quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Vinhos em família (LXIV) : lugar aos brancos

Mais 5 vinhos (4 brancos e 1 rosé) provados com o rótulo à vista, todos eles altamente credenciados e elogiados. Mas, paradoxalmente, nenhum deles me apaixonou. Devo ter o palato formatado para a casta Alvarinho que não está presente em nenhum destes vinhos agora provados.
1.Séries Terrantez do Pico by António Maçanita 2013 (garrafa nº 279 de 646, uma raridade!) -  nariz austero, fresco e mineral, alguma gordura e volume, bom final. Uma relativa desilusão e preço inflacionado, provocado pelos 91 pontos atribuidos pela Wine Advocate, a revista do famoso Parker. De qualquer modo, um trabalho notável do António Maçanita na recuperação desta casta, dada como perdida. Nota 16,5.
2.Dão António Madeira 2013 (Sub Região Serra da Estrela) - com base nas castas Síria (75 %), Fernão Pires e Bical; nariz complexo, presença de citrinos e alguma fruta madura, notas abaunilhadas, acidez no ponto e mineralidade, volume médio; gastronómico, precisa de comida por perto. Prevejo-lhe uma longevidade apreciável. O Dirk Niepoort apostou nele e esteve à venda no site Projectos Niepoort, mas esgotou rapidamente. Nota 17,5+.
O produtor e enólogo tem um blogue interessante (vinhotibicadas.blogspot.pt).
3.Esporão Verdelho 2014 - fermentou em cubas de inox; nariz exuberante, fresco e mineral, elegante, volume e final médios; muito agradável, mas falta-lhe a complexidade e estrutura dos brancos de eleição. Foi uma das 68 medalhas de ouro no Concurso Vinhos de Portugal 2015, tendo sido considerado na finalíssima que decorreu no Solar do Vinho do Dão, o melhor vinho em prova. Nota 16,5+.
4.Vallado Prima 2014 - com base na casta Moscatel Galego (100 %); nariz exuberante, casta bem presente, incrivelmente fresco e mineral, pode ser bebido a solo, embora tenha algum volume e final de boca. Foi o vencedor do painel da Fugas dedicado aos vinhos de verão, em prova a solo e com comida. Nota 17,5.
5.Qtª Poço do Lobo Reserva 2014 rosé - com base nas castas Baga e Pinot Noir, passou por madeira avinhada; côr rosa desmaiada, nariz austero, notas florais, belíssima acidez, algum volume e final seco; gastronómico. Se provado às cegas, não parece um rosé, antes um branco encorpado. Um rosé muito interessante, a perder apenas com o Barranco Longo, a minha referência. Nota 16,5+.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Lob : um espaço de restauração original

O Lob - Lobster & Secrets abriu há alguns meses na Rua São Filipe Neri, 21 (ao Rato) com um conceito deveras original. Trata-se de "take away", onde tanto se pode levar a comida para casa como, também, se pode abancar subindo uns 15 degraus de acesso à sala de refeiçoar, onde a clientela fica por sua conta e risco (não vi ninguém a levantar as mesas).
A ementa é fixa e à base de lavagante (em sopa, salada e até em sanduiche!), mas também apresenta caril de camarão e sanduiches de salmão e de porco assado.
Nas 2 visitas que fiz e abanquei no 1º andar, comi sanduiche de lavagante, bisque e caril de camarão. Tudo agradável, apesar do incómodo que é subir os tais 15 degraus com o tabuleiro na mão, sempre com o risco de tropeçar e deixar cair a refeição no meio do chão.
Quanto a vinhos, a situação não é brilhante. Há meia dúzia a copo, mas os tintos estão à temperatura ambiente. As garrafas estão à vista, mas o vinho não é dado a provar. Pior, ainda: os copos são inqualificáveis! Era melhor nem terem vinho, pois assim não faziam má figura.
Na 1ª visita, ainda sem me aperceber da situação, bebi um copo do Alvarinho Deu-la-Deu (2,50 €) que cumpriu a sua função, mas na 2ª fui para a cerveja artesanal minhota Letra A (4 €), a dar muito boa conta de si.
Se eu morasse para aqueles lados, levaria a comida para casa e beberia um branco de referência em copo Riedel. Sempre era outra coisa.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Curtas (LXIV) : a feira dos Douro Boys e mais esplanadas

