terça-feira, 30 de agosto de 2016

Bairro do Avillez : o que ainda não foi dito

O chefe José Avillez continua de conquista em conquista, aumentando o seu império, tendo sido a última a abertura do Bairro do Avillez (Rua Nova da Trindade nº 18, praticamente ao lado da Trindade e em frente ao Faz Gostos). Já aqui me referi a quase todos os seus espaços, faltando a joia da coroa, o Belcanto que, por razões orçamentais, ainda não tive a oportunidade de visitar.
Para os mais curiosos, eis as crónicas dedicadas ao império Avillez:
."José Avillez ao quadrado" (Pizzaria Lisboa e Cantinho do Avillez), em 18/10/2014
."Almoço no Café Lisboa : o bloco central do chefe José Avillez", em 29/10/2013
."Empadaria do Chef : nem tudo o que parece, é...", em 28/12/2011
."Almoço no Cantinho do Avillez", em 10/9/2011
Voltando ao tema da crónica de hoje, muito se tem escrito sobre o Bairro do Avillez, nomeadamente na Fugas, na Evasões e, ainda, nos blogues Mesa Marcada e Mesa do Chef, para os quais tenho links, nomeadamente sobre o espaço e a componente gastronómica. Falta falar sobre a componente vínica e é o que pretendo fazer nesta crónica.
A carta de vinhos pareceu-me bem construida, com alguma originalidade, anos de colheita presentes, mas com uma série de vinhos a preços demenciais, como por exemplo o Soalheiro 1ª Vinhas 2015 (51 €), Qtª Carvalhais 2014 (48 €), Callabriga 2013 (54 €), Meandro 2013 (42 €) e Papa Figos (22 €)!
Inventariei 2 Espumantes (os 2 a copo), 22 Brancos (7), 1 Rosé (1), 24 Tintos (7), 4 Portos (3 a copo, incluindo 1 Vintage, o que não se entende). Quanto a Madeiras e Moscatéis, zero, o que também não se percebe.
Optei por um copo do branco Casa da Passarella à Descoberta 2015 (4 €) - nariz neutro, algo fresco e mineral, frutado, acidez equilibrada, volume e final médios. Simples, correcto e agradável. Nota 16.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar, servido num copo razoável, a olho, uma quantidade correcta. Não testei a temperatura dos tintos, mas informaram-me que os tinham em armários térmicos. Fica para uma próxima.
Para terminar:
.cheguei alguns minutos antes das 13h, mas quem chegue depois desta hora arrisca-se a ter que esperar por mesa, tal é a procura
.comi no espaço Taberna, umas desinteressantes"pipocas" de coirato picantes, uma surpreendente saladinha de "orelha de morcego", uns saborosos pezinhos de porco de coentrada e um sucolento prego do lombo com manteiga de mostarda
.as mesas, com tampo de pedra, estão 100 % despojadas, tendo apenas sido colocado o curioso "estojo ferramentas" (talheres e guardanapo de papel)
.serviço, de um modo geral, eficiente, mas com alguma descoordenação
.o WC dos homens não se fechava por dentro, o que me fez lembrar uma cena passada há alguns anos num restaurante de bairro, onde apanhei um polícia de trânsito fardado, sentado de sanita...
Pesando os prós e contras, é de conhecer este espaço, onde tenciono voltar.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vinhos em família (LXXIV) : 4 brancos de 2013 e 1 tinto de 2011

