quinta-feira, 4 de maio de 2017

Jantar Campolargo

Mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, o 67º segundo percebi. O repasto decorreu na Casa do Bacalhau, que já nos habituou a uma boa gastronomia e a um serviço de 5 estrelas, com temperaturas controladas, bons copos e os vinhos a chegarem à mesa antes da comida. Esteve presente o produtor Carlos Campolargo, já nosso conhecido dos tempos das CAV. Estivemos a relembrar o nosso primeiro encontro, que se traduziu numa prova dos seus vinhos no restaurante conhecido por "Orelhas", no qual participou o saudoso David Lopes Ramos.
Depois da bebida de boas vindas, o espumante Campolargo 2013, com base nas castas Bical, Arinto e Cerceal, já sentados em mesas rectangulares para 10 pessoas, uma inovação que nos permitiu falar todos uns com os outros, desfilaram:
.Espumante Clarete 2013 - com base nas castas Baga e Alvarelhão, mas que não me convenceu.
Acompanhou pastéis e pataniscas de bacalhau (estas venceram a prova organizada no âmbito do Peixe em Lisboa, a cujo júri presidiu o gastrónomo Virgilio Gomes).
.Campolargo Bical Barrica 2015 - nariz discreto, fresco e mineral, notas vegetais e amanteigadas, algum volume e final de boca. Gastronómico. Nota 16,5.
Maridou bem com meia desfeita de bacalhau.
.Campolargo Vinha das Cerejas 2013 tinto - uma incursão do Campolargo no Dão, com base nas castas Touriga Nacional (60 %), Alfrocheiro (20 %) e Tinta Roriz (20 %); alguma fruta vermelha, notas florais, acidez equilibrada, taninos presentes, algum volume e final algo persistente. Nota 17.
Acompanhou o pernil de porco com batata assada.
.Diga? 2009 (em magnum) - com base na casta Petit Verdot; muita fruta ainda presente, acidez no ponto, notas especiadas, taninos evidentes mas não agressivos, algum volume e acentuado final de boca. Complexo, sofisticado e ainda longe da reforma. Nota 18.
Casou com barriga de leitão confitado com puré de batata.
.Campolargo 2009 (apresentado como branco velho surpresa) - aromas terciários, notas florais, ligeira oxidação, acidez presente, volume e final de boca médios. Um branco gastronómico que evoluiu muito bem. Nota 17.
Acompanhou queijo curado com compota de abóbora.
Resumindo e concluindo, este jantar, no que se refere à componente vínica, ficou abaixo das minhas expectativas. Esperava mais.
A fechar, os meus parabéns ao João Bandeira pelo prémio das melhores pataniscas de Lisboa!

1 comentário:

  1. não tem a ver com este post, mas com muitos outros aqui do blog.

    no sábado, servido num restaurante o vinho branco "Flor de São José 2015"... em flutes. e daquelas muito estreitas que mesmo para espumante não são boas. e era um restaurante já de um certo nível de preços e em zona turística...

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