terça-feira, 10 de maio de 2016

Colares à Mesa (II) : o almoço vínico

Após o "welcome cocktail", onde foram servidos o espumante rosé Stanley 2010 (não provado) e o Casal Stª Maria Malvasia 2013, fomos para a mesa onde nos serviram uma ementa preparada pelo chefe António Escudeiro que se inspirou em menus antigos, ficando a harmonização com os vinhos de Colares a cargo do Anibal Coutinho. Desfilaram:
.Arenae (Adega Regional de Colares) 2006 branco (11,5 % vol.) - cativante côr palha, futa madura, belíssima acidez, algum volume e final de boca; gastronómico. Uma boa surpresa, embora não tivesse tido um copo à altura. Nota 17+.
Acompanhou um saboroso "Creme Diplomata" (menu de 1935).
.Viúva Gomes tinto 1969 (11 % vol.) - aromas terciários, acidez equilibrada, taninos ainda presentes mas civilizados, volume e final de boca médios. Ainda longe da reforma. Nota 17.
Não me pareceu ter harmonizado bem com um pouco entusiasmante "Surpresas de Linguado com Molho Camarão" (menu 1937). Nota 17.
.Colares Chitas tinto 1996 (12 % vol.) - nariz intenso, alguma fruta e acidez, notas especiadas, algum volume e final de boca. Todo ele muito fino, gostei francamente. Nota 17,5.
Maridou bem com "Vitela Assada à Moda de Sintra" (menu 1938).
.Villa Oeiras vinho Carcavelos fez companhia à agradável sobremesa  "Os clássicos" (Travesseiro de Sintra, Queijada e nozes de Calamares), mas apagou-se naquele copo minúsculo.
Aliás o serviço de vinhos em Seteais ainda é muito à antiga, pois o copo mais alto foi destinado a água, o que está mais que ultrapassado.
A gastronomia não me entusiamou, pois tive no passado uma experiência em Seteais bem mais interessante, aqui descrita em "Lisboa Restaurant Week", crónica publicada em 15/3/2014.
De qualquer modo, o saldo final é positivo, tendo eu ficado rendido aos brancos. Quanto aos tintos, salvo algumas (raras) excepções, passo...

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