quinta-feira, 30 de abril de 2015

Novo Formato+ (21ª sessão) : um grande Colheita 1974 para comemorar Abril

Mais uma grande jornada deste grupo de enófilos, tendo eu levado 7 vinhos da minha garrafeira (2 brancos de 2013, 4 tintos de 2008 e 1 Colheita 1974) e escolhido, mais uma vez, a Enoteca de Belém, como se fosse a minha casa. Copos Riedel e serviço de vinhos 5 estrelas, a cargo do Nelson.
Os vinhos portaram-se todos bem, sem nenhuma desilusão, embora para mim com algumas surpresas. Por exemplo, nos brancos, esperava que o resultado da prova cega fosse ao contrário e, nos tintos, contava que o Aalto tivesse tido uma prestação mais convincente.
Desfilaram:
.Espumante Qtª das Bageiras 2012, uma simpática oferta da Enoteca, a cumprir a sua função de bebida de boas vindas.
.Hexagon - nariz discreto, fruta madura, fresco, acidez equilibrada, alguma gordura, volume médio e fnal seco. Esperava mais. Nota 17.
.Horácio Simões Grande Reserva Vinhas Velhas Boal - fruta madura, boa acidez, madeira presente sem se impor, notas de tosta, alguma gordura, volume e final de boca apreciáveis. Uma boa surpresa vinda de um produtor essencialmente virado para os moscatéis. Nota 17,5+.
Estes 2 brancos acompanharam um shot de sopa fria de pera (decepcionante casamento) e peixe galo com puré de grão e molho de açafrão (casamento feliz).
.Hexagon - fresco, notas florais, acidez evidente, taninos presentes mas civilizados, volume assinalável e final longo; elegante, equilibrado e harmonioso. Um dos melhores tintos de Setúbal provados por mim. A consumir nos próximos 2/3 anos. Nota 18,5 (noutras situações 18/18).
.Aalto - ainda com fruta, notas de lagar e couro, acidez equilibrada, taninos presentes, algum volume e final muito longo. Em forma mais 4/5 anos, mas esperava mais. Nota 17,5+ (noutras 18/17,5/18,5).
Estes 2 tintos fizeram companhia a um prato de atum braseado com milho frito e molho de poncha.
.Tributo (um tinto do Rui Reguinga, medalha de ouro e troféu no Wine Challenge 2010) - notas florais, boa acidez, taninos civilizados, algum volume e final longo. Esperava um pouco mais de um vinho tão medalhado. Nota 17,5.
.Qtª da Pellada - ainda com muita fruta, belíssima acidez e elegância, notas especiadas, taninos imponentes mas de veludo, volume apreciável e final muito longo. Nota 18 (noutra, também 18).
Estes últimos tintos maridaram com carpaccio de novilho ao bitoque, a que faltou mais alma.
.Barros Colheita 1974 (engarrafado em 2014) - frutos secos, notas de caril, acidez no ponto, volume assinalável e final muito longo; equilibrio e harmonia. Sugestivo rótulo que inclui um cravo colorido. Óptimo para comemorar o 25 de Abril. Nota 18,5.
Fez-se acompanhar de queijos, torta de laranja e fruta laminada.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Fim de semana com cravos e música...

