sábado, 24 de junho de 2017

O Bairradão em Lisboa 2017

Esta 3ª edição do Bairradão em Lisboa, por mim anunciada em "Eventos a não perder", crónica publicada em 11/5/2017, decorreu, mais uma vez, no Hotel Real Palácio, tendo sido organizada pela Garrafeira Néctar das Avenidas.
Do trabalho hercúleo dos seus responsáveis (João e Sara Quintela), coadjuvados por alguns familiares, mantenho os elogios feitos em "Bairrada em Lisboa" e "Bairrada em Lisboa (2ª edição)", crónicas publicadas em 28/5/2015 e 7/6/2016, respectivamente.
Na edição de 2017, os cerca de 30 produtores do Dão e da Bairrada espalharam-se por diversas salas, sem grandes atropelos, tendo funcionado bem a logística do hotel, no que se refere a copos.
Dos 39 vinhos provados, 29 eram brancos, não tendo ficado muito espaço para os tintos.
Nos brancos, destaco em 1º lugar o Alvaro de Castro Encruzado Reserva 2015 e o Villa Oliveira Encruzado 2014, seguidos pelos Qtª da Falorca Encruzado Reserva 2016, Casa de Saima Reserva 1995, ainda cheio de saúde, Campolargo Verdelho 2012, Qtª do Perdigão Encruzado 2015, Pai Abel 2014, Casa de Santar Reserva 2015 e o surpreendente Marquês de Marialva Grande Arinto Reserva 2013 (engarrafado em 2016). Posso afirmar que a Encruzado, a melhor casta branca portuguesa, a par da Alvarinho, claro, esteve ao nível dos seus inegáveis pergaminhos!
Quanto a tintos, o meu destaque vai para o Qtª da Falorca Garrafeira 2011, um vinhão, logo seguido dos Vinha dos Amores Touriga Nacional 2011, Qtª da Pellada 2012 e Encontro Baga 2011. De registar a prestação dos tintos de 2011, a grande colheita desta década.
Comparando as 2 regiões, as minhas preferências foram para o Dão, com 8 eleitos, ficando a Bairrada com os outros 5.

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