1.Feira do Douro com os Douro Boys
Vai ser a 1ª feira de vinhos e sabores, organizada pelos Douro Boys, que decorrerá na Quinta do Vallado. Nos próximos anos, sempre na altura das vindimas, esta feira decorrerá nas restantes quintas, uma diferente em cada ano.
O evento realizar-se-há nos dias 19 (Sábado, das 15 às 20 h) e 20 de Setembro (Domingo, das 11 às 18 h). Por 10 €, com direito a um copo Riedel, vai poder provar-se vinhos dos Douro Boys (Quintas do Crasto, Vale D. Maria, Vale Meão e Vallado e, ainda, a Niepoort), além de produtos da terra e mercearia fina de cerca de 20 produtores regionais convidados para esta feira.
Imperdível! Lá estarei daqui a 1 mês.
2.A Horta
Fica no Páteo Alfacinha (Rua do Guarda Jóias,44 bem próximo do Palácio da Ajuda) e pertence ao restaurante Mercearia, que fecha no verão, enquanto que A Horta, toda ela uma irresistível esplanada com uma vista magnífica para o Tejo e ponte 25 de Abril, só abre nesta altura do ano.
Aposta nos grelhados e nos petiscos para partilhar (pica-pau do lombo e, também, de marisco, estupeta e lombo de atum, mini-preguinhos, etc). A comida não é de excelência, mas é bem agradável e as doses são generosas. Comi, nas 2 visitas que fiz, a estupeta de atum, o mini-preguinho do lombo e um delicioso arroz Calasparra de lingueirão. No final um gelado artesanal, que recomendo vivamente.
Quanto a vinhos, a lista é curta, mas com algumas referências interessantes, e apresenta 2 preços diferentes, um para comprar e levar para casa e outro, acrescido de 6 € (taxa de rolha) para consumo no local. Bebi, a copo, o vinho branco da casa, DFJ Arinto/Chardonnay 2013 (3 €), um bom casamento destas castas, simultaneamente fresco e com alguma gordura, gastronómico e bebível todo o ano. Nota 16. A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar. Copo aceitável.
Mas, só pela vista vale a pena a deslocação. E já agora, para quem não conheça, é obrigatória uma visita ao Palácio da Ajuda.
3.Café Portugal
O Hotel Story Rossio chamou ao seu restaurante Café Portugal, em homenagem a este clássico já desaparecido há algum tempo. Já me referi à sua esplanada em "Testando o serviço de vinhos (III)", crónica publicada em 16/6/2015.
A esplanada fica num dos largos passeios do Rossio e é óptima para quem goste de muito movimento, seja de peões, seja de carros. Desta vez não fui para o menú do dia, mas para a carta, tendo comido uns apetecíveis pastéis de bacalhau com um saboroso arroz de feijão. Os pastéis tinham mesmo bacalhau, mas também incluiam espinhas, o suficiente para chumbarem se fossem a concurso!
Bebi, a copo, o vinho da casa, o branco Rafeiro 2014 - nariz neutro, alguma acidez e volume, correcto, mas não mais do que isso. Nota 15. A garrafa veio à mesa, mas o vinho não foi dado a provar, servido num copo de ridícula dimensão e em quantidade manifestamente curta. Feita a reclamação puseram mais um pouco no copo, mas a olho não chegava aos 14/15 cl.
Embora se trate de uma esplanada, mas como é pertença de um hotel, estas incorreções deveriam ser rapidamente resolvidas. À atenção dos responsáveis.

domingo, 16 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Moscateis

Esta é a última crónica dedicada à actualização anual dos meus QH.
1.Moscatel de Setúbal, incluindo o Bastardinho
.com 19,5 - 3 (1952, Superior 1955 e Roxo 1960)
.com 19 - 2 (Roxo 1900 e Trilogia)
.com 18,5+ - 5 (1967, 1973, Roxo Superior 1971, Superior 1962 e Roxo 20 Anos eng. em 2014)
.com 18,5 - 6 (1918, Superior 1975, 20 Anos eng. em 1986, Roxo, Alambre e Bastardinho todos 20 Anos)
2.Moscatel do Douro
.com 19 - 1 (Secret Spot +40 Anos)
3.Moscatel da Madeira
.com 19+ - 1 (Artur Barros e Sousa 1963)
.com 19 - 1 (Artur Barros e Sousa de ano desconhecido)
.com 18,5 - 1 (Artur Barros e Sousa 1890)
De referir o pleno da JMF nos Moscateis de Setúbal e da ABS nos Moscateis da Madeira.

