terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Grupo dos 3 (55ª sessão) : grandes vinhos e um serviço de luxo

Mais uma sessão deste núcleo duro de enófilos, sendo da minha responsabilidade a escolha do restaurante e a oferta dos vinhos. Até agora tenho conseguido encontrar um novo restaurante, sempre que sou eu o anfitrião. Já são 19 os escolhidos, só que 7 já encerraram (Nariz de Vinho Tinto, A Commenda, Assinatura, Xico's, Manifesto, Avenue e BG Bar) e outro (Casa da Comida) alterou radicalmente a sua filosofia. Será que lhes dou azar?
Desta vez foi o Descobre, um espaço de restauração que gosto muito e já aqui referido em diversas crónicas. Levei 4 vinhos da minha garrafeira (1 branco, 2 tintos e 1 Moscatel) que não me deixaram ficar mal. E eles foram:
.Vinha Formal Cerceal Parcela Cândido 2015 - aroma contido, fresco e mineral, acidez bem balanceada, alguma gordura e um bom final de boca. Muito gastronómico. Nota 17,5 (noutra situação 18).
Acompanhou bem um conjunto de entradas (queijo de ovelha com doce de malagueta, pica de cogumelos com gema de ovo e pica de lulinhas).
.Nunes Barata Grande Reserva 2011 - Com base nas castas Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional, em vinha na zona do Cabeção (Mora, Alentejo), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; muito frutado, alguma acidez, notas de chocolate e café, boca pujante e final de boca extenso. Um vinho praticamente desconhecido e com um perfil pouco alentejano, mas que me encantou no evento Vinhos do Alentejo 2015. Nota 18 (noutra também 18).
.Grandes Quintas Vinhas do Cerval 2011 - com base nas castas Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Sousão, Alicante Bouschet e Tinta Roriz, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês (50 % novas e 50 % usadas); nariz discreto, acidez no ponto, notas especiadas, elegante e sofisticado, taninos civilizados, volume e final de boca assinaláveis. Mais um belo tinto também pouco conhecido, mas o vinho que mais me impressionou no EVS 2015. Nota 18,5 (noutra também 18,5).
Estes 2 tintos harmonizaram muito bem com um cabrito no forno (o prato do dia às segundas feiras no Descobre).
.Moscatel Roxo 20 Anos (engarrafado em 1986, formato 0,75) - aromas terciários, frutos secos, algum mel, acidez presente, volume e final de boca equilibrados. Harmonioso e uma raridade. Nota 17,5+.
Este fortificado acompanhou umas tantas sobremesas (doce de ovos com sorvete de limão, mousse de chocolate negro e tarte de amêndoa).
Mais uma boa sessão, com os vinhos a portarem-se bem e uma gastronomia à altura dos acontecimentos. Nota alta para o serviço de vinhos, com os ditos decantados, bons copos e temperaturas controladas.

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