Mais uma sessão de provas, no sossego do lar, com os rótulos à vista e sem a pressão de tentar perceber a origem dos mesmos, as castas ou os anos de colheita. E eles foram :
.Anselmo Mendes Curtimenta Alvarinho - aroma intenso, presença de citrinos e de fruta madura, notas florais, acidez equlibrada, alguma gordura e fumo, volume acentuado e bom final de boca. Ainda longe da reforma. Nota 17,5+.
.Qtª das Bageiras Pai Abel - nariz austero, citrinos, notas florais, acidez no ponto, sofisticado, alguma gordura, madeira ainda presente, algum volume e final de boca. Precisa de mais 2/3 anos para atingir um maior equilíbrio. Menos interessante que o 2012. Nota 17,5.
.Qtª das Bageiras Garrafeira (garrafa nº 2667/3008) - com base nas castas Maria Gomes e Bical, fermentou em tonéis de madeira avinhada; nariz austero, notas florais, algum vegetal, ainda muito marcado pela madeira, acidez equilibrada, alguma gordura e volume, Desiludiu. Nota 16.
.Vértice Grande Reserva - engarrafado em Novembro de 2015; aromático, presença de citrinos e fruta de caroço, fresco e mineral, acidez no ponto, madeira bem casada, algum volume e final de boca.Uma boa surpresa, em forma mais alguns anos. Nota 17,5+.
.Zom Grande Reserva (Barão de Vilar) - engarrafado em Novembro de 2013; enologia de Alvaro van Zeller, com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e, ainda, em vinhas velhas; retinto, ainda com muita fruta, notas de tabaco e chocolate, acidez equilibrada, taninos a imporem-se, grande volume e final longo. Só lhe falta um pouco mais de frescura para dar o salto para outro patamar. Pronto a beber, mas aguenta mais 4/5 anos. Nota 17,5+.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Almoçar em hotéis (III) : a descoberta do Akla

Depois de 2 experiências um tanto desastrosas que deram origem a duas crónicas "Almoçar em hotéis : a grande (des)ilusão", sendo a (II) dedicada ao Hotel Zenit Lisboa e a (I) ao Hotel Aviz, não resisti ir conhecer o Akla (refeição, em árabe), o restaurante do Hotel Intercontinental (Rua Castilho, 149), após ter lido uma crónica muito positiva no site do Virgílio Gomes, para o qual tenho um link.
De 2ª a 6ª feira, pode-se almoçar por 14,50 €, com direito a prato (a escolher entre peixe e carne), sobremesa, bebida, café e, ainda, um ambiente de luxo e um serviço profissional  e simpático, o que é barato atendendo a este requintado espaço. De notar que a ementa muda diariamente.
Optei pelo prato de carne (uma receita árabe de borrego que não me convenceu), seguido de uma excelente sobremesa (torta de amêndoa com sorbet de manga).
Quanto a vinhos, verifiquei que a lista era alargada e criteriosa, mas de um modo geral a preços demenciais. Pedi um copo do tinto biológico alentejano Outeiros Altos Talha 2013 - com base nas castas Alfrocheiro, Aragonês e Trincadeira, em partes iguais; frutado, alguma acidez, algo rústico, volume e final médios. Nota 15,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bonito copo Schott. Mas no melhor pano cai a nódoa, pois o vinho vinha quente e foi devolvido. Lá veio outra garrafa, esta aceitável mas com uma temperatura acima do recomendável.
Vale a pena conhecer este luxuoso espaço, mas sempre com o pé atrás quanto à componente vínica.

domingo, 21 de agosto de 2016

Quadro de Honra (QH) de Moscatéis

Este balanço, dedicado maioritariamente aos Moscatéis (Setúbal, Douro e Madeira), inclui os fortificados com base na casta Bastardo. Comparando com o balanço feito há 1 ano, apenas entrou o Bastardinho 30 Anos, atinjindo-se o nº de 20 eleitos (16,1 % dos fortificados e 5,1 do total).
1.Moscatel de Setúbal
.com 19,5 - 3 (1952, Superior 1955 e Roxo 1960)
.com 19 - 2 (Roxo 1900 e Trilogia)
.com 18,5+ - 5 (1967, 1973, Roxo Superior 1971, Superior 1962 e Roxo 20 Anos)
.com 18,5 - 6 (1918, Superior 1975, Bastardinho 30 Anos, JMF, Alambre e Bastardinho, todos 20 Anos)
De referir o pleno da José Maria da Fonseca.
2.Moscatel do Douro
.com 19 - 1 (Secret Spot 40 Anos)
De louvar este Moscatel do Douro, a bater-se de igual para igual com os melhores de Setúbal.
3.Moscatel da Madeira
.com 19+ - 1 (ABS 1963)
.com 19 - 1 (ABS de ano desconhecido)
.com 18,5 - 1 (ABS 1890)
De notar que todos estes eleitos são do antigo produtor Artur Barros e Sousa.