sábado, 15 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Vinhos da Madeira

1.Por casta
.Bual - 21
.Verdelho - 11
.Malvasia - 9
.Terrantez - 8
.Sercial - 6
.Bastardo - 1
Nota: a casta Moscatel será incluida no QH de Moscateis.
2.Por produtor/marca
.Madeira Wine - 34 (Blandy 26, Cossart Gordon 6, Leacock e Miles 1 de cada)
.Artur Barros e Sousa - 10
.Borges - 4
3.Por anos de colheita
.século XIX (1814, 1870, 1879, 1880, 1891 e 1900) - 6
.1ª metade do século XX (05, 19, 20, 34, 40 e 48) - 6
.década de 50 (58) - 1
.década de 60 (60, 63, 64, 66, 68 e 69) - 11
.década de 70 (71, 73, 74, 75, 77 e 79) - 11
.década de 80 (81, 86 e 88) - 3
.década de 90 (91 e 96) - 2
.20 Anos - 1
.40 Anos - 3
4.Os melhores entre os melhores
.com 19,5 - 6 (Adega do Torreão Terrantez 1905, Blandy Solera Bual 1891, Blandy Bual 1920, 48, 64 e Miles Bual 34)
.com 19+ - 2 (Blandy Bual 77 e Borges Verdelho 40 Anos)
.com 19 - 12 (Blandy Terrantez 69, 75, 77, Cossart Terrantez 77, Blandy Verdelho Solera, Blandy Bual 63, 68, 69, 71, Artur Barros e Sousa Bual Solera 19 e Borges Malvasia 40 Anos).
5.Resumindo e concluindo, é de destacar:
.a casta Bual (36,8 % do total dos Vinhos da Madeira seleccionados)
.a marca Blandy (45,6 %)
.as décadas de 60 e 70 (38,6 %).

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Vinhos do Porto

1.Por tipo
.Vintage - 10
.Colheitas - 20
.Tawnies de Idade (30 e 40 Anos) - 10
.Brancos Velhos - 2
Em colisão com o gosto dos britânicos, estou mais virado para os tawnies (71,4 % dos Vinhos do Porto com 18,5 ou mais), nomeadamente os Colheitas.
2.Por produtor/marca
.Krohn - 8 (Colheita 60, 61, 66, 67, 68, 78, Branco 64 e o 30 Anos)
.Burmester - 6 (Colheita 20, 37, 44, 55, 81 e o Tordiz 40 Anos)
.Noval - 6 (Vintage 58, 94, Colheita 37, 64, 71 e o 40 Anos)
.Fonseca/Taylor's - 6 (Vintage Fonseca 2003, Fonseca Guimaraes 76, Taylor's 94, 2011, Taylor's Vintage 64 e o 40 Anos)
.Barros - 4 (Colheita 35, 74, 40 Anos e o Branco Muito Velho)
O meu grande aplauso para a marca Krohn, agora absorvida pela Taylor's, mas também tiro o meu chapéu ao Fonseca Guimaraes 1976, uma 2ª marca de eleição.
3.Os melhores entre os melhores
Classificados com 19 ou mais, por ordem alfabética:
.Barros Colheita 35
.Burmester Colheita 37,44, 55 e, ainda, o Novidade 1920 (este com 19+)
.Fonseca Guimaraes Vintage 76
.Krohn Colheita 61
.Noval Colheita 37 e 71

