terça-feira, 7 de junho de 2016

O Bairradão em Lisboa (2ª edição)

1.A organização
A 2ª edição deste grande evento de divulgação dos vinhos da região beirã (Bairrada e Dão), que tem apostado numa alternativa à "ditadura" dos vinhos Douro e Alentejo, ultrapassou e bem o Bairradão de 2015, objecto da crónica "Bairradão em Lisboa", publicada em 28/5/2015. As limitações e deficiências referidas naquela crónica foram completamente ultrapassadas. A sala disponibilizada pelo Hotel Real Palácio era ampla e podia-se circular sem grandes encontrões. Por outro lado, o Hotel conseguiu ir repondo os copos (bons copos Schott, por sinal) sujos, à medida que os enófilos e os curiosos iam chegando. De acordo com o balanço da organização, passaram por lá mais de 600 pessoas (entrada gratuita)!
Uma ou duas palavras para os organizadores e responsáveis pela Garrafeira Néctar das Avenidas, o João e a Sara Quintela (pai e filha): o trabalho desenvolvido por esta reduzida equipa foi hercúleo e digno do maior dos louvores. Organizações deste tipo só têm sido possíveis com equipas alargadas e daí, passe a minha amizade por eles, tiro-lhes o meu chapéu!
Mais, a maior parte dos vinhos em prova podia ser comprada e, pela primeira vez, havia uma banca de sabores (queijos), área em que podiam apostar em próximas edições.
2.A prova
Ainda segundo a organização, estavam presentes 30 produtores que disponibilizaram mais de 150 referências, tendo eu inventariado 41 vinhos da Bairrada, 85 do Dão e 26 de produtores que representavam ambas as regiões.
Dos vinhos presentes, consegui provar 21 brancos (dos quais 1 colheita tardia) e 24 tintos, destacando nos brancos o Primus 2014, Casa de Saima 1995, Casa da Passarella Encruzado 2014 e Vinha do Contador 2013. E, logo a seguir, Qtª da Falorca Encruzado 2015, Casa de Santar Reserva 2014, Encontro 1 2012, Pai Abel 2014 e o Apartado 1 Colheita Tardia 2012.
Quanto a tintos, o 2221 Terroir Cantanhede Bairrada 2011 (Adega de Cantanhede a meias com as Caves São João, simplesmente sublime), Casa de Saima Vinha da Corga Baga 2011, Qtª da Falorca Noblesse Oblige 2011 (embora excessivamente caro), Qtª das Bageiras Garrafeira 2011, Villa Oliveira T. Nacional 2011 e Pape 2011. E de seguida, Allgo 2012, Qtª da Fallorca Garrafeira 2009, São Matias Reserva 2011, Encontro 1 2010 e Aliança Baga 2009. De destacar, nos tintos, a presença da colheita 2011, que produziu alguns vinhos de excepção.
3.O jantar vínico
O jantar (a pagar, claro) veio na sequência das provas e teve como animador o enólogo Osvaldo Amado que foi apresentando alguns dos vinhos feitos por si:
.Espumante Qtª de Cabriz
.Qtª de Cabriz Reserva 2014 branco
.Encontro 1 Reserva 2012 branco
.Qtª de Cabriz Reserva 2012
.Vinha do Contador 2009
.25 Anos Qtª de Cabriz 2011
.Licoroso Cabriz Impar
Com o nariz e o palato praticamente anestesiados, não tirei grande proveito destes vinhos, nem do jantar propriamente dito. Apenas deu para perceber que o Vinha do Contador é um grande Dão.
E. para o ano, há mais (assim o espero)!

Sem comentários:

Enviar um comentário