sábado, 20 de agosto de 2016

Quadro de Honra (QH) de Vinhos da Madeira

1.Por casta
Em relação ao último balanço, há um acréscimo de 4 entradas neste QH (Blandy's Verdelho 79, Terrantez 77 e Bual 66 e, ainda, Artur Barros e Sousa Boal 58), passando a 62 eleitos (50 % dos fortificados e 15,7 % do total), distribuindo-se assim:
.Bual - 23
.Verdelho - 12
.Terrantez - 9
.Malvasia - 9
.Sercial - 6
.Bastardo - 1
Nota: a casta Moscatel será incluída no QH dos Moscatéis.
De referir o posicionamento da casta Bual com 37,1 % dos eleitos.
2.Por produtor/marca (não incluídas marcas há muito desaparecidas ou colheitas particulares)
.Blandy - 29
.Artur Barros e Sousa - 11
.Cossart Gordon - 6
.Borges - 4
.Leacock - 1
.Miles - 1
De sublinhar a consistência da marca Blandy com 46,8 % dos vinhos deste QH
3.Por anos de colheita (não incluídas algumas garrafas que não foi possível identificar o ano)
.século XIX (1814, 1870, 1879, 1880, 1891 e 1900) - 6
.1ª metade do século XX (05, 19, 20, 34, 40 e 48) - 7
.década de 50 (58) - 2
.década de 60 (60, 63, 64, 66, 68 e 69) - 12
.década de 70 (71, 73, 74, 75, 77 e 79) - 13
.década de 80 (81, 86 e 88) - 3
.década de 90 (91 e 96) - 2
.20 Anos - 1
.40 Anos - 2
4.Os melhores entre os melhores
4.1.Com 19,5
.Adega do Torreão Terrantez 1905
.Blandy Solera Bual 1891
.Blandy Bual 1920, 1948 e 1964
.Miles Bual 1934
4.2.Com 19+
.Blandy Bual 1977
.Borges Verdelho 1940*
* nota - no balanço de há 1 ano, por lapso meu, apareceu aqui como 40 Anos, o que não existe
4.3.Com 19
.Blandy Verdelho Solera
.Blandy Terrantez 1969, 1975 e 1977
.Blandy Bual 1963, 1968, 1969 e 1971
.Cossart Gordon Terrantez 1977
.Artur Barros e Sousa Bual Solera
.Borges Malvasia 40 Anos

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quadro de Honra (QH) de Vinhos do Porto

1.Por tipo
Em relação ao levantamento feito há 1 ano, este QH apenas foi acrescentado de 1 Porto Tawny de Idade (Ramos Pinto 30 Anos), passando a conter 43 eleitos (34,7 % dos fortificados e 10,9 do total), distribuindo-se do seguinte modo:
.Vintage - 10
.Colheitas - 20
.Tawnies de Idade (30 e 40 Anos) - 11
.Brancos Velhos - 2
O Porto Vintage está claramente em desvantagem, não só porque não tenho tido muitas ocasiões para os provar, como também o meu palato está mais virado para os tawnies (de Idade e Colheitas).
Aliás, nesse sentido, em 12/5/2015 publiquei a crónica "Porto Colheita versus Porto Vintage".
2.Por produtor/marca (com o mínimo de 4 referências)
.Krohn - 8 (Colheita 60, 61, 66, 67, 68, 78, Branco 64 e, ainda, o 30 Anos)
.Burmester - 6 (Colheita 20, 37, 44, 55, 81 e o Tordiz 40 Anos)
.Noval - 6 (Vintage 58 e 94, Colheita 37, 64, 71 e, ainda, o 40 Anos)
.Fonseca/Taylor's - 6 (Vintage Fonseca 2003, Fonseca Guimaraes 76, Taylor's 64, 94 e 2011 e, ainda, o 40 Anos)
.Barros - 4 (Colheita 35 e 74, 40 Anos e, ainda, o Branco Muito Velho)
De referir a marca Krohn, a melhor no estilo tawny, mas absorvida há já algum tempo pela Taylor's.
3.Os melhores entre os melhores
3.a. Com 19+
.Burmester Novidade 1920
3.b. Com 19
.Barros Colheita 35
.Burmester Colheita 37, 44 e 55
.Fonseca Guimaraes Vintage 76
.Krohn Colheita 61
.Noval Colheita 37 e 71
Neste ponto há que elogiar a Burmester, com 1/3 das referências, e o Vintage Fonseca Guimaraes, uma 2ª marca a ultrapassar as clássicas.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Quadro de Honra (QH) de Vinhos Tintos