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Vinhos Tintos

1.Por Região
.Douro - 96 (70,1 % dos tintos)
.Dão - 6
.Douro/Dão - 1
.Bairrada/Beiras - 11
.Lisboa/Estremadura - 1
.Península de Setúbal - 3
.Alentejo - 10
.Estrangeiros - 9 (8 Ribera del Duero)
O meu gosto está claramente definido: Douro, Douro e mais Douro! Até nos estrangeiros, me fico pela Ribera del Duero, um prolongamento do Douro...
2.Por ano de colheita
.década de 80 - 1
.década de 90 - 7
.2000 - 8
.2001 - 10
.2002 - 3
.2003 - 11
.2004 - 28 (20,4 % dos tintos eleitos)
.2005 - 23 (16,8 %)
.2006 - 7
.2007 - 21 (15,3 %)
.2008 - 8
.2009 - 6
.2010 - 1
.2011 - 2
.2012 - 1
O ano 2004 continua a ser, para mim, o melhor da década, logo seguido pelo 2005 e 2007. Só estes 3 anos de eleição são mais de metade dos tintos eleitos (52,6 %).
Quanto às colheitas mais recentes, 2011 e 2012, consideradas excelentes, ainda é cedo para as consumir. Há que aguardar mais 2/3 anos.
3.Por produtor/marca
Com 5 referências ou mais:
.Qtª do Crasto - 16 (Vinha da Ponte 5, Maria Teresa 4, T.Nacional 5, Vinhas Velhas e Xisto 1 de cada)
.Niepoort - 13 (Batuta 6, Charme 4, Robustus 2 e Doda 1)
.Qtª Vale Meão - 9
.Casa Ferreirinha - 8 (Barca Velha 3, Reserva Especial 3, Vinhas Velhas e Antónia Adelaide Ferreira 1 de cada)
.Wine & Soul - 8 (Pintas 6 e Qtª da Moanoella 2)
.Qtª do Vallado - 7 (Reserva 4, Adelaide 2 e T.Nacional 1)
.Aalto - 7 (PS 4 e Colheita 3)
.Jorge Moreira - 6 (Poeira)
.Lavradores de Feitoria - 5 (Três Bagos Grande Escolha)
4.Os melhores entre os melhores
Não houve mais nenhum tinto a que tivesse atribuído 19 ou mais, mantendo-se a listagem de 2013 (por ordem alfabética). Com excepção do Aalto são todos do Douro:
.Aalto PS 2001 (Ribera del Duero)
.Barca Velha 1995, 1999 e 2004
.Pintas 2001
.Qtª do Crasto T.Nacional 2001
.Qtª do Crasto Vinha da Ponte 1998 e 2003
.Qtª Vale Meão 2004
.Robustus 2004
.Três Bagos Grande Escolha 2004

sábado, 8 de agosto de 2015

Quadro de Honra de Vinhos Brancos

1.Por Região
.Vinhos Verdes - 23 (Alvarinho 20 e Loureiro 3)
.Douro - 29 (inclui 4 Colheita Tardia)
.Dão - 15
.Bairrada/Beiras - 10
.Tejo/Ribatejo - 1
.Lisboa/Estremadura - 13 (inclui Bucelas 5 e Colares 1)
.Península de Setúbal - 3
.Alentejo - 7
.Estrangeiros - 4 (inclui 3 Late Harvest)
As Regiões mais a Norte (V.Verdes e Douro) dominam o QH, com 52 vinhos (49,5 % do total de brancos), seguido da Beira (Dão e Bairrada/Beiras) com 25 (23,8 %). Das restantes é de referir Lisboa/Estremadura com 13 (12,4 %). O Sul (Setúbal e Alentejo) fica limitado a 10 (9,5 %).
2.Por ano de colheita
.décadas de 70, 80 e 90 - 5
.2000 a 2006 - 11
.2007 a 2009 - 44
.2010 - 19
.2011 - 14
.2012 - 7
.2013 - 3
.sem ano - 2
3.Os melhores entre os melhores
Por ordem alfabética, os brancos classificados com 18 (a excepção é o Soalheiro Alvarinho Reserva 2007, o branco da minha vida, pontuado com 18,5).
.Buçaco Reservado 2007
.Carvalhas 2011* (Douro)
.Casa das Gaeiras Vinhas Velhas 2012* (Lisboa)
.Condessa de Santar 2009 (Dão)
.Madrigal Viognier 2009 (Lisboa)
.Maritávora Reserva 2008 (Douro)
.Morgado Stª Catherina 2008 (Bucelas)
.Muros de Melgaço Alvarinho 2008 e 2009 (V.Verdes)
.Parcela Única Alvarinho 2009 (V.Verdes)
.Porta dos Cavaleiros Colheita Seleccionada 1974 e 1979 (Dão)
.Primus 2010 (Dão)
.Projectos Niepoort Chardonnay e Riesling, ambos de 2004 (V.R.Duriense)
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2007 e Pai Abel 2009, 2010 e 2012 (Bairrada)
.Qtª dos Carvalhais Branco Especial* (Dão)
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 (Douro)
.Redoma Reserva 2000, 2005 e 2009 (Douro)
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007 e 2008, 1ª Vinhas 2006 e 2007 e, ainda, Colheita 2001
.Vinha Saturno 2010 (Alentejo)
De salientar:
.a excelência e longevidade dos brancos das Caves S.João, um com mais de 40 anos e o outro a caminho
.a casta Alvarinho, com 8 presenças (27,6 %), sendo de destacar a marca Soalheiro
.os brancos Douro e V.R.Duriense, também com 8
.o posicionamento da Qtª das Bageiras, com quase 14 % (13,8 %) dos melhores
.a inclusão de um grande desconhecido, Casa de Gaeiras Vinhas Velhas, cuja descoberta me encantou.

