quinta-feira, 20 de abril de 2017

No rescaldo do peixe em Lisboa 2017

Este ano o Peixe em Lisboa sofreu várias alterações, umas para melhor e outras para pior.
Em primeiro lugar, a localização. Saíu do Pátio da Galé, em pleno Terreiro do Paço, onde era fácil de chegar, para se espraiar no renovado Pavilhão Carlos Lopes, onde quem leve carro não é nada fácil estacioná-lo. Tinha, de facto, mais lugares sentados, mas eu gostei francamente das edições anteriores.
Em segundo lugar, a parceria com os meus amigos da José Maria da Fonseca terminou. Em sua substituição, um balcão de vinhos da Região de Lisboa que possibilitava, a copo, o consumo de 2 espumantes, 21 brancos (3 eram colheitas tardias), 8 rosés, 12 tintos (lamentavelmente todos à temperatura ambiente), 3 licorosos e 2 aguardentes. Preços de 2 a 8 €. Apesar desta maior oferta, eu preferia a modalidade vinhos da JMF.
Em terceiro lugar, o sistema de pagamento. Acabou o antigo sistema de senhas e à entrada cada participante recebia um cartão tipo MB que ia acumulando as despesas feitas, a pagar à saída. Muito mais prático, embora perigoso pois passei a gastar algo mais.
Dos 10 restaurantes presentes, experimentei 6 no total das duas visitas:
.Boi-Cavalo - lingueirão, miso, beterraba e trigo sarraceno (curioso, nada mais do que isso)
.Sá Pessoa - polvo assado, molho romesco e alcaparras (muito saboroso, talvez o melhor prato provado)
.Kiko Martins - mini sandes de choco e camarão (uma delícia)
.Bertílio Gomes - carapau curado, muxama, framboesas e caldo de tomate (interessante)
.Paulo Morais - terrina de foie gras com peixes curados (saboroso, mas servido demasiado frio)
.Ibo - croquetes de sapateira com maionese de lima (não sabia à dita sapateira, uma pena)
Alguns dos chefes responsáveis estavam presentes, nomeadamente o Sá Pessoa, o Paulo Morais, o Bertílio Gomes e o João Pedrosa (do Ibo), o que é de louvar.
Bebi, no primeiro dia, uma deliciosa cerveja 1927 Munich Dunkel (2 €) e, no segundo, um copo de branco Qtª Chocapalha Arinto 2015, fresco e mineral (6 €, algo exagerado).
Uma curiosidade: este ano não houve borlas no café que era, novamente, Nexpresso.
Resumindo e concluindo, o meu voto é para que o Peixe em Lisboa regresse ao Terreiro do Paço. Tenho dito!

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