1.Por Região
Em relação ao levantamento feito há 1 ano, entraram no QH mais 7 tintos, alcançando a quantidade de 144 (36,5 % do total, um valor inferior aos 38 % do ano passado e aos 38,9 % de há 2 anos) e distribuindo-se do seguinte modo:
.Douro - 101
.Dão - 8
.Douro/Dão (legalmente vinho de mesa) - 1
.Bairrada/Beiras - 11
.Lisboa/Estremadura - 1
.Península de Setúbal - 3
.Alentejo - 10
.Estrangeiros - 9 (8 de Ribera del Duero)
A Região do Douro é a grande vencedora, com 70 % dos tintos eleitos, não só porque são os vinhos que mais provo (a solo ou integrado em grupos de prova), mas também porque apresentam um perfil que se encaixa perfeitamente no meu gosto. Mas, por outro lado, também reconheço que há grandes vinhos noutras regiões e que deveria fazer um esforço para os provar.
2.Por ano de colheita
.década de 80 - 1
.década de 90 - 7
.2000 - 8
.2001 - 10
.2002 - 3
.2003 - 11
.2004 - 28 (19,4 % dos tintos eleitos)
.2005 - 23 (16 %)
.2006 - 7
.2007 - 22 (15,3 %)
.2008 - 9
.2009 - 7
.2010 - 2
.2011 - 5
.2012 - 1
Os anos 2004 (o melhor de todos, até agora), 2005 e 2007 representam mais de metade dos eleitos (50,7 %). O 2008, outro grande ano, tem sido prejudicado, por uma razão ou outra, eu não os ter provado com regularidade.
Quanto às colheitas de 2011 (considerada excepcional) e 2012, ainda não chegou a altura de os provar. Talvez daqui a 1 ano ou 2.
3.Por produtor/marca (mínimo 5 referências eleitas)
.Qtª do Crasto - 16 (Vinha da Ponte 5, Maria Teresa 4, T. Nacional 5, Vinhas Velhas e Xisto 1 de cada)
.Niepoort - 13 (Batuta 6, Charme 4, Robustus 2 e Doda 1)
.Casa Ferreirinha - 11 (Barca Velha 3, Reserva Especial 4, Legado 2, Vinhas Velhas e Antónia Adelaide Ferreira 1 de cada)
.Qtª Vale Meão - 9
.Wine & Soul - 8 (Pintas 6 e Qtª Manoella 2)
.Qtª do Vallado - 7 (Reserva 4, Adelaide 2 e T. Nacional 1)
.Aalto - 7 (PS 4 e colheita 3)
.Jorge Moreira - 6 (Poeira)
.Lavradores de Feitoria - 5 (Três Bagos Grande Escolha)
4.Os melhores entre os melhores
4.a. Com 18,5+
.Batuta 2001
.Casa Ferreirinha Reserva Especial 2001 e Vinhas Velhas 2007
.Kompassus Private Seleccion Baga 2005
.Kopke Vinhas Velhas 2008
.Qtª Crasto Vinha da Ponte 2004 e T. Nacional 2005
.Qtª da Falorca Garrafeira 2004
.Qtª da Pellada Carrocel 2006
.Qtª Vale Meão 2000 e 2001
.Qtª do Vallado Reserva 2011
.Três Bagos Grande Escolha 2007
De registar que, entre estes 13 quase magníficos, se encontram 2 do Dão e 1 Bairrada, sendo os 10 restantes do Douro.
4.b. Com 19
.Aalto PS 2001
.Barca Velha 1995, 1999 e 2004
.Legado 2008
.Pintas 2001
.Qtª do Crasto T. Nacional 2001
.Qtª do Crasto Vinha da Ponte 1998 e 2003
.Qtª Vale Meão 2004
.Robustus 2004
.Três Bagos Grande Escolha 2004
Estes 12 magníficos, à excepção do Aalto são todos do Douro, cabendo à colheita de 2004 um terço deles.

