portugal Ramos é daltónico, o Manuel Vieira considera o Madeira o melhor vinho do mundo (tem bom gosto, digo eu), o António Braga, antigo enólogo da CARM e agora na Sogrape, pertenceu ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém e o Cristiano van Zeller praticava râguebi desde os 9 anos e fez segurança nos comícios do CDS, na altura do PREC.  
2.Mercado do CCB
O Mercado do CCB, já aqui referido mais de uma vez e do qual sou um cliente militante, funciona no 1ºdomingo de cada mês. Nele se podem encontrar produtos da terra, queijos, enchidos, azeites, compotas, chutneys, empadas, etc, tudo de elevada qualidade.
É lá que costumo comprar coelho vilão, cogumelos em conserva, chutney de cebola (todos com a marca Doces da Paulinha), mel (sr.Mel do António Cavalheiro), azeite virgem extra São Mamede (Coop. Agricola do Concelho de Portalegre) e outros produtos.
3.O cozido na Associação 25 de Abril
No restaurante "com-Tradição", gerido pelo chefe Pedro Honório e a funcionar na A25A, come-se um dos melhores cozidos da capital, ultrapassando o da Casa da Mó, do qual era cliente. A refeição completa (couver, prato, sobremesa, café e bebida) custa 15 €, no caso do prato ser o cozido, o que acontece todas as quintas-feiras, ou 13 € para os pratos alternativos. Na última visita, devidamente autorizado pelo chefe, levei uma garrafa de Pintas 2007 que acompanhou muito bem o cozido. Deste vinho falarei num próximo "Vinhos em Família".
O restaurante é público, não sendo necessário ser-se sócio para o frequentar. Recomendo-o vivamente.
4.Cabrito no Descobre
O cabritinho no forno é o prato das segundas feiras no restaurante mercearia Descobre (Rua Bartolomeu Dias). É excelente, custa 13,50 € e esgota rapidamente.
Também o recomendo vivamente!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Saber ou não saber...pegar no copo

Alguns actuais ou ex responsáveis políticos fizeram uma triste figura, exibindo o seu desconhecimento das mais elementares regras de estar em público como, por exemplo, o saber pegar no copo. Alguns, mesmo, chegaram ao extremo de nem sequer pegar no copo, emborcando directamente da garrafa.
Para quem já não se lembre, sugiro que revisita as minhas crónicas:
.22/3/2010 - "Saber pegar no copo", estando em causa o Armando Vara e alguns dignitários angolanos;
.9/6/2010 - "Procura-se assessor de vinhos para a Presidência da República. Assunto urgente.", sendo, obviamente, o visado o inquilino do Palácio de Belém;
.14/5/2014 - "Os espumantes na campanha eleitoral : ignorância e boçalidade", sendo os boçais os deputados Paulo Rangel e Nuno Melo e o ignorante o deputado Francisco Assis.
Recentemente, no Primeiro Caderno do Expresso, publicado no dia 7 deste mês, aparece uma fotografia do António Costa (actual presidente da CML e futuro 1º Ministro), de copo na mão segurado correctamente pelo pé, com a sugestiva legenda "Costa e Nabeiro, em Campo Maior. Brindando ao futuro?".
Contrastando com os políticos atrás citados, o António Costa fez o trabalho de casa e ficou bem na fotografia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Jantar Lavradores de Feitoria

