domingo, 8 de maio de 2016

Colares à Mesa (I) : as provas

1.Introdução
A convite do Tivoli Palácio de Seteais, participei no dia 3 do corrente nas provas e almoço de arranque da 4ª edição da Semana Histórica da Gastronomia e Vinhos de Colares, a decorrer de 4 a 13 de Maio, tendo tido este evento o apoio da Câmara Municipal de Sintra e da Comissão Vitivinícola Regional de Lisboa, cujo presidente Vasco d' Avillez esteve presente.
Segundo o convite, este evento combina "a melhor cozinha portuguesa, a muito apreciada tradição vinícola de Colares e a arte gastronómica do Tivoli Palácio de Seteais".
2.A prova
A prova de vinhos (6 brancos, 6 tintos e 1 fortificado) foi orientada pelo multifacetado Anibal Coutinho que, vinho a vinho, dava a palavra ao respectivo produtor, o qual fazia uma breve apresentação do néctar em prova e respectivo preço (alguns a valores demenciais, senhores!), quase todos ainda não lançados no mercado.
Como participantes nesta prova, entre outros, estava a Revista de Vinhos (João Paulo Martins e Nuno Garcia) e alguns bloguistas (Carlos Janeiro, Luis Gradíssimo, Olga Cardoso e eu próprio).
A prova prosseguiu em ritmo algo acelerado, o que não me permitiu uma 2ª volta comparativa para acerto de notas, como eu gosto de fazer.
Começando pelos brancos, todos com base na casta Malvasia de Colares, foram provados:
.Colares Chitas 2012
.Viúva Gomes 2012
.Casal Stª Maria 2013
.Fundação Oriente 2013
.Monte Cascas 2013
.Arenae (Adega Regional de Colares) 2013
De um modo geral, apresentaram alguma fruta, salinidade, notas amanteigadas, equilibrio e uma bela acidez, o que faz prever alguma longevidade. Notas provisórias entre 17 e 17,5 (com excepção do último que me pareceu algo pesado).
Passando aos tintos, com base na tradicional casta Ramisco, apresentaram-se:
.Viúva Gomes 2007
.Casal Stª Maria 2007
.Arenae (Adega Regional de Colares) 2007
.Fundação Oriente 2010
.Monte Cascas 2011
.Colares Chitas 2011
Para o meu gosto, estes vinhos estiveram uns furos abaixo dos brancos. Abertos de côr, delgados de corpo, agressivos nos taninos, com acidez presente a prolongar-lhes a vida, mas algo desequilibrados. E aqui, a idade pouco influenciou pois achei mais interessantes os 3 últimos. Notas provisórias entre 14 e 17,5.
Enquanto a prova dos brancos me deu prazer, a dos tintos nem por isso. Foi mesmo algo penosa, talvez porque o meu palato está algo formatado para os (bons) vinhos do Douro e conflitua com a Ramisco, uma casta que não faz a minha felicidade.
Finalmente, o Villa Oeiras 2004 - estagiou 11 anos em barricas de carvalho português e francês; frutos secos, algum mel, acidez discreta, algo desequilibrado ainda com a aguardente vínica (da Lourinhã) a notar-se. Nota provisória 16.
(continua...)



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