domingo, 14 de agosto de 2016

Quadro de Honra (QH) de Vinhos Brancos

1.Introdução
À semelhança dos anos anteriores, aproveito a calmia de Agosto para actualizar os meus QH, começando pelos brancos. Em próximas crónicas, farei a actualização dos meus QH de tintos, Porto, Madeira e Moscatéis.
No balanço anual, feito nos primeiros dias deste mês, registei um acréscimo global de 34 vinhos, passando dos 360 eleitos para os actuais 394.
Os brancos, com direito ao QH, já somam 126, o que representa um acréscimo de 21 em relação há um ano atrás. Têm vindo a subir e já representam 32 % do total dos eleitos e acima dos 29,2 % de há 1 ano e 28,7 % de há 2 anos. Estes números refletem não só o facto de eu os beber durante todo o ano, como também resultam do aumento da qualidade dos vinhos brancos, que se vem consolidando, ano após ano.
2.Por Região (de Norte para Sul)
.Vinhos Verdes - 27 (24 da casta Alvarinho e 3 da Loureiro)
.Douro - 36 (4 são colheita tardia)
.Dão - 19
.Bairrada/Beiras - 10
.Tejo/Ribatejo - 1
.Lisboa/Estremadura - 15 (inclui 7 Bucelas e 1 Colares)
.Península de Setúbal - 3
.Alentejo - 11
.Estrangeiros - 4 (3 são late harvest)
As Regiões mais a Norte (V. Verdes e Douro) dominam este QH com 63 vinhos (50 % do total de brancos), seguido da grande Beira (Dão e Bairrada/Beiras) com 29 (23 %). De referir, ainda, o posicionamento de Lisboa/Estremadura com 15 vinhos, mais do 1 que todo o Sul (Setúbal e Alentejo).
3.Os melhores entre os melhores (por ordem alfabética)
a.Com 18,5
.Qtª dos Carvalhais Branco Especial (lote 2005 e 2006)* (Dão)
.Soalheiro Reserva Alvarinho 2007 (V. Verdes)
b.Com 18
.Buçaco Reservado 2007
.Carvalhas 2011 (Douro)
.Casa das Gaeiras Reserva Vinhas Velhas 2013 (Lisboa)
.Condessa de Santar 2009 (Dão)
.Madrigal Viognier 2009 (Lisboa)
.Mapa Vinha dos Pais 2013* (Douro)
.Maritávora Reserva 2008 e 2009* (Douro)
.Morgado Stª Catherina 2008 e 2011* (Bucelas)
.Muros de Melgaço Alvarinho 2008 e 2009 (V. Verdes)
.Parcela Única Alvarinho 2009 (V. Verdes)
.Porta dos Cavaleiros Colheita Seleccionada 1974 e 1979 (Dão)
.Primus 2010 (Dão)
.Projectos Niepoort Chardonnay e Riesling, ambos de 2004 (V.R.Duriense)
.Qtª BageirasGarrafeira 2007 e Pai Abel 2009, 2010 e 2012 (Bairrada)
.Qtª dos Carvalhais Branco Especial (Dão), um lote diferente do indicado em 3.a.
.Qtª da Sequeira Grande Reserva 2011 (Douro)
.Redoma Reserva 2000, 2005 e 2009 (Douro)
.Secretum 2012* (Douro)
.Soalheiro Reserva Alvarinho 2008, 2012* e 2014*, 1ª Vinhas 2006 e 2007 e, ainda Colheita 2001 (V. Verdes)
.Vinha Saturno 2010 (Alentejo)
Nota - os vinhos assinalados com * entram pela 1ª vez nesta selecção.
De salientar:
.os 2 brancos da minha vida que classifiquei com 18,5
.a excelência e longevidade dos brancos das Caves São João seleccionados, um com mais de 40 anos e o outro lá perto
.a postura da casta Alvarinho (a minha preferida) e a presença da marca Soalheiro
.o posicionamento da Qtª das Bageiras
.a inclusão da Casa das Gaeiras, um ilustre desconhecido


