domingo, 18 de junho de 2017

A 1927 e a Cervejaria Liberdade

Em boa verdade foi a cerveja 1927 que me levou a conhecer a Cervejaria Liberdade, o novo espaço do Hotel Tivoli que veio substituir a Brasserie Flo, encerrada pelos novos proprietários. Eu explico: uma das Time Out, que costumo comprar, trazia um cupão que dava direito ao consumo de 1 cerveja 1927, num dos espaços aderentes. E foi assim que escolhi a Cervejaria Liberdade.
À minha volta só executivos topo de gama, alguns comendo grandes mariscadas a preços estratoesféricos. Na sala uma boa dúzia de empregados, entre chefes, sub-chefes e alguns (poucos) soldados rasos.
O único "proleta" era eu, limitando-me a comer um creme de marisco, aliás excelente, diga-se com toda a justiça, a que se seguiu um prego dito do lombo, que mais me pareceu uma agradável bifana.
Quanto a vinhos, a lista pareceu-me sem grandes rasgos, preços altos e anos de colheita omissos, o que considero indesculpável num hotel.
Inventariei 4 espumantes (2 a copo), 9 champanhes (1), 34 brancos (4), 4 rosés (1), 26 tintos (3), 4 Portos (4), 2 Madeiras (2) e 2 Moscatéis (2). Quem elaborou a carta, deve ter um estranho modo de ver o país vinícola, ao agrupar a região Lisboa com a Bairrada, o Douro com o Dão e o Alentejo com o Tejo. Coisas!
Fiz aparentemente figura de rico, mas apenas gastei 20 €. Se todos os clientes fossem como eu, a Cervejaria Liberdade já teria ido à falência...

Sem comentários:

Enviar um comentário