terça-feira, 18 de outubro de 2016

Enoturismo no Dão (III) : Casa da Ínsua

...continuando:
Pode ler-se na brochura distribuída pela Tryvel: "A Casa da Ínsua encontra-se rodeada de belos jardins e vinhas, e é um dos mais interessantes locais de Enoturismo do Dão (...)". De facto, para além das vinhas e da adega, na Casa da Ínsua pode ainda conhecer-se o hotel de charme, o restaurante, os jardins, o núcleo museológico e a queijaria. Uma espécie de 5 em 1 que é indispensável conhecer-se. Aqui fica a recomendação.
Resta dizer que a Casa da Ínsua é propriedade da Visabeira, com interesses em Moçambique, onde possui hotéis e vinhas e para onde exporta cerca de 50 % dos seus vinhos. Para além dos vinhos, apostou forte no queijo e na maçã bravo esmolfe.
A visita do grupo começou junto à adega, onde o responsável pela enologia, José Matias de seu nome, nos apresentou os seguintes vinhos Casa da Ínsua:
.Branco 2015 - com base nas castas Encruzado, Malvasia Fina e Sémillon - fresco e mineral, com algumas notas vegetais. Correcto, sem entusiasmar. Nota 15,5.
.Rosé 2015 - com base nas castas Touriga Nacional e Tinta Roriz; acidez e frescura nos mínimos, doçura excessiva, logo enjoativo. Poderá ter os seus admiradores, que não eu pessoa. Nota 12.
.Tinto 2012 - servido à temperatura ambiente, mostrou-se com alguma acidez, notas herbáceas, taninos demasiado dóceis, volume médio e final curto. Uma desilusão face às 2 medalhas de ouro, obtidas em concursos internacionais! Nota 15.
Uma pena a Casa da Ínsua não apostar em vinhos de maior qualidade, descansando no mercado moçambicano que, imagino, não deve ser muito exigente. E poderia produzir um colheita tardia, uma vez que cultiva a casta apropriada para este tipo de vinho, a Sémillon. Parece que ainda fizeram 2 tentativas, mas que desistiram rapidamente.
Após uma interessante visita à casa e ao núcleo museológico, seguiu-se o jantar num anexo e não no restaurante, como seria expectável. A propósito, eu já conhecia o restaurante e publiquei aqui, em 16/7/2105, uma referência sobre o mesmo: "No rescaldo da visita à Real Companhia Velha (...)".
O serviço de vinhos foi lamentável, com a água no copo maior e o branco e tinto (este servido à temperatura ambiente), já provados anteriormente, nos copos mais pequenos! Parece que ainda estão no século XIX!
No dia seguinte, para compensar, foi-nos servido um pequeno almoço de luxo.
E termino como comecei: recomendo uma visita à Casa da Ínsua, ao seu restaurante, jardins, museu, etc. Imperdível!
continua...

2 comentários:

  1. Não tive experiências positivas na Insua. Valeu pelo passeio.

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    1. Olá Rui,
      Obrigado pelo comentário. De qualquer modo, vale a pena conhecer.

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