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Curtas (LXXVIII) : Porto Canal, Sabores d' Itália e Mercado da Ribeira

1.Porto Canal
Finalmente a Meo e a Nós chegaram a acordo, o que resultou eu passar a ter acesso ao Porto Canal e ao programa Imperdíveis, que passa praticamente duas vezes por dia e com uma duração aproximada de 30'. Ao contrário do que é normal e prático para os tele espectadores, a estes Imperdíveis não é atribuído o nº de episódio, nem sequer refere o tema de cada programa, isto é, só se sabe o que se vai ver em cima do acontecimento. Resumindo, um mau serviço que o Porto Canal presta aos utentes.
Mas, apesar deste inconveniente, recomendo estes Imperdíveis a todos os enófilos. Nesta última semana, tive a oportunidade de ver episódios dedicados a Lavradores de Feitoria, Soalheiro, Ribafreixo (com o Paulo Laureano), Qtª de La Rosa, Qtª dos Carvalhais, Casa da Passarella e Qtª da Casa Amarela. É mesmo imperdível!
2.Sabores d' Itália
Em recente revisita constatei que este espaço nas Caldas da Rainha se mantém em grande forma, com os donos sempre presentes, o Norberto na sala e a Maria João na cozinha.
Comi "vitello tonnato" (finas fatias de vitela assada com creme de atum), "risotto de sapateira" em 2 versões (com e sem limão, tendo eu preferido a clássica sem limão) e, ainda, "bagas de logan" com gelado de baunilha e molho de framboesa. Imperdível!
Para beber, a copo, na ausência do surpreendente branco Casa de Gaeiras Vinhas Velhas, foi-me sugerido um enigmático Qtª do Lagar Novo 2014, produzido em Alenquer, com base nas castas Arinto, Chardonnay, Viognier e Marsanne, que primeiro se estranha e depois se entranha, mas que não apaga a memória do primeiro. Nota 16,5.
3.Mercado da Ribeira
Mais uma revisita ao Mercado da Ribeira, com a expressa finalidade de conhecer a nova ementa do balcão da Marlene Vieira, o(a) único(a) chefe presente e a trabalhar na cozinha.
Os novos pratos do dia, passaram a ser:
.2ª - polvo à lagareiro em novas texturas
.3ª - choco frito com arroz negro
.4ª - barriga de porco crocante à alentejana
.5ª - brandade de bacalhau
.6ª - rosbife de novilho à mirandesa
.Sábado - arroz de marisco
.Domingo - vitela assada à moda de Lafões
Este espaço, disponibiliza o menú do dia (prato, sobremesa e bebida) por 12,50 €, um preço muito interessante, tendo em atenção a qualidade da refeição (choco frito com arroz negro, mil folhas de pastel de nata e um copo do branco José Maria da Fonseca, uma entrada de gama pouco interessante).
Isto poderia ser imperdível não fosse o sofrimento, que foi andar de tabuleiro na mão, à procura de um espaço livre onde pudesse usufruir do almoço. Bem mais de 90 % dos presentes são turistas, com famílias inteiras a ocupar as mesas, muitos apenas a descansar ou a beber uma água ou um copo de vinho.
A Time Out tem que rever as regras do jogo, pois a clientela inicial (100 % "tuga") deixou de aparecer!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Peixola : um original restaurante de peixe

