quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Enoturismo no Dão (IV) : Casa da Passarella

...continuando:
Pode ler-se na brochura que nos foi distribuída pela Tryvel "A casa, datada de 1892, foi mandada construir por Joaquim Oliveira Santos Lima (...). Por cima da adega existe um centro interpretativo (...), onde se conta a história da propriedade através de fotografias e instrumentos utilizados na vinha e na adega." Mais: tivemos a oportunidade de vermos a primeira garrafa Villa Oliveira, datada de 1893!
Já não é a primeira vez que escrevo sobre este produtor, pois no passado publiquei as crónicas "Jantar Casa da Passarela" e "Novos vinhos da Casa da Passarela", respectivamente em 5/12/2012 e 4/7/2013.
Na ausência do Paulo Nunes, o enólogo da casa, naquele momento envolvido nas vindimas, algures na Bairrada, fomos recebidos pelo comercial António Simões que orientou a prova de 4 vinhos da Casa da Passarella, a saber:
.A Descoberta 2015 branco - com base nas castas Encruzado, Malvasia Fina e Verdelho; aroma intenso, muito fresco e mineral, algum volume e final de boca; todo ele muito equilibrado e com uma excelente relação preço/qualidade. Óptimo para a conversa ou a acompanhar entradas leves. Nota 17.
.Enólogo Encruzado 2014 - estagiou 4 meses em madeira usada; nariz complexo, alguma mineralidade, notas amanteigadas, volume e final de boca de alguma dimensão. Gastronómico, já pede comida por perto. Nota 17,5.
.Enxertia Jaen 2013 - estagiou 3 meses em madeira usada; aromático, fruta presente, boa acidez, taninos domesticados, algum volume e final de boca; demasiado unidireccional, a faltar-lhe alguma complexidade. Nota 16,5+.
.Oenólogo Vinhas Velhas 2012 - estagiou 12 meses em barricas, seguido de mais 12 meses na garrafa; nariz exuberante, alguma acidez e complexidade, especiado, taninos firmes, volume assinalável e final de boca longo, a pedir um prato de forno. Excepcional relação preço/qualidade. Nota 18.
Vinhos de qualidade a preços honestos. O que podemos pedir mais?
continua...

2 comentários:

  1. Relativamente à Passarella já me confesso parcial. Gosto sempre. É como o Portocarro.

    ResponderEliminar