terça-feira, 29 de março de 2016

Viagens no Reino de Baco : regresso ao passado e a propósito do José A. Salvador

1.Ainda não o tinha referido, mas cheguei a ter uma coluna no extinto vespertino A Capital, que saía aos sábados, sob o título "Viagens no Reino de Baco", a convite da directora Helena Sanches Osório.
A 1ª crónica, "Quinta do Tarrio : uma bela surpresa", saíu em 1 de Agosto de 1998 e a 42ª e última, "Tapada de Coelheiros 1996 : o desejado", em 19 de Junho de 1999, coincidindo com o falecimento da directora. O novo director, certamente abstémio, reestruturou o jornal e acabou com algumas colaborações, incluindo a minha.
Disse na minha estreia "Inicio hoje o contacto com os leitores de A Capital com esta primeira crónica sobre vinhos e as coisas que com eles se relacionam. Não sou jornalista mas, muito simplesmente um militante do vinho de há longa data. (...)".
Vem isto a propósito do malogrado José António Salvador (JAS), sobre o qual publiquei aqui, neste blogue, em 2/2/2016, a crónica "José António Salvador : o mundo do vinho ficou mais pobre". Também, nas Viagens..., a ele, ainda vivo, já me tinha referido no escrito "José António Salvador : pioneirismo, rigor e isenção", publicado em 9 de Janeiro de 1999.
2.Afirmei na crónica "O livro do Fortunato e outras divagações", publicada em 16/2/2016, que o AJS foi o único jornalista, que eu saiba, que se preocupou verdadeiramente com o serviço de vinhos na restauração, pontuando-os em conformidade.
Inspirado por ele, também entrei nessa onda, pontuando de 1 a 5 (de fraco a excepcional) as componentes lista de vinhos, copos e serviço propriamente dito (temperatura, abertura da garrafa e o modo de servir).
A título de exemplo, referi na coluna Viagens...:
.depois de zurzir em 2 restaurantes da moda, o "Espelho de Água" e o "Armazém f", entretanto já desaparecidos, referi o serviço exemplar do "Chafariz do Vinho" e do "Isaura", este já desaparecido (29 de Agosto de 1998)
.as discrepâncias de outro restaurante da moda, o São Jerónimo, já encerrado, pontuando a lista de vinhos com 4, o serviço com 3, mas os copos com 1! (já não me lembro, mas deviam ser miseráveis).

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