terça-feira, 17 de maio de 2016

Grupo dos 3 (50ª sessão) : os brancos alentejanos continuam a surpreender

Esta última sessão deste grupo de militantes da linha dura decorreu no Guarda Real, restaurante do Hotel Real Palácio, já aqui referido por diversas vezes. O espaço foi escolhido pelo João Quintela que trouxe 4 vinhos da sua garrafeira (2 brancos, 1 tinto e 1 fortificado), os quais foram provados às cegas. Gastronomia correcta, bons copos Schott e serviço de vinhos profissional.
Desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho Granit 2015 - nariz exuberante, presença de citrinos, notas tropicais atenuadas, fresco e mineral, acidez vibrante, algum volume e final de boca acentuado. Nota 17,5+ (noutra situação 17,5).
Acompanhou uma série de entradas (carpaccio de novilho, choco frito e torricado de bacalhau).
.Telhas 2010 - com base na casta Viognier; ligeira oxidação, fruta madura, acidez muito presente, alguma gordura e volume, final muito longo. Equilibrado e acentuadamente gastronómico, requer entradas consistentes ou queijo de meia cura. Este branco alentejano já me tinha surpreendido em 2013 e agora é a grande confirmação. Nota 18 (17,5+ na prova referida).
Maridou muito bem com um estaladiço com queijo de cabra e com o prato principal.
.Casa de Saima Garrafeira Baga 2000 - ainda com fruta, acidez equilibrada, fresco e elegante, notas especiadas, taninos presentes mas não agressivos, algum volume e final persistente. Nota 17,5+.
Acompanhou um naco de vitela com risotto de cogumelos e gratin de legumes.
.Moscatel JP 1988 - nariz austero, presença de citrinos, acidez nos mínimos, taninos afirmativos e final de boca extenso. Algo desequilibrado. Nota 17.
Fez companhia a uns belíssimos pastéis de nata.
Nota final: os brancos (alguns, claro) continuam a surpreender-me, como foi o caso recente do Esporão Reserva 2008 e do Pera Manca 2012 e, agora, o Telhas 2010. Excepções ou talvez não?
Obrigado João!

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