domingo, 13 de novembro de 2016

Grupo dos 3 (53ª sessão) : um branco surpreendente

A última sessão deste núcleo duro de enófilos foi da responsabilidade do João Quintela que escolheu o Real Restaurante, num dia de bufete de bacalhau. Os vinhos (1 branco, 2 tintos e 1 fortificado) vieram da sua garrafeira. E eles foram:
.Poejo d' Algures 2015 branco (Dão) - enologia de Paulo Nunes e selecção de João Quintela e Pedro Garcia, com base nas castas Encruzado, Malvasia e Viosinho; muito frutado, fresco e mineral, acidez no ponto, complexidade, volume e final de boca assinaláveis. Uma grande surpresa e excelente relação preço/qualidade (exclusivo da Garrafeira Néctar das Avenidas). Gostava de o provar daqui a meia dúzia de anos. Nota 18.
Acompanhou pastéis e pataniscas de bacalhau, ovas e outras entradas que não registei.
.Pegos Claros Grande Escolha 2012 (Palmela) - com base na casta Castelão em vinhas velhas, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano; aroma intenso, acidez equilibrada, um toque adocicado que acabou por desaparecer, taninos domesticados, algum volume e um bom final de boca. Nota 17,5.
.Andreza Reserva 2014 (Douro) - com base nas castas Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz; nariz contido, alguma acidez, taninos ainda por domar, volume e final médios, a faltar-lhe complexidade. Nota 16,5+.
Estes 2 tintos acompanharam uma série de pratos de bacalhau, lamentavelmente não identificados e alguns não muito entusiasmantes.
.Carcavelos Villa Oeiras - nariz neutro, presença de citrinos e frutos secos, alguma acidez e iodo; final seco e curto. Nota 16,5.
Maridou com pastéis de nata (muito bons), tarte de amêndoas e queijos.
Em relação às falhas apontadas, perdoam-se  pois, por 10 € (uma pechincha!), não se pode exigir mais.
Obrigado João e parabéns por este surpreedente branco!

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