Despertou-me a curiosidade o Peixola (Rua do Alecrim, 35, ao Cais do Sodré), um original espaço onde o peixe é rei. Apenas dispõe de um balcão, em forma de ferradura, não permitindo a confraternização de grupos de mais de 3 pessoas. Óptimo para casais ou pessoas sós. A ementa é deveras curiosa, oferecendo 9 referências de peixe miúdo (leia-se entradas), 6 de peixe graúdo (prato principal) ou, ainda, alguns peixes de água doce (sobremesas).
Balcão despojado, guardanapos de papel e música aos berros, o que vai sendo moda em espaços onde impera a juventude.
Por 15 €, ao almoço, tem-se direito a 2 peixes miúdos ou 1 graúdo e, ainda, a um copo de vinho (a escolher entre 2 brancos e 1 tinto). Não é barato, tanto mais que o restaurante está em fase de lançamento e um preço mais acessível poderia atrair mais clientela. Mas, para espanto meu, a conta algo confusa, com débitos e créditos à mistura, ficou-se pelos 12 €, uma verba já aceitável.
Escolhi 1 peixe graúdo, uns saborosos filetes de peixe galo com puré wasabi.
A lista de vinhos a copo, sem referência aos anos de colheita, está dividida em verdes (!?), brancos e tintos, contempla 6 brancos, 1 tinto e 1 rosé.
Optei  pelo branco Vale da Poupa 2015 - muito frutado, com forte presença de citrinos, fresco e mineral, acidez no ponto, algum volume e final de boca. Aconselhável para entradas leves, peixe grelhado ou marisco. Uma boa surpresa, este branco que eu nunca tinha provado. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num copo mais ou menos. Mas, sem que eu tivesse dito nada, a empregada (finalista de Psicologia, pasme-se...) trocou-me o copo, por o mesmo não se encontrar muito limpo. Uma atitude profissional de uma amadora!

sábado, 6 de agosto de 2016

Provar vinhos com os Lavradores de Feitoria

Mais uma apresentação e prova de vinhos em que tomei parte, desta vez com os Lavradores de Feitoria, representados pela Olga Martins (CEO) e Paulo Ruão (enólogo), tendo-se desenrolado no terraço do Hotel Porto Bay Marquês.
Sobre os Lavradores e a Olga, já aqui mencionados por diversas vezes, destaco as crónicas:
."Jantar Lavradores de Feitoria", publicada em 14/4/2012
."Jantar Lavradores de Feitoria", publicada em 12/2/2015
."Curtas (XXXIV)", publicada em 10/7/2014 (no ponto 1.Lavradores de Feitoria e a Blogosfera)
E os vinhos foram:
.Três Bagos 2015 branco - com base nas castas Viosinho, Rabigato e Gouveio; fresco e mineral, acidez equilibrada, volume e final médios, correcto e harmonioso. Óptimo para acompanhar entradas leves ou bebido a solo. Nota 16,5.
.Três Bagos Sauvignon Blanc 2015 - 20 % estagiou em madeira; mais exuberante e com maior complexidade, notas vegetais leves, boa acidez, alguma gordura, volume e final médios. Melhor com entradas mais elaboradas. Nota 17.
.Três Bagos Reserva 2013 - com base nas castas Tinta Roriz (50 %), Touriga Nacional (30 %) e Touriga Franca (20 %), tendo 50 % do lote estagiado 8 a 10 meses em barrica; muito frutado, fresco, acidez equilibrada, notas apimentadas, taninos civilizados, algum volume e final de boca. Pronto a beber, mas melhor daqui a 2/3 anos. Nota 17+.
.Três Bagos Grande Escolha 2011 - muito fino, fresco e elegante, especiado, notas de chocolate e tabaco, taninos presentes e civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Ainda muito fechado, há que esperar por ele. Melhor daqui a 5/6 anos. Nota (provisória) 18.
Provámos, ainda, o 2005 Estágio Prolongado, um magnífico Grande Escolha já aqui referido em diversas ocasiões.
Em conversa com a Olga, perguntei-lhe quando respondem (ela e o marido, Jorge Moreira) ao meu desafio, isto é, um vinho feito pelo casal. Resposta: já o desenhei na minha cabeça e a 1ª garrafa vai ser para si. Obrigado Olga! Cá fico à espera...