Um fim de semana em cheio, senão vejamos:
6ª feira, dia 24 :
.almoço com um casal amigo no Lisboète; boa relação preço qualidade (entrada ou sopa, prato e sobremesa 15 €); bebida 1 garrafa do tinto duriense Qtª do Espinho Reserva 2010 (enologia de Jean-Hugues Gros, o produtor do projecto Odisseia), apesar do ano uma boa surpresa vinda de um vinho completamente desconhecido, pelo menos para mim; nota 16,5+
.concerto de abertura dos Dias da Música, no CCB
Sábado, dia 25 :
.almoço com outro casal amigo no restaurante da Associação 25 de Abril que é público, o que muita gente desconhece ; comeu-se francamente bem e não se gastou muito (refeição completa a troco de 13 €); ambiente apropriado à data, respirando-se militância e pairando no ar o apoio à candidatura presidencial do candidato Sampaio da Nóvoa
.acompanhamento do desfile, do Marquês de Pombal ao Rossio
.mais 2 concertos no CCB
Domingo, dia 26 :
.almoço sem história no CCB
.mais outros 2 concertos
.conversa com o João Almeida, ao serviço da Antena 2, da qual também é director, durante a qual recordámos alguns bons momentos passados nas CAV (o João Almeida, nosso antigo cliente, tinha um grupo de prova cega e habituou-se a levar vinhos aconselhados por nós, que ficavam quase sempre em 1º lugar; daí ter ficado eternamente reconhecido)
.Concerto de Encerramento dos Dias da Música
Foi, de facto, um fim de semana em cheio, a que não faltaram os cravos e a música. Para o ano, há mais!


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Rescaldo do Peixe em Lisboa

Lamentavelmente pouco usufruí desta última edição do Peixe em Lisboa. Só consegui participar uma única vez, o que é manifestamente insuficiente. Problemas de agenda de um reformado super ocupado!
Comecei por uma insípida "sopa rica de peixe e marisco" obtida no Pap' Açorda. Não fui feliz na escolha, azar o meu.
Esta minha má impressão ficou esquecida logo que degustei o "berbigão em arroz à Bulhão Pato e corvina crocante" elaborada no Flores do Bairro. Uma delícia!
Estes 2 pratos foram acompanhados pelo Qtª de Camarate Seco (2013? 2014?) - muito fresco e mineral, presença de citrinos, elegante e gastronómico, bom final de boca. Nota 16,5.
Terminei com uma surpreendente sobremesa "cone de tortilha de milho caramelizada, com hibiscus e recheio de mousse de abacate", concebida pelo restaurante mexicano Las Ficheras, um estreante nestas andanças.
Finalmente, a cereja em cima do bolo: o sempre excitante Moscatel Alambre 20 Anos, que não me canso de beber, já aqui referido diversas vezes. Nota 18,5.
Notei com apreço que cada vez há mais lugares sentados e à sombra, uma mais valia.
Em contrapartida, só havia senhas de 2, 5 e 8 €. Atendendo a que grande nº de pratos custava 8 €, não entendo que não houvesse senhas de 3 €, a fim de serem adicionadas às de 5 € pagas à entrada. À atenção do Duarte Calvão que, aliás, tem feito um excelente trabalho.
E, para o ano, há mais. Lá estarei!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Grupo dos 3 (45ª sessão) : tintos do Douro "travestidos" de alentejanos...

Mais uma sessão deste trio de enófilos militantes. Os vinhos (2 tintos e 1 fortificado) vieram da garrafeira do Juca que escolheu o Salsa e Coentros, um clássico da cozinha alentejana. O José Duarte é a alma do negócio e o Belmiro Jesus o homem dos tachos. Curiosamente este chefe participou num dos módulos "cozinha ao vivo" que decorreu na última edição do Peixe em Lisboa. Tudo o que comemos estava num patamar alto de qualidade e o serviço de vinhos esteve à altura.
Então, o que bebemos e comemos?
.Reserva Especial 1997 - ainda com muita saúde, aroma fino, notas florais, acidez no ponto, equilibrio e harmonia, algum volume, taninos dóceis e apreciável final de boca. A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 18.
.Reserva Especial 2001 - nariz neutro, alguma fruta, notas de lagar, plano na boca, taninos muito redondos, volume e final de boca médios. Já deu o que tinha a dar, o melhor é despachá-lo rapidamente. Nota 16,5+.
Como a prova foi às cegas, estes 2 tintos enganaram-me completamente. Os perfis afastaram-se do Douro e identifiquei-os como alentejanos, parecendo ser o 97 de altitude e o 01 da planície! O que parecia, afinal não era. É a vida!
Acompanharam 3 pratos, em meias doses: alheira transmontana com grelos, bochechas estufadas em vinho tinto e feijoada de lebre. Curiosamente foi a feijoada que menos me impressionou, pois o feijão abafou a lebre. Prefiro-a numa arrozada.
.Artur Barros e Sousa Verdelho 1984 (sem data de engarrafamento visível) -  aroma austero, frutos secos, notas de iodo, brandy e caril, vinagrinho, taninos firmes, volume apreciável e final longo. Um grande Madeira! Nota 18,5.
Este fortificado fez companhia, inicialmente, às excelentes empadas, a um delicioso paté e a ovos com silarcas, embora as maridagens não tivessem sido todas felizes.
Voltámos a bebe-lo no final do repasto, a acompanhar uma sobremesa (torta de laranja?), com a qual fez um belíssimo casamento.
Mais uma boa jornada. Obrigado, Juca!  

