terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Encontro com o Vinho e Sabores (EVS) 2016

Estive presente em mais um EVS, o 17º, o acontecimento vínico do ano, sem qualquer dúvida. Este último estava organizado com mais de 450 produtores, 226 stands de vinho, 28 de sabores e 10 de acessórios. Contou, ainda, com 13 provas especiais e 12 sessões, entre tertúlias e demonstrações culinárias. É obra!
Participei apenas na 2ª feira, o dia destinado aos profissionais e o mais calmo, se comparado com o fim de semana. É a grande oportunidade de matar saudades e trocar 2 dedos de conversa com amigos, antigos clientes, produtores, enólogos e outros agentes do vinho. Quanto a vinhos, tive a oportunidade de provar 70 referências, 1 branco (o Teixuga 2013, por curiosidade), 59 tintos e 10 fortificados, uma ínfima amostragem do que se encontrava por lá, mas que chegou para me anestesiar o nariz e neutralisar o palato.
Quanto aos tintos, o que mais me impressionou foi o Kompassus Private Selection 2011, logo seguido de Qtª de Bageiras Garrafeira 2011, Vale de Ancho Reserva 2011, Esporão Private Selection 2012, Calda Bordaleza 2008, Diga? 2008, Qtª da Gricha 2012, António Saramago Superior 2010, Villa Oliveira Touriga Nacional 2011 e o 2221 Terroir Cantanhede 2011. Também me ficaram na memória Qtª dos Murças Reserva 2011, Aguia Moura Garrafeira 2011, Buçaco Reservado 2013, Qtª da Alameda Reserva Especial 2012, Campolargo 2011, Luis Pato Vinhas Velhas 2012, Vinha dos Amores Touriga Nacional 2011 e Qtª de Lemos Touriga Nacional 2010. De destacar a presença da excepcional colheita de 2011, com 9 vinhos eleitos num total de 18.
Quanto aos fortificados, o meu grande destaque vai para o Burmester 40 Anos e Vallado 30 Anos, seguidos do surpreendente e, para mim, totalmente desconhecido Blackett 30 Anos, Calém 40 Anos e Vasques Carvalho 40 Anos. Nota alta, ainda, para Messias 40 Anos, Blackett 20 Anos e Qtª do Noval Colheita 2003.
Acabei por almoçar no local, stand Abre Latas que se intitula pomposamente "eating house & catering". Em má hora o fiz, pois comprei 2 doses já preparadas, uma de bacalhau com grão e outra de polvo com feijão preto, só que embora saborosas, tanto o bacalhau como o polvo, tinham metido dispensa. Só à lupa! Para compensar bebi um copo de um desconhecido, surpreendente e gastronómico branco que dá pelo nome de Kelman Enruzado 2013 (Dão).
O EVS 2016 contou, ainda com a habitual Escolha da Imprensa, de cujo painel de prova cega, por simpático convite da Revista de Vinhos, fiz parte.
E, para o ano, há mais!

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