terça-feira, 21 de março de 2017

Porto Extravaganza : os Garrafeiras da Niepoort (I)

1.A prova
Começo por dizer que neste 1º dia do Porto Extravaganza, dedicado aos Garrafeiras da Niepoort e que decorreu no Palácio de Seteais (Sintra), participei numa prova irrepetível que só acontece uma vez na vida!
Superiormente organizada pelo Paulo Cruz, o dono do Bar do Binho em Sintra, teve como primeiro anfitrião o Dirk Niepoort, o grande embaixador dos vinhos portugueses e animador dos Douro Boys.
O Dirk, coadjuvado pelo José Nogueira, seu adegueiro e reputado alquimista, apresentou 10 Porto Garrafeira do mais recente (1977) ao mais antigo (1931).
Foi um momento de veneração e partilha daqueles impressionantes néctares, não dando ocasião para poder escrever as minhas impressões sobre cada um deles. Limitei-me a pontuá-los, mas, para mim, ficou claro que os últimos 5 estão num patamar superior em relação aos 5 primeiros, que vieram com uma temperatura acima do desejável. No entanto o Dirk afirmou-me que os mais recentes chegariam ao nível dos outros. Era só uma questão de tempo. Poderá ser, mas já cá não estarei para confirmar.
Em relação aos Garrafeira e para quem não saiba, a brochura editada pela Niepoort refere "A segunda geração da família, no final do século XIX, teve a feliz ideia de adquirir a uma vidreira alemã de Oldenburg cerca de 4000 garrafões (demijohns). Eduard Marius van der Niepoort, avô de Dirk, deu destino aos demijohns e engarrafou os melhores vinhos da vindima de 1931, tendo assim criado o Garrafeira Niepoort." Acrescente-se que o Garrafeira permanece alguns anos em pipas antes de envelhecer cerca de 30 anos nos referidos garrafões de vidro, o que lhe dá um perfil muito particular e único.
Para memória futura, os Garrafeira provados foram:
.1977 (dos primeiros 5, achei este o mais promissor; nota 18)
.1976 (nota 17+)
.1974 (o menos interessante; nota 17)
.1952 (17,5+)
.1950 (17,5)
.1948 (18,5)
.1940 (18,5)
.1938 (18)
.1933 (19)
.1931 (19)
A terminar, dois apontamentos:
.1º - um dos amigos com quem fui, no final da prova fez uma oportuna e justa intervenção, elogiando o trabalho desenvolvido pelo Paulo Cruz, a condução da prova por parte do Dirk e do José Nogueira e, ainda, lembrando o papel desempenhado pelo saudoso José António Salvador na divulgação do Vinho do Porto e outros fortificados (Madeira e Moscatéis);
.2º - A SIC passou uma peça no jornal da noite de Domingo, dedicada ao Porto Extravaganza, que ainda pode ser vista.
A próxima crónica será dedicada ao jantar.

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