terça-feira, 20 de junho de 2017

Jantar Qtª Roques/Qtª Maias

Foi mais um jantar vínico organizado pela Garrafeira Néctar das Avenidas que escolheu o restaurante do Real Palácio Hotel, já nosso conhecido de outros eventos. Desta vez, o tema foi a degustação de vinhos Qtª dos Roques e Qtª das Maias, alguns dos quais já com perto de 20 anos.
Uma oportuna sessão pedagógica, exemplarmente orientada pelo produtor Luis Lourenço, vindo directamente do aeroporto, coadjuvado pelo seu filho. Será interessante recordar outro jantar com o mesmo produtor, ocorrido no restaurante Assinatura, cuja crónica "Jantar Qtª Roques/Qtª Maias", foi publicada em 17/10/2012.
Voltando ao mais recente, desfilaram:
.Qtª das Maias Malvasia Fina 2002 - cor carregada, notas de oxidação (muito visíveis em algumas garrafas, mas noutras não), fruta cozida, nuances florais e apetroladas, algo chato na boca, algum volume e final de boca curto. Uma curiosidade, não aconselhável beber sem comida. Nota 15,5.
Acompanhou pastéis de bacalhau, bolinhas de vitela wrap de frango.
.Qtª das Maias 1999 (em magnum) - nariz austero, aromas terciários, acidez muito viva, algo especiado, elegante e cheio de saúde, volume e final de boca médios. De notar que as garrafas servidas mostraram diferenças acentuadas. Nota 17.
Fez companhia a um risotto de cogumelos.
.Qtª dos Roques Alfrocheiro 1999 (previamente decantado) - aroma mais exuberante, ainda com fruta, acidez equilibrada, fresco e muito elegante, volume e final de boca médios. Nota 17,5.
.Qtª dos Roques Tinto Cão 1999 - nariz contido, acidez no ponto, notas vegetais e algo herbáceas, volume e final de boca médios. Desequilibrado, ficou aquém do esperado. Nota 15,5.
Estes 2 tintos maridaram com uma coxa de pato confitada.
.Qtª das Maias Verdelho 2001 - aroma intenso, fruta madura, notas florais, ligeiramente oxidado, boa acidez, fresco e complexo, algum volume e final de boca longo. Ainda longe da reforma, foi o vinho mais surpreendente. Nota 17,5.
Casou bem com um folhado de chévre com compota de maçã e nozes.
Embora o ano de 1999 não tivesse sido de eleição, esta prova foi muito pedagógica, pois estivemos em presença de tintos com quase 20 anos. Constatou-se haver diferenças acentuadas de garrafa para garrafa e foi pena que os empregados tivessem misturado garrafas diferentes num mesmo copo.

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