terça-feira, 30 de maio de 2017

Provar vinhos com a José Maria da Fonseca

A convite da Sofia Soares Franco, representante da 7ª geração da José Maria da Fonseca (JMF), estive recentemente no By the Wine, o espaço de restauração da JMF, numa apresentação e prova de novidades, orientada pelo Domingos Soares Franco, vice-presidente e responsável  pela enologia da JMF.
Foram apresentados/provados 9 vinhos da colheita de 2016 (6 brancos e 3 rosés), em condições que não seriam as ideais, pois, para além do ruído de fundo provocado pelos clientes da casa, estava de pé com um copo na mão e a caneta na outra (nestas situações faz-me sempre falta mais uma mão...).
Dos vinhos provados, aquele que mais me surpreendeu, pela positiva, foi o rosé Qtª de Camarate 2016 (com base nas castas Touriga Nacional (72 %) e Cabernet Sauvignon (28 %); austero, mas elegante e com alguma complexidade, fruta e acidez presentes; gastronómico, precisa de comida por perto). Nota 16,5+.
Seguiram-se (em linguagem telegráfica):
.DSF Verdelho (fresco, elegante e sofisticado). 16,5.
.Qtª Camarate Seco (com base nas castas Alvarinho e Verdelho; fresco e mineral, com notas tropicais e alguma complexidade). 16.
.DSF Moscatel Roxo rosé (fresco, muito floral, com notas apetroladas). 16.
.Avis Rara (com base nas castas Moscatel de Setúbal e Fernão Pires; uma agradável surpresa adocicada). 15,5+.
.Qtª Camarate Doce (com base nas castas Alvarinho e Loureiro; fresco com alguma untuosidade). 15,5.
.BSE, Periquita branco e Periquita rosé (vinhos de gama de entrada, todos simples e agradáveis). 15.
No final da prova foram servidas aos participantes, a maioria representantes da blogosfera, umas apetecíveis tábuas com queijos e enchidos de grande qualidade (vale a pena referir, mais uma vez, que a By the Wine tem o melhor prego de Lisboa).
Oferecida, ainda, uma embalagem com 2 garrafas. O meu obrigado, na parte que me toca, à JMF.
Finalmente, é justo dizer que a logística da By the Wine foi inexcedível, ao disponibilizar 1 copo para cada 1 dos vinhos provados. Um caso raro, não sendo necessário avinhar os copos.

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