sábado, 18 de abril de 2015

Curtas (LVII) : revisitas e novos espaços

1.Sabores d' Itália
No regresso a Lisboa, vindo de Monte Real, fiz um desvio a fim de matar saudades deste imperdível espaço, que continua em alta com a Maria João nos tachos e o Norberto na sala.
Desta vez não fui para a sopa de peixe e marisco nem para o risotto de sapateira, mas aventurei-me num prato de atum com vinho tinto. Aposta ganha! Quanto à sobremesa, não resisti à sopa de amoras. Como íamos com amigos, houve a oportunidade de bebermos uma garrafa do tinto Pó de Poeira 2011. Um belíssimo Douro de um grande ano e com uma relação preço/qualidade de excepção (nota 17,5+).
Mais uma grande jornada nas Caldas da Rainha!
2.Descobre
Voltei, recentemente, a este espaço que também muito gosto e tem a vantagem de ficar a 2 minutos a pé de minha casa. Desta vez não fui para o excepcional prato de cabrito, mas regressei aos originais pica daqui, pica dali (um de atum e outro de asas do inferno). Sobremesa: um divinal gelado de baunilha com figos.
A voltar, sempre!
3.Esplanada Furnas
É normalmente o meu refúgio quando vou à Ericeira. Bem situado, mesmo em cima do mar, este restaurante tem sempre peixe fresquíssimo a preços decentes. Na última visita comemos umas belíssimas e gordas ameijoas (deram 10 a 0 às do afamado Ribamar, em Sesimbra) e um saborosíssimo goraz.
Quanto a vinhos, alinham por baixo, como a maior parte dos restaurantes portugueses. A minha defesa foi, uma vez mais, uma meia garrafa de Planalto 2013, simples e correcto.
4.Novos espaços
Não conhecia e gostei de ver, estes novos espaços abertos mais ou menos recentemente:
.Mercearia Alentejana (Rua Acácio Paiva, 3 D, em Alvalade), a qual só vende produtos alentejanos, sejam vinhos, queijos, enchidos ou doces. Para os indefectíveis do Alentejo!
.Loja dos Queijos Gourmet (Rua Oliveira Martins, 31 B, à Avenida de Roma), que também vende vinhos e outros produtos gourmet, para além dos queijos.
Para além de ser um espaço muito bem concebido e bonito, tem a particularidade de lá trabalhar o Zé Santos, meu antigo braço direito nas Coisas do Arco do Vinho.
A visitar!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Jantar Susana Esteban : Procuras e Aventuras...