Actualização dos meus Quadros de Honra (QH)

À semelhança dos anos anteriores, aproveito a calmia de Agosto, onde nada acontece no mundo do vinho, para proceder à actualização dos meus QH.
Neles entram os brancos classificados com o mínimo de 17,5+ e os tintos e fortificados com 18,5 ou mais. São 360 os eleitos até 31 de Julho 2015, mais 26 que há 1 ano, ou seja, um incremento de 7,8 %.
Dos 360, os brancos contabilizam 105 (mais 9 e 29,2 % do total), os tintos 137 (mais 7 e 38 %) e os fortificados 118 (mais 10 e 32,8 %). Destes últimos há 42 Portos (mais 4 e 35,6 % do total dos fortificados), 58 Madeiras (mais 5 e 49,1 %) e 18 Moscateis (mais 1 e 15,3 %).
Em próximas crónicas, detalharei estes números, nomeadamente quanto a tipos de vinho, regiões de origem, anos de colheita, castas, produtores/marcas e os melhores entre os melhores (brancos a partir de 18, tintos e fortificados com 19 ou mais).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Curtas (LXIII) : os anos do Juca, o Descobre e a Dom Pedro

1.Os anos do Juca
No passado Sábado houve festa rija em S.Francisco da Serra. O Juca, meu antigo sócio e amigo desde sempre, tinha feito na véspera 40+40 e resolveu juntar uma série de familiares e amigos.
Foi mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes.
Para memória futura, bebemos:
.Espumante Qtª Poço do Lobo 2013, já com o novo rótulo Baga Bairrada
.Soalheiro Alvarinho 2014
.Qtª Seara d' Ordens Reserva 2011, em garrafa de 3 (?) litros
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2012
.Graham´s 30 Anos
.Moscatel Alambre 20 Anos
.Warre Colheita 1935 (engarrafado em 1988), o pouco que sobrou da véspera
Faço votos para que haja, daqui a 10 anos, nova festa rija!
2.O Descobre
Este restaurante mercearia, detentor da ementa mais original que conheço, continua em forma, agora com o menú de verão.
Em visita recente, partilhámos 4 picas (bacalhau desfiado, polvo em Vinho do Porto, carapau e salmão), acompanhadas de xarém rico e puré de batata doce. Tirando o salmão, com o qual não morro de amores, tudo o que veio para a mesa tinha grande qualidade. Uma delícia!
Quanto a vinho a copo, este espaço também marca pontos, deixando a grande distância a maior parte dos restaurantes que conheço. Inventariei 6 espumantes, 14 brancos, 14 tintos, 2 rosés, 28 Portos (!), 2 Madeiras e 4 Moscatéis. É obra. Para ser perfeito, só falta corrigirem a omissão dos anos de colheita, o que não se entende...
Vieram para a mesa 2 copos de branco (4,50 € cada), Terroir Velho Mundo 2013 e Mapa 2013, que não é fácil de encontrar noutros espaços de restauração. Enquanto que o Mapa é muito fresco e mineral, óptimo para consumir em dias quentes (nota 16,5), o Terroir é mais volumoso e gastronómico e pode ser consumido em dias mais frios (nota 17,5).
3.Dom Pedro II
A 2ª loja da garrafeira Dom Pedro (Rua da Prata) abriu na semana passada na Rua dos Fanqueiros, onde há a maior concentação destes espaços. Além desta, aberta agora, encontramos a GN, Napoleão, Roao e Portugal Wine Room II! E não muito longe, a Garrafeira Nacional, Manuel Tavares, Casa Macário, Mercado da Praça da Figueira e uma outra que não recordo o nome. Uma fartura!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Curtas (LXII) : esplanadas

