sábado, 15 de abril de 2017

Enoturismo no Douro (II) : Quinta da Ervamoira

...continuando:
Na primeira jornada fizemos uma directa de Lisboa à Quinta da Ervamoira, um sonho que José António Rosas, na altura administrador da Ramos Pinto, conseguiu tornar realidade, após um esforço hercúleo que começou em Lisboa e acabou no Douro Superior. É uma das quintas mais emblemáticas do Douro e quem nunca lá foi,não conhece verdadeiramente aquela Região!
O grupo foi recebido pelo João Nicolau de Almeida, sobrinho do José Rosas e um grande senhor no mundo do vinho, que nos obsequiou com um Porto Branco (o Adriano White Reserve) e orientou uma prova antes do almoço, tendo apresentado o Adriano Reserva e os R P 10, 20 e 30 Anos, em "crescendum" de qualidade.
O almoço, que começou já passava das 14h30 (um ponto a rever em próximas visitas), desenrolou-se junto ao Museu e debaixo do grande alpendre que já nos albergara quando ali estive com o grupo de amigos e clientes das Coisas do Arco do Vinho.
Na mesa, uma ementa impressa com a indicação do menú regional que constava de um creme de cenoura, uma feijoada à transmontana, óptima para recuperar energias, e um gelado de figo a fechar.
Acompanharam:
.Duas Quintas 2014 - nariz contido, muita fruta vermelha, alguma acidez e rusticidade, volume e final médios. Servido em copo Riedel e gastronómico, casou bem com a feijoada. Nota 16,5.
.R P 10 Anos - já com pouca fruta, frutos secos a imporem-se, notas de maracujá e algum brandy, taninos evidentes, volume e final de boca médios. Nota 16,5+.
No final do repasto e após a oferta de uma garrafa de Duas Quintas Reserva 2014 a cada um de nós, com o rótulo personalizado pela Tryvel, a Ana Filipa Correia conduziu uma visita ao imperdível Museu que, segundo o folheto que nos foi distribuído, inclui " (...) peças da época da ocupação romana e da Idade Média (...) e alguma garrafas históricas da Ramos Pinto (...)".
Curiosamente, reencontrámos (a minha mulher e eu) a Sónia Teixeira que nos guiou na nossa primeira visita à Quinta da Ervamoira, ainda no século XX! Ela é uma mulher tipo 3 em 1, pois é motorista, guia e serve à mesa, além de muito simpática.
Esta primeira etapa foi, para mim, o ponto mais alto da viagem ao Douro. Agradeço ao Rui e à Maria João, a oportunidade de voltar a revisitá-la!
Antes do jantar, tivemos ainda a oportunidade de assistir, na Quinta da Roeda (Croft), à abertura a fogo de uma garrafa de Porto Vintage 2002, que também tivemos a ocasião de provar. É sempre um espectáculo!
Continua...

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