Foi o 40º jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, que contou com a presença do Paulo Ruão, administrador e responsável pela enologia dos Lavradores de Feitoria. O João e a Sara Quintela estão de parabéns. O repasto, orientado pelo chefe João Bandeira, teve lugar no Via Graça (2 Garfos no último Lisboa à Prova) e decorreu da melhor maneira: boa gastronomia, boas harmonizações, bom ritmo, bom serviço, bons copos e temperaturas correctas dos vinhos apresentados.
Quanto à componente vínica, desfilaram:
.Lavradores de Feitoria 2013 - um branco agradável, fresco, descomplicado, a cumprir bem a sua função; boa qualidade para um vinho de gama de entrada. Nota 15.
Acompanhou bem pataniscas, patés e croquetes (excelentes os de caça).
.Três Bagos Sauvignon 2013 - fresco, mineral, algum tropical, notas leves de espargos e fumo, acidez equilibrada, volume e final médios. Nota 17.
Maridou com camarão à Macau e molho tártaro.
.Meruge 2012 - côr muito aberta, aroma sofisticado, fresco, toque adocicado, taninos finos e persistentes, final longo; estilo borgonhês, a precisar de mais 5/6 anos de garrafa. Nota 17,5.
Casamento perfeito com uma excelente perna de pato confitada.
.Três Bagos Grande Escolha 2008 - vinificado em lagar com pisa a pé, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; côr concentrada, acidez q.b., especiado, notas de chocolate e tabaco, taninos imponentes mas não agressivos, grande volume de boca e final longo. Em forma mais 7/8 anos. O Douro no seu melhor! Nota 18,5+.
Harmonizou bem com o prato de javali com castanhas.
.Três Bagos Colheita Tardia 2010 - com base na casta Semillon, vindimada em Dezembro - nariz contido, acidez e elegância, alguma gordura (podia ter mais), volume e final médios; equilibrio entre a gordura e a acidez. Curiosamente (ou não), cativou-me mais quando da sua apresentação. Nota 17+.
Mais uma boa jornada!
.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Mexilhões em Lisboa (III)

Depois do Moules & Beer (Campo de Ourique) e do Moules & Wine (Lx Factory), objecto das crónicas "Mexilhões em Lisboa" e "Mexilhões em Lisboa (II)", publicadas em 11/1/2014 e 4/11/2014, respectivamente, chegou a vez do "Oui moules & huîtres", situado na Rua Nova da Trindade,13.
O dono, Durval de seu nome, é o mesmo do restaurante Faz Gostos, ali mesmo ao lado, está quase sempre presente, o que é uma mais valia. Mesmo assim, não conseguiu evitar algumas deficiências no serviço, quando da minha visita: confusão quanto ao vinho e a um dos pratos pedidos.
O Oui é um espaço descontraido, com as mesas despojadas, apostando fortemente nos mexilhões, mas não esquecendo as vieiras e as ostras. Todos estes produtos, fresquíssimos e a preços cordatos, são provenientes da Costa Atlântica e produzidos pela Companhia de Pescarias do Algarve, localizada na Armona.
Há 12 referências de mexilhões, tendo escolhido um prato que combina os ditos com massa fresca. Estava bom, mas não me fez subir aos céus.
Quanto a vinhos, a lista inclui meia dúzia a copo. Optei pelo Catarina 2013 (2,85 €) - fresco, citrinos em evidência, algum amanteigado, madeira bem integrada, interessante volume de boca; gastronómico, casou bem com o prato. Excelente relação preço/qualidade. Nota 16,5.
A garrafa não foi à mesa, mas avistada; o vinho não foi dado a provar, mas foi servido em copo e quantidade, a olho, razoáveis.
De qualquer modo, é um espaço a voltar, até para perceber se o serviço esteve apenas num dia não.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Curtas (L) : testando o serviço de vinhos...

