sábado, 20 de fevereiro de 2016

Bistrô4 : um cheirinho a Madeira

O Bistrô4 é o restaurante do Hotel Porto Bay Liberdade (R. Rosa Araújo,6-8), sendo a equipa parcialmente madeirense ou vinda expressamente da Madeira, com destaque para o chefe executivo João Espírito Santo e o escanção Victor Jardim, sendo consultor o estrelado Benoît Sinthon. Fazendo alguma analogia com o mundo do vinho, o chefe residente é o que trabalha (já aqui o referi na crónica "A Madeira em Lisboa", publicada em 8/12/2015, quando da apresentação das novidades da Blady), deixando ao consultor os louros do projecto.
Sala ampla e confortável, mesas afastadas, toalhas e guardanapos de pano, cozinha aberta. No verão acresce uma bela esplanada interior. De 2ª a 6ª feira, ao almoço, têm um menú executivo, ou seja, pode-se comer por 22 € uma refeição completa (couvert, entrada, prato, sobremesa e café), o que não é caro para um restaurante de hotel.
Nesta minha 1ª visita tive a oportunidade de comer:
.salada de cavala fumada com batata e endro (saborosa, mas em quantidade mínima)
.filete de peixe com puré de batata, alcaparras e manjericão (o peixe era skray, mas questionados alguns dos empregados não souberam explicar, o que não entendo; resta dizer que estava delicioso)
.mousse de chocolate (normal, nada acrescentando à que se encontra em centenas de outros restaurantes)
Quanto a vinhos, inventariei (entre parêntesis a oferta a copo) 6 espumantes (3 a copo), 12 champanhes (2), 1 cava, 51 brancos (6), 4 rosés (2), 95 tintos (6). De registar, ainda, a oferta de fortificados, a copo e à garrafa: 10 Vinhos da Madeira da Blandy (entre os quais Terrantez 1976, Verdelho 1977 e Bual 1969) e Vinhos do Porto. É obra!
Resta acrescentar que os anos de colheita não foram esquecidos e os preços são altos (por exemplo, o copo de branco custou 7 €, uma exorbitância).
Achei curiosa a inclusão na carta de vinhos de frases de personalidades históricas, como por exemplo uma do Gustav Mahler ("Um copo de vinho vale mais que todas as riquezas da terra"). Depende do vinho, digo eu!
Bebi um copo do branco Dona Maria 2014 - presença de citrinos, notas fumadas, acidez equilibrada, alguma gordura e volume. Foi uma boa surpresa e acompanhou bem a refeição. Nota 17.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado aprovar num copo aceitável e servido a olho. Quanto aos tintos, constatei que este espaço tem o cuidado de os manter a uma temperatura controlada.
Serviço atencioso e eficaz, de um modo geral, destacando a Ana Larguinho que, naquele dia, estava no cargo de chefe de sala, na ausência do Victor Jardim.


1 comentário:

  1. Jantámos lá há um par de meses e gostámos muito. Ficou à porta de integrar os meus "10 mais" na votação do Mesa Marcada, mas algumas falhas de serviço impediram-no.

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