Mais uma iniciativa da Garrafeira Nectar das Avenidas, desta vez com os vinhos e presença da enóloga e produtora Susana Esteban. Foi o 42º evento desta garrafeira. É obra!
O evento desenrolou-se no restaurante Sem Dúvida, já aqui referido e elogiado em "O grupo dos 3 (16ª sessão)", crónica publicada em 27/9/2011. Devo dizer que este foi, para mim, o jantar vínico mais equilibrado de todos os organizados pela Nectar das Avenidas, em que participei. De facto, o ritmo foi muito bom, não havendo praticamente tempos mortos entre os pratos, a gastronomia mostrou qualidade, as doses eram as certas, nem diminutas nem excessivas, o serviço era profissional e o repasto terminou a horas decentes. Oxalá fosse sempre assim...
Quanto aos beberes e comeres, desfilaram:
.Aventura 2013 branco - a partir de vinha velha na Serra de S. Mamede, tendo passado apenas por inox; produzidas 4000 garrafas; aromático, frutado, fresco, boa acidez, volume e final médios. Agradável e correcto, mas sem exaltar os sentidos. Nota 15,5.
Ligou bem com queijo fresco, ervas e azeite virgem.
.Procura 2013 branco - estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês; produzidas 1700 garrafas; acidez equilibrada, elegância, alguma gordura e complexidade, notas fumadas, volume e final apreciável; muito harmonioso, vai evoluir bem em garrafa. Nota 17,5.
Fez uma maridagem perfeita com a garoupa estaladiça e palha de alho francês.
.Aventura 2013 - a partir das castas Aragonês e T.Nacional, em vinha na região de Portalegre; 12000 garrafas produzidas; fruta preta, acidez correcta, mas pouco harmonioso, volume e final médios. Precisa de tempo para se harmonizar. Nota 16.
Não ligou minimamente com a trouxa de cogumelos.
.Procura 2012 - a partir da casta Alicante Bouschet, fermentou em lagar e estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; produzidas 5100 garrafas; fruta presente, acidez no ponto, especiado, notas evidentes de cacau, taninos evidentes mas civilizados, volume e final de boca apreciáveis. Sofisticado e harmonioso. Já está bebível, mas vai melhorar com mais 4/5 anos de garrafa. Nota 18.
Casamento feliz com um lombo de borrego e gratin de batata.
A harmonização das sobremesas ficou ao nosso critério. Pela minha parte, acompanhei a degustação de queijos com o Procura branco (ligou bem) e a delícia de chocolate com o Procura tinto (não ligou tão bem).
Finalmente, para o que estamos habituados, um jantar com apenas 4 vinhos é curto. Faltou aqui um vinho fortificado. Penso que teria sido fácil, para a distribuidora dos vinhos da Susana Esteban, ter arranjado um produtor de vinhos fortificados que pudesse ter feito uma parceria para este evento.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

As novidades da Madeira Wine

Quem goste de Vinhos da Madeira não pode faltar à apresentação das últimas novidades da Madeira Wine (Blandy Verdelho 1973 e Blandy Bual Colheita 2002), a cargo do conceituado enólogo Francisco Albuquerque.
Este evento terá lugar no Hotel Porto Bay Liberdade (Rua Rosa Araújo,8) no próximo dia 22 de Abril (4ª feira), pelas 17 h.
A bem do Vinho da Madeira!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Rescaldo das férias (Monte Real, São Pedro de Moel, Nazaré...)

