terça-feira, 1 de março de 2016

Novo Formato+ (22ª sessão) : 1 Madeira de excepção e quando os brancos ultrapassam os tintos

Após um longo interregno, ocasionado por problemas de saúde de alguns dos participantes, este grupo de enófilos voltou a reunir-se. Os anfitriões foram o casal Juca/Lena que disponibilizaram os vinhos (1 espumante, 2 brancos, 3 tintos de 2008 e 1 Madeira) e escolheram o restaurante principal do Corte Inglês para a função.
Este restaurante, quando do balanço de 2015, fez parte do meu TOP 10 espaços de restauração, tendo ainda sido incluido na minha lista dos melhores, no âmbito da votação organizada pelo blogue Mesa Marcada. A gastronomia esteve a cargo do chefe Luis Filipe e o serviço de vinhos, inexcedível de profissionalismo, foi da responsabilidade do João Alferes. Eu, por mim, promovia-o já a tenente ou graduava-o em capitão!
O vinho de boas vindas foi o espumante Soalheiro Alvarinho 2014, muito fresco e de bolha finíssima, a portar-se à altura dos acontecimentos. Em seguida desfilaram:
.Pai Abel 2010 branco - fresco e mineral, presença de citrinos, notas fumadas, acidez equilibrada e muito elegante. Nota 17,5+ (noutras situações 18/17,5+/17,5/16,5+/17,5).
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 branco - ligeiramente oxidado, acidez presente, alguma gordura, volume e complexidade. Nota 18 (noutras 18/17,5+/18).
O Pai Abel ligou na perfeição com um robalo marinado e ovas de salmão, enquanto que o Qtª da Sequeira brigou com este prato (estava perfeito para fazer companhia a um pargo no forno ou a um queijo no final da refeição).
.Solar dos Lobos Grande Escolha - 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo; com base nas castas Alicante Bouschet e T. Nacional; algo mineral, acidez no ponto, taninos ainda presentes, algum volume e final de boca. Nota 17,5+ (noutras, também, 17,5+/17,5+).
.Leo d' Honor - com base na casta Castelão, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; acidez equilibrada, especiado, algumas notas animais, taninos adocicados, algum volume e final de boca. Nota 17,5 (não encontrei qualquer registo de outras provas).
.Vallado Reserva - estagiou 17 meses em barricas de carvalho francês; nariz não muito limpo, excelente acidez, algo rústico, algum volume e final longo. Um Vallado atípico. Nota 17,5 (noutras 18+/17,5+).
Estes 3 tintos, que não entusiasmaram, acompanharam um cachaço de novilho estufado.
Finalmente, o repasto fechou com chave de ouro, com o FMA Bual 1964, um Madeira que eu levaria para uma ilha deserta. Dispensa apresentações. Nota 19 (das 17 garrafas que já provei, 3 tiveram 19, 6 chegaram aos 18,5+ e outras tantas 18, ainda 1 com 18+ e outra a ficar-se nos 17,5, presumindo que nesse dia eu estivesse deveras mal disposto!).
Grande jornada de convívio, comeres e beberes. Obrigado Lena! Obrigado Juca!

4 comentários:

  1. do vallado reserva tenho a dizer que o 2009 provado recentemente estava em altíssimo nível - ele que há um par de anos estava totalmente escondido.

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    1. Olá Luis,
      Obrigado pelo comentário. Creio que nunca provei o Reserva 2009.

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  2. Obrigado nós pelo fabuloso convívio que acompanhou este almoço.
    Um acerto - o Espumante foi uma gentileza do Restaurante e não levado por nós.Aproveito para agradecer ao João "Capitão" o profissionalismo presente em toda a refeição.Lena e Juca

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