quinta-feira, 5 de maio de 2016

Vinhos em família (LXXI) : tintos de 2008 a imporem-se

Mais uns tantos vinhos, todos tintos, provados em sossego e com os rótulos à vista, sem a pressão da prova cega. Foram 3 da colheita de 2011 e 2 de 2008, com estes a imporem-se, numa luta desigual, uma vez que se situavam num patamar mais alto. E eles foram:
.Maritávora nº 4 Reserva 2011 - com base nas castas T. Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, fermentou em lagares com pisa a pé e estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; fruta preta, acidez no ponto, especiado, algum couro e rusticidade, taninos macios, volume e final de boca médios. Álcool excessivo (15 % vol.). Nota 17+.
.São Matias Reserva 2011 (garrafa nº 623 de 2934) - estagiou em barricas de carvalho francês, sendo sendo o contra rótulo omisso quanto ao tempo de permanência; nariz discreto, notas florais, fresco e elegante, acidez equilibrada, taninos civilizados, volume médio mas bom final de boca. Álcool equilibrado (13,5 % vol.). Nota 17,5.
.S V Santa Vitória Grande Reserva 2011 - com base nas castas T. Nacional, Cabernet Sauvignon e Syrah, estagiou 13 meses em barricas novas de carvalho francês e 1 ano em garrafa; nariz austero, alguma fruta, acidez q.b., alguma especiaria e lagar, taninos finos, volume médio e final persistente. Um perfil pouco alentejano. Nota 17+.
.Qtª da Leda 2008 - fruta vermelha, notas florais e apimentadas, acidez equilibrada, especiado, elegante, taninos domados, volume apreciável e final de boca extenso. Em forma mais 6/7 anos. Álcool equilibrado (13,5 % vol.). Nota 18.
.Legado 2008 - aroma intenso, alguma fruta e notas florais, acidez no ponto,  muito fino e elegante, especiado, com a pimenta a impor-se, taninos firmes mas civilizados, volume apreciável e final muito longo. Mais um grande Douro, a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5+.

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