1.Monte Real
O Palace Hotel Monte Real é um deslumbrante hotel de 4 *, que nem sequer é caro (nesta altura do ano, claro). Óptimo para carregar baterias, pôr as leituras em dia, namorar ou fazer tratamentos termais. Renovado e ampliado recentemente, disponibiliza quartos espaçosos e modernos, pequeno almoço de luxo e amplo espaço envolvente.
O restaurante é sofisticado, a cozinha é de autor e o serviço profissional e simpático. Em contrapartida, a lista de vinhos é desinteressante, os anos de colheita não constam e a oferta de vinhos a copo é diminuta.
No jantar do dia de chegada, após um almoço miserável numa das estações à beira da A8, comi um belíssimo tamboril em marinada de citrinos com risoto de manjericão e legumes. Acompanhou um agradável copo do branco Qtª do Carmo 2013 (nota 16,5). A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar. No entanto, reparei que os tintos estavam à temperatura ambiente. Um hotel desta classe merecia dar mais atenção e estes pequenos, mas importantes, pormenores.
A povoação é um susto. Incaracterística e feia, parece ter parado no tempo, a ajuizar pelos nomes de algumas ruas: Doutor Oliveira Salazar, Marechal Carmona e 28 de Maio!
2.São Pedro de Moel
Fiz o trabalho de casa e levava a indicação de 2 restaurantes, o Estrela do Mar e o Brisamar. Duplo azar: o primeiro estava fechado e, no segundo, o contacto prévio correu tão mal (não precisarão de clientes, nesta altura do ano?) que fizemos agulha para o Hotel Mar e Sol, cujo restaurante abriu simpaticamente para nós (não havia mais nenhum cliente).
Comemos um saborosíssimo e avantajado arroz de cherne, camarão e berbigão. A  lista de vinhos era igualmente desinteressante, os anos de colheita também omissos e, a copo, apenas o da casa. Escolhi uma meia garrafa de branco Monte Velho 2013 (nota 15,5), fresco, correcto e agradável, cumpriu bem a sua missão.
A garrafa foi mostrada e o vinho dado a provar. Serviço simpático, a cumprir os mínimos.
3.Nazaré
Na marginal desta terra, mesmo junto à praia, está instalada a Taverna do 8 ó 80, restaurante/winebar/tapas/ginspot, cujo dono, Abel Santos de seu nome, também é proprietário da conhecida Taberna da Adélia.
Numa das pareder é exibido um diploma da Revista de Vinhos, o "1º Prémio da Melhor Carta de Vinhos a Copo 2013".
Este espaço é uma agradável surpresa mas, simultaneamente, com algumas contradições.
A lista de vinhos é monumental, são 50 páginas A4, traduzindo-se nalgumas centenas de vinhos! Os preços são muito cordatos, nomeadamente os mais categorizados, apenas um pouco mais que o seu custo em garrafeiras.
A copo, uma aposta forte da casa, inventariei 21 brancos, 4 rosés, 20 tintos, 27 Portos e 4 Moscateis. A lacuna é nos Madeiras. Apenas têm o Alvada, embora não conste da lista. É ainda possível provar vinhos a copo de qualquer uma outra referência abaixo dos 20 €, sendo debitado 25 % do preço da garrafa.
Aqui vale a pena comer tapas/entradas/petiscos para partilhar. Assim vieram para a mesa, em doses generosas:
.tabua com diversos produtos (pataniscas, feijão frade e mini pizza) à base de carapau seco
.pimentos padron
.wrap de cavala
.ovos rotos com bacalhau
.cogumelos recheados com farinheira
.batatas bravas com polvo ou bacalhau
A acompanhar, avançaram 2 copos, um de branco e outro de tinto:
.Anselmo Mendes Curtimenta Alvarinho 2014 (3,50 €) - nariz intenso, frutado, notas tropicais, acidez q.b., alguma gordura, gastronómico. Vai melhorar com mais algum tempo de garrafa. Nota 16,5.
.Manoella 2012 (6 €) - fruta vermelha presente, acidez equilibrada, taninos evidentes, alguma rusticidade, volume e final de boca assinaláveis. Também precisa de mais uns anos para se mostrar plenamente. Nota 17+.
Curiosidades:
.apesar da existência de vários armários térmicos,os tintos estão à temperatura ambiente, embora corrijam na hora (disseram-me que são os clientes que querem assim!)
.o copo do branco tinha gravada a marca Nostalgia, o tinto Andreza, a manga Casa Cadaval e o drop-stop Noval, uma miscelânia...
.no fim do repasto, ainda me ofereceram uma garrafa de branco Vale da Mata 2013!
Apesar das contradições apontadas, recomendo vivamente este espaço. Grande oferta de vinhos, gastronomia petisqueira de qualidade, serviço profissional e simpatia a rodos.
À atenção dos enófilos!

sábado, 11 de abril de 2015

Short Master em Cultura do Vinho e Enoturismo

O Short Master em título é um curso de especialização em Cultura do Vinho e Enoturismo, orientado pela Universidade Portucalense.
Será ministrado em horário post-laboral (6ª feiras 18h/22h30 e Sábados 9h/13h30), com início em 2 de Maio.
Aconselhado para quem queira saber mais ou mudar de profissão...
Mais informações em www.upt.pt ou contactando a Prof. Josefina Salvado (josefinas@upt.pt).
A bem do vinho!


domingo, 5 de abril de 2015

Curtas (LVI) : férias, enganos e etc...

