terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Grupo dos 3 (48ª sessão) : um branco surpreendente, um tinto de eleição e um Madeira clássico

Desta vez os vinhos sairam da garrafeira do Juca, 1 branco de 2012, 2 tintos de 2005 e 1 Madeira, que escolheu o restaurante As Colunas, no dia de cozido com carnes de porco preto. Desfilaram:
.Terroir Velho Mundo XII - com base num lote de castas tradicionais da Qtª Casa Amarela e outro de Alvarinho da Qtª do Regueiro; cristalino, presença de citrinos, belíssima acidez, notas fumadas, alguma gordura, volume notável e bom final de boca. É um grande branco, mas que ainda não mereceu a atenção da crítica especializada. Nota 17,5+ (noutra situação também 17,5+).
Acompanhou pasteis de massa tenra, omolete de espargos e uma belíssima perdiz de escabeche em pão torrado.
.Qtª de Bageiras Garrafeira 2005 - aroma intenso, notas vegetais e metálicas, algo rústico e agressivo, volume médio e final de boca prolongado. É dos vinhos mais irregulares que conheço, podendo oscilar desde o muito bom até ao vulgar. Nota 15,5 (noutras 15/17/16,5/18,5/18+/17+/17,5).
.Kompassus Private Seleccion 2005 - aroma ainda exuberante, sofisticado e elegante, especiado, notas de chocolate e tabaco, volume apreciável e grande persistência. Dá-me sempre muito prazer beber este Bairrada que, ao contrário do anterior, mosta sempre uma grande regularidade. Nota 18,5 (noutras 18,5/18,5+/18,5/18/18,5+/18,5/18,5/18,5+).
Foram acompanhados pelo cozido já acima referido.
.Blandy Sercial 1966 (engarrafado em 2004) - aroma intenso, frutos secos, notas de iodo e caril, taninos ainda por domar, algum volume e considerável final de boca. Fechou com chave de ouro este repasto. Nota 18,5 (noutra 18,5+).
Serviço profissional por parte da Joana, uma recém licenciada que ainda não conseguiu arranjar emprego.
Mais uma boa sessão deste trio da linha dura. Obrigado Juca!

2 comentários:

  1. fora do tópico, mas algo que me ocorreu este fds... por vezes caímos na tentação de menosprezar marcas mais antigas ou clássicas por "já não serem novidade". isto ocorreu-me ao acompanhar um feijoada com um tapada do chaves reserva de 2011... um vinho que nem e extraordinariamente caro... mas estava num ponto fabuloso. um clássico a manter a bitola.

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    1. Obrigado Luis pelo seu comentário. Fiquei com curiosidade em provar esse Tapada de Chaves Reserva 2011.

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