sábado, 20 de maio de 2017

Jantar Qtª do Noval

Mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas, cabendo o protagonismo à Qtª do Noval, aqui representada pela Rute Monteiro, directora de marketing e comercial, relações públicas, enfim um pouco de tudo. Já era minha conhecida dos tempos das Coisas do Arco do Vinho e ficou-me registado na memória a forma como nos recebeu na Qtª do Noval quando a visitámos com um grupo de clientes e amigos. Também esteve presente o Nuno Quina, distribuidor da marca, também meu conhecido, e que nos acompanhou (a mim e á minha mulher) numa visita memorável àquela quinta. Momentos inesquecíveis!
Voltando a este evento, que teve lugar no Via Graça, após termos sido recebidos por um Porto Branco Extra Dry, a funcionar muito bem como bebida de boas vindas, desfilaram:
.Cedro do Noval 2015 branco - com base nas castas Gouveio e Viosinho; fresco e mineral, presença de citrinos, notas vegetais e florais, acidez no ponto, algum volume e final de boca médio. Nota 16,5.
.Cedro do Noval 2013 tinto - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Syrah; nariz discreto, alguma fruta vermelha e acidez, taninos presentes ainda por domesticar, algum volume e final de boca assinalável. Nota 16,5+.
Estes 2 vinhos acompanharam uma massada de cogumelos selvagens com garoupa cozinhada em baixa temperatura, muito saborosa mas com massa a mais para o meu gosto. Preferível a ligação com o branco.
.Qtª do Noval 2008 - aroma intenso, ainda com fruta, acidez no ponto, especiado, taninos intensos mas civilizados, grande volume e final de boca persistente. Complexo e sofisticado, ainda em forma mais 7/8 anos. O Douro no seu melhor! Nota 18,5+.
.Qtª do Noval 2014 - com base maioritariamente na casta Touriga Nacional, a que se juntaram a Touriga Franca e Tinto Cão, estagiou cerca de 18 meses em cascos de carvalho francês; nariz algo contido, muita fruta vermelha e preta, acidez equilibrada, taninos presentes e redondos, volume e final de boca consideráveis. Ainda em construção, é melhor esperar por ele 5 a 7 anos, mas não estou crente que atinja o nível do 2008. Nota 17,5.
Estes tintos harmonizaram bem com um saboroso raspado de cabrito assado com chalotas e batatas.
.Qtª do Noval Colheita 2003 (engarrafado em 2017) - ainda com a cor muito carregada, notas de frutos secos, ginja e mel, volume médio, mas final de boca interminável. Nota 17,5+.
Servido com doce de amêndoa e ovos com espuma de canela.
.Qtª do Noval Vintage 2003 - incrivelmente jóvem, taninos bem presentes mas civilizados, doçura equilibrada, volume médio e final de boca persistente. Há que esperar por ele 10 a 12 anos. Nota 17,5 (provisória).
Acompanhou um queijo de Serpa.
Foi uma pena que estes 2 fortificados não tivessem sido servidos em simultâneo. Teria sido mais didáctico, para os participantes perceberem bem as suas diferenças.
Foi um grande jantar, embora se tivesse arrastado para o dia seguinte, com vinhos de qualidade apreciável (destaque para o Qtª do Noval 2008), bem acompanhados pelos pratos do João Bandeira e o serviço profissional a que nos habituaram.

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