1.Le Chat
Situa-se junto ao Museu Nacional de Arte Antiga, com vistas para o Tejo. Vale a pena lá ir, antes ou depois de uma ida ao MNAA, onde se pode visitar, até 6 de Setembro, a interessante exposição de obras da pintora Josefa de Óbidos (1630-1684).
Na última vez apostei na petiscaria (peixinhos da horta, tempura de camarão, picapau de atum e salada César) e não me arrependi.
A lista de vinhos, sem anos de colheita, tem algumas referências interessantes. Optei por um copo do branco Assobio 2013 (4,30 €, um preço um tanto exagerado) - presença de citrinos, fresco e mineral, acidez no ponto; gastronónico, acompanhou bem a petiscaria. Nota 16.
Lamentavelmente, o vinho já vinha servido, embora num bom copo e em quantidade simpática.
Serviço algo desorientado, mas a excelência da esplanada faz perdoar os pontos negativos.
2.Senhor Peixe
Costumava ir, de vez em quando, a este simpático restaurante no Parque das Nações, um dos poucos que sobreviveu.
 Mas, desta vez, correu francamente mal. Para além de peixe grelhado, pedimos uma dose de ameijoas que era de dimensão reduzida, embora custasse 13,50 €. Mas mais grave, cerca de um terço das cascas vinha vazia. Feita a reclamação e tendo perguntado se achavam que tinhamos cara de turistas, o empregado deu-nos uma desculpa esfarrapada. Quando veio a conta sempre pensei que tivessem em atenção a referida reclamação. Ingenuidade da minha parte, não retiraram nem um cêntimo. Uma autêntica roubalheira!
Senhor Peixe, nunca mais!
3.O Púcaro
É o último restaurante do Guincho, já sem vistas para o mar e no meio do arvoredo. Tem uma boa esplanada e o peixe mais barato de toda a linha.
Recomendo vivamente!


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Curtas (LXI) : Mercados (Ribeira, Algés e CCB)

1.Mercado da Ribeira
A minha última visita não correu muito bem. Tencionava revisitar a Cozinha da Felicidade, onde tenho tido óptimas experiências, mas desta vez correu mal. Depois de ter pedido e pago um prato de polvo com batata doce, passado algum tempo (demasiado) fui informado que, afinal, não tinham. É uma situação inqualificável, pois quem está na linha da frente tem a obrigação de saber o que pode e não pode vender. É claro que exigi o dinheiro de volta.
Plano B: iscas de bacalhau com arroz de abóbora e hortelã, no Miguel Castro e Silva. Uma delícia!
Acompanhou um copo de Prova Régia Reserva 2013, adquirido na banca da Odete (2,50 €) - nariz exuberante, citrinos evidentes, belíssima acidez, alguma gordura e volume; gastronómico, é, desde que haja, a minha defesa na restauração. Excelente relação preço/qualidade. Nota 17,5.
O vinho foi dado a provar e servida uma quantidade generosa.
2.Mercado de Algés
Abriu recentemente, com uma dimensão aproximada do Mercado Campo de Ourique, mas mais inspirado no Mercado da Ribeira, com tabuleiros, mesas e cadeiras parecidas. No exterior, há uma série de esplanadas, mas nesta altura do ano, está um calor insuportável, o que dificulta a sua utilização durante o dia. No entanto, as bancas não servem vinho, ao contrário do outro acima referido.
Ainda não abanquei, limitei-me a observar e perceber o conceito
Como bancas principais, estão presentes:
.Chicken all Around (do Miguel Laffan, semelhante à que já existe no Mercado da Ribeira)
.Atalho do Mercado e Atalho Burger House
.Pizza2
.Sushic Mercado
.Mister Pig
.Peixe ó Balcão
.A Banca do Petisco
.Natábua
E as secundárias:
.Chá e Café
.Artisani
.Mercado dos Bolos
.Bar (bebidas espirituosas)
.Weel
.Walkamole
.Adega (com uma selecção de vinhos pouco interessante, preçário sem os anos de colheita e quase nada a copo; enfim, não tem nada a haver com a banca da Odete)
3. Mercado do CCB
Complementando o que já disse em "Curtas (LX)...", crónica publicada em 9/6/2015, recomendo mais as seguintes bancas:
.Serra da Estrela (faz parte da cadeia de restaurantes com o mesmo nome): queijos e biscoitos
.Bolos & Bolachas: a única banca onde se pode encontrar o belíssimo bolo regional "Farinha Torrada" de Sesimbra
O próximo Mercado será dia 6 de Setembro (o 1º Domingo do mês).