sábado, 29 de abril de 2017

Enoturismo no Douro (V) : Castas e Pratos

...continuando:
O jantar no 2º dia desta jornada de enoturismo aconteceu no restaurante Castas e Pratos, situado na Régua, já meu conhecido de outras jornadas, tendo-o referido nas crónicas "Rescaldo da ida ao Douro : a Régua e os Douro Boys" e "Rescaldo da ida ao Douro : e os outros", publicadas em 29/9/2015 e 16/7/2011, respectivamente.
 Castas e Pratos é, de facto, uma referência no Douro mas, diga-se desde já, é completamente diferente comer-se em grupo ou isolado. No caso presente, alguns dos participantes ficaram desconfortavelmente sentados em grandes maples e muito afastados da mesa. Quanto ao serviço de vinhos, nem sempre os ditos chegaram à mesa antes dos pratos, nem as temperaturas das garrafas de tinto eram as mais correctas. Neste aspecto e noutros, o Castas e Pratos ficou muito aquém do DOC.
Quanto aos beberes e comeres, desfilaram:
.Dona Matilde 2015 branco - presença de citrinos, notas vegetais e amargas, alguma acidez, volume e final de boca discretos. Nota 15,5.
Não ligou muito bem com uma bola de alheira recheada com queijo da Serra (seria mesmo?) e cogumelos.
.Andreza Reserva 2014 tinto - aroma intenso, muita fruta vermelha e preta, alguma acidez, notas especiadas, taninos presentes civilizados, rusticidade, volume médio e final de boca algo persistente. Prejudicado por ter sido servido acima da temperatura recomendável. Nota 16.
Harmonizou com um prato de bacalhau em crosta de amêndoa, puré de grão e couve roxa.
.Croft Tawny - simples e correcto, cumpriu bem a sua função, tendo sido servido à temperatura correcta. Nota 15,5.
Acompanhou creme queimado com gelado.
Uma nota simpática: nas mesas estava um dos azeites CARM, para quem quisesse molhar o pão.
continua...


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