Fui visitar alguns espaços de restauração que não conhecia e avaliar o respectivo serviço de vinhos:
1.Carmo
É um restaurante bar, localizado no Largo do Carmo, pertencente ao grupo Sacramento. Ambiente informal e descontraido, embora com a música de fundo demasiado alta, a dificultar conversas mais intimistas. O serviço, em geral, pareceu-me profissional.
A ementa é muito centrada nos peticos. Quando lá fui eram 16, com preços de 6 a 11 €. Escolhi comer um caldo verde (3 €) e choco frito com arroz de grelos (8 €), este com o alho queimado a estragar o conjunto.
Quanto a vinhos, inventariei 3 espumantes, 3 champanhes, 13 brancos, 13 tintos e 2 rosés. Quanto a copo são 5 brancos e 5 tintos, com preços entre 4 e 8 €. Lamentavelmente os anos de colheita são omissos e os tintos estavam à temperatura ambiente.
Optei pelo branco Vinha do Almo 2013 (5 €, um exagero) - aroma contido, a abrir no decorrer do repasto, frutado, acidez presente, alguma gordura e volume; gastronómico. Nota 16.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num copo grande, mas de vidro grossíssimo, a dificultar a prova.
Balanço final: um espaço de contrastes, com aspectos positivos e outros a corrigir, como é o caso do controlo das temperaturas, inexistente nos tintos.
2.Taberna da Baixa
Também muito centrada nos petiscos, mas com alguns pratos do dia, fica na Rua dos Fanqueiros,161-163.
Escolhi o bacalhau à lagareiro (7,50 €), um dos pratos do dia, uma boa posta mas que veio demasiado salgada.
Este espaço, também muito informal e descontraido, apresenta várias referências a copo, entre brancos, tintos e fortificados (Porto, Madeira e Moscatel), a preços aceitáveis. Lamentavelmente, mais uma vez, os anos de colheita não constam na lista de vinhos.
Optei pelo tinto Qtª da Giesta 2012 (3,20 €) que veio à temperatura ambiente. A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar (numa mesa ao meu lado, não o fizeram!), num copo inapropriado. Perante a minha reclamação, foram buscar um mais decente, onde serviram uma quantidade mais que generosa.
Balanço final: serviço atrapalhado, ignorância na área dos vinhos e copos na mesa vergonhosos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Vinhos em família (LIX) e, também, com amigos

1.Vinhos em família (da minha garrafeira)
Mais 4 vinhos (2 brancos, 1 tinto e 1 Madeira) provados em família, com o rótulo à vista, todos a darem boa conta de si.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2010 - aroma complexo e exuberante, presença de citrinos, pêssego e melão, acidez no ponto, gordura, assinalável volume e final de boca longo; a beber nos próximos 4/5 anos. Um grande alvarinho, a lembrar o 2007. Nota 18 (noutras situações 17+/17,5/17,5/18/18/18).
.Secretum 2012 (produtor Lua Cheia em Vinhas Velhas) - um branco duriense, com base na casta Arinto; aroma complexo, acidez equilibrada, presença de citrinos e fruta madura, gordura, madeira bem casada, algum volume e final de boca extenso. Um branco cheio de personalidade, mas excessivamente caro. Nota 17,5.
.Quinta de Lemos T.Nacional 2009 - obteve 96 pontos no concurso mundial Ultimate Wine Challenge, realizado nos EUA, tendo sido considerado o melhor vinho tinto português em prova e atribuído o Chairman's Trophy; nariz exuberante, fruta vermelha, notas florais, especiado, com a pimenta a evidenciar-se, fresco, belíssima acidez, estrutura apreciável, potência de boca e final longo; muito jóvem ainda, precisa de tempo de garrafa; a beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18.
.Borges Malvasia 30 Anos (sem data de engarrafamento) - frutos secos, notas de caril e iodo, algum vinagrinho, volume médio e final longo; pouco doce, tem um perfil próximo da casta Bual. um prazer! Nota 18.
2.Vinhos com amigos (da garrafeira do João Quintela)
A convite do João, almocei no Guarda Real com outros amigos (Raul, Adelino e J.Rosa), onde se provaram uns tantos vinhos (2 brancos, 3 tintos de 2004 e 1 Madeira) da sua garrafeira. Não tive oportunidade de os anotar, limitando-me a registá-los.
.Foz Torto Reserva 2011 - um interessante branco de inverno que desconhecia (nota 17); acompanhou uma série de entradas
.Avó Sabica 2004 - algo evoluido, mas ainda com saúde (17+)
.Qtª da Sequeira 2004 - nariz complicado, mas que acabou por evoluir bem (16,5)
.Aneto 2004 - um bom exemplar da colheita 2004, ainda longe da reforma (18)
Estes 3 tintos acompanharam uma saborosa corvina em papelote.
.Poço do Lobo Arinto 1995 (V.R.Beiras) - embora sem a complexidade dos brancos de 1974 e 1979, também das Caves S.João, está com uma saúde incrível e vai durar mais meia dúzia de anos (17,5+); maridou bem com os queijos
.Borges 30 Anos - perfil já acima descrito, fechou da melhor maneira este almoço (18).
Obrigado João!