1.Férias
O blogue vai de férias, logo não vai haver crónicas para ninguém, na próxima semana. É a chamada Páscoa retardada...
2.Enganos
Suscitou-me curiosidade uma notícia que li na "evasoes" (a nova separata do DN de 6ª feira que, insolitamente, coloca o "~" (til) por debaixo do "o"), confirmada pela Fugas. Nada menos que o European Street Food Festival, instalado até dia 12 de Abril nos jardins do Casino do Estoril. Uma espécie de evento de comida de rua.
Lá fui eu, então. Mas o resultado foi uma verdadeira frustação, pois era obrigatório ir para uma bicha comprar fichas e, depois, ir para outra bicha trocar as fichas por comida! Se tivesse alinhado e caso tivessem sobrado fichas, teria que ir para uma outra bicha para as trocar por dinheiro. Ou ficava com elas, se não as aceitassem. Este esquema, para mim, não faz nenhum sentido. Desisti, portanto...
3.Esplanada Furnas
Já comi por diversas vezes neste espaço de restauração, que dá pelo sugestivo nome de Esplanada Furnas e fica na Ericeira, mesmo em cima do mar, não tendo daqui resultado qualquer notícia da minha parte. É uma injustiça, pois se come sempre peixe fresquíssimo e de muita qualidade.
Nesta última visita, tanto as ameijoas, gordas e saborosíssimas, como o goraz grelhado, estavam de 5 estrelas. Quanto a vinhos, a lista é curta mas contém algumas propostas interessantes. Lamentavelmente, a copo apenas o vinho da casa. Optei, mais uma vez, por uma meia garrafa do Planalto Reserva 2013, que se porta sempre bem.
4.Há vida para lá do vinho
Fui recentemente ouvir uma sinfonia de Gustav Mahler na Gulbenkian, onde o respectivo Coro teve uma curta, mas brilhante actuação. Só menciono isto, porque no Coro actuou o conhecido e multifacetado Aníbal Coutinho.

sábado, 4 de abril de 2015

Grupo dos 3 (44ª sessão) : Bairrada sim, Bairrada não...

Mais um encontro deste núcleo duríssimo, cabendo ao João Quintela trazer os vinhos para a prova e a escolha do restaurante. Regressámos ao As Colunas e provámos/bebemos 1 branco, 2 tintos (todos os 3 da Bairrada) e 1 Madeira.
Desfilaram:
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2004 (garrafa nº 205/2338) - com base nas castas Maria Gomes e Bical; brilhante na cor, complexo no aroma, notas de oxidação nobre, acidez evidente, alguma gordura, volume assinalável e bom final de boca. Um grande branco com mais de 10 anos de idade, que cresceu com o tempo. Nota 18 (noutras situações 17/16,5+/17/17,5+).
Ligou muito bem com uma excelente barriga de atum braseada com açorda de ovas de sável.
.Aliás 2013 - ainda demasiado jovem, aroma contido, notas florais, acidez excessiva, alguma agressividade, falta de harmonia, volume médio e final longo. Precisa de tempo para se mostrar. Nota 16,5.
.Vinha Barrosa 2011 - aroma mais exuberante, notas de fruta preta, acidez equilibrada, harmonioso, especiado, taninos civilizados, volume evidente e final longo. O Luis Pato no seu melhor. Nota 18.
Os 2 tintos acompanharam bem um pato mudo no forno com puré de batata.
.Artur Barros e Sousa Reserva Velha Seco (engarrafado em 2002) - nariz preso, notas metálicas, acidez no ponto, excessivamente seco, a lembrar um Xerez. taninos evidentes, volume e final médios. Algo desequilibrado, desiludiu um pouco. Nota 16,5+.
Não ligou minimamente com a sobremesa (arroz doce, aliás muito saboroso).
Mais uma sessão de bom convívio com um branco e um tinto bairradinos de eleição. Obrigado João.