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Provar vinhos com a Quinta de Lemos

A Qtª de Lemos, sob orientação do seu enólogo Hugo Chaves, apresentou recentemente os seus vinhos Dão da colheita 2011. A prova decorreu no Ibo Café (ao Cais do Sodré) que confecionou uma série de excelentes tapas que harmonizaram com os vinhos apresentados, 4 monocastas e 2 de lote.
Tiro o meu chapéu a este produtor que teve a "ousadia" de esperar 5 anos para lançar os seus vinhos de 2011. São raros os produtores com esta louvável postura, uns por não poderem, outros por não quererem...
E os vinhos apresentados, todos muito equilibrados, frescos e elegantes, foram:
.Qtª de Lemos Alfrocheiro - fresco e floral, acidez equilibrada, taninos civilizados, algum volume e final de boca adocicado. Nota 17,5.
.Qtª de Lemos Jaen - nariz discreto, alguma fruta, acidez no ponto, taninos dóceis, volume e final médios. Nota 17.
.Touriga Nacional - aroma contido, floral, boa acidez, taninos evidentes mas civilizados, volume e final apreciáveis; muito consistente e harmonioso. Nota 18.
.Tinta Roriz - mais exuberante, algum vegetal, acidez q.b., taninos firmes, elegante, algum volume e final de boca seco. Ainda precisa de tempo para se mostar na sua plenitude. Nota 17,5+.
.Dona Santana - com base em lote das 4 castas anunciadas, mas com predomínio da Touriga (60 %); nariz exuberante, acidez no ponto, volume e final médios. Agradável e correcto, mas a precisar de algo mais para dar o salto para outro patamar. Nota 17+.
.Dona Georgina - com base nas castas Touriga Nacional (80 %) e Tinta Roriz (20 %), estagiou em barricas novas de carvalho francês; nariz afirmativo, fruta ainda presente, notas florais, algum fumado, acidez e consistência, grande volume e final de boca. Nota 18,5.
Gostei francamente desta prova e fiquei rendido à qualidade dos vinhos apresentados, nomeadamente o Dona Georgina. Para quando um branco? Aqui fica o meu desafio a este original produtor.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Provar vinhos h'OUR com a PNC (Parceiros Na Criação)

A convite da Joana Pratas, simultaneamente produtora de vinhos e azeite no Douro e consultora em comunicação e relações públicas, tive a oportunidade de participar numa prova que se desenrolou no hotel Torel Palace, bem próximo do terminal do ascensor do Lavra.
Segundo informação distribuída no local, "(...) PNC é a sigla da empresa, cujo nome surgiu com base nas iniciais dos apelidos do casal Joana Pratas e João Nápoles de Carvalho, parceiros na criação deste recente projecto. O nome h'OUR conjuga o duplo significado de hour (hora) e de our (nosso). A escolha de um nome em inglês prende-se com a aposta no mercado externo, sem detrimento do nacional. (...)".
Notas necessáriamente telegráficas sobre os vinhos em prova:
.h'OUR 2015 branco - com base nas castas Rabigato (40 %) e Verdelho (30 %), sendo os restantes 30 % vinhas velhas; fresco, mineral e consistente. Nota 16,5.
Preço recomendado 7,70 €; 2648 garrafas produzidas.
.h'OUR 2015 rosé - com base na casta Touriga Nacional e em vinhas velhas, em partes iguais; agradável e correcto, óptimo para os apreciadores deste tipo de vinho, o que não é o meu caso. Nota 15.
Preço recomendado 6,00 €; 757 garrafas produzidas.
.h'OUR 2012 tinto - com base em vinhas velhas (80 %) e nas castas Touriga Nacional e Sousão (10 % de cada); vinificado em lagares com pisa a pé, tendo estagiado 12 meses em barricas usadas de carvalho francês; fresco e elegante, com algum volume e final de boca. Nota 17.
Preço recomendado 9,90 €; 3300 garrafas produzidas.
Provado, ainda, um excelente azeite proveniente de oliveiras centenárias.
Saliento a muito boa relação preço/qualidade dos vinhos apresentados e faço votos para que este jóvem casal de produtores aposte, também, em vinhos de um patamar superior, aproveitando o privilégio de o poderem fazer exclusivamente a partir de vinhas velhas.