quinta-feira, 28 de abril de 2016

Visita ao Monte da Ravasqueira : algumas surpresas e uma desilusão

Recentemente tive a oportunidade de visitar o Monte da Ravasqueira, integrado num pequeno grupo, que incluia apenas mais 1 bloguista (Luis Gradíssimo do Avinhar), 1 jornalista (Alexandra Costa do OJE) e representantes de 2 empresas (Carla Junqueiro de uma agência de comunicação e Miguel Albarroado da Cofina).
À chegada ao Monte da Ravasqueira (MR), fomos recebidos pelo Pedro Pereira Gonçalves,  responsável pela equipa de enologia, já meu conhecido do extinto projecto Vale d' Algares, e pelo João Vilar, director comercial, também meu conhecido do mesmo projecto e, também, do Esporão, que nos fizeram uma visita guiada à adega, inspirada em Napa Valley. O MR apostou forte nas barricas de carvalho, tendo adquirido mais de 400, sendo a maioria com origem em França (cerca de 90 %).
Antes do almoço, com a presença de 2 administradores do MR, os irmãos Pedro e Filipe Mello, e sob a orientação do enólogo, provámos:
.MR Premium 2013 branco (garrafa nº 2912 de 3673) - predominância da casta Alvarinho, nariz exuberante, presença de citrinos e algum tropical, acidez no ponto, fresco e equilibrado, surpreendente teor alcoólico moderado (12 % vol.), algum volume e condições para ser um branco de guarda. Gostei verdadeiramente. Nota 17,5+.
.MR Premium 2014 rosé (garrafa nº 1944 de 3600) - estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; côr salmonada, nariz contido, alguma acidez e gordura, volume e final de boca médios. Desiludiu, até porque devido à sua fama e preço elevado, a fasquia foi posta muito alto e ele passou por baixo. Nota 16.
Já à mesa e depois de um caldo verde neutro, avançou um saboroso prato de bacalhau com brôa, bem regado com azeite MR, a pedir um vinho à altura.
E ele foi o Vinha das Romãs 2012 - com base nas castas Touriga Franca e Syrah, estagiou 20 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta vermelha, belíssima acidez, notas de couro e tabaco, álcool contido (13 % vol.), volume assinalável e bom final de boca. Uma boa surpresa. Nota 18.
Também provámos o MR Premium 2012 (17,5+), o Monte da Ravasqueira NA (Nero d' Avola) 2012 (17) e o Vinha das Romãs 2013 (17,5), mas a minha atenção centrou-se no Vinha das Romãs 2012, atrás descrito.
Com a sobremesa, um belíssimo mil folhas, avançou o Monte da Ravasqueira LH 2014 - com base na casta Viognier; presença de limão e casca de laranja, muito fresco e elegante, belíssima acidez, mas a faltar-lhe alguma gordura. Baixo teor alcoólico (10 % vol.) a provocar algumas dificuldades burocráticas junto da CVR. Uma boa surpresa vinda do Alentejo, a funcionar muito bem como aperitivo ou com sobremesas leves. Nota 16,5+.
Antes do regresso a Lisboa, foi-nos apresentado o respectivo projecto de enoturismo, com realce para o Museu Particular de Arreios e Atrelagens. Com 37 itens, é considerado o mais importante da Europa, segundo nos disseram.
O MR teve, ainda, a gentileza de oferecer, a cada um dos convidados, uma embalagem com 2 garrafas Monte da Ravasqueira Viognier 2012 e Petit Verdot 2012.
Aconselho vivamente uma visita ao MR, pois vale a pena. Mais informações em www.ravasqueira.com e o artigo "Descobrir os vinhos e a paisagem de Arraiolos", publicada na última Revista de Vinhos.




1 comentário:

  1. tenho gostado do caminho do MR. o vinha das romãs é um grande vinho a preço compensador. gostei do touriga franca.

    dos premium só conheci o tinto. e da gama abaixo destas (MR Reserva) fiquei tambem agradado pela relacao preço-qualidade.

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