quinta-feira, 20 de julho de 2017

Curtas (LXXXIX) : maldades francesas, as conservas do Público e a garrafeira do José Casais

1.Maldades francesas (I)
Em férias recentes passadas no sul de França (entre Marselha e Nice), tive a ocasião de constatar como os franceses tratam mal os seus visitantes. Nos diversos jantares em hotéis de 4 estrelas, os copos postos na mesa eram francamente maus, os vinhos imbebíveis (não só pela má qualidade, como também pela temperatura a que eram servidos) e os talheres não eram trocados (aqueles que eram utilizados na entrada tinham que ficar para o prato principal!). Em boa verdade, o único local onde trocaram os talheres foi num hotel de 3 estrelas. Uma honrosa excepção.
2.Maldades francesas (II)
No filme francês "Duas Mulheres, um Encontro", ainda em cartaz e realizado por Martin Provost em 2017, as protagonistas (uma delas a Catherine Déneuve) beberam um Porto em flutes! Francamente, ninguém em França sabe aconselhar devidamente os responsáveis pelo filme? E nenhuma entidade portuguesa se insurgiu?
Curiosamente, um dia após ter visto este filme, visionei em casa o clássico "Morangos Silvestres", realizado pelo mestre Ingmar Bergman em 1957, onde também aparece uma cena em que se bebe Porto. Só que aqui houve o cuidado de o servir em cálices. Isto na Suécia 60 anos antes!
3.As conservas do Público
Com a periocidade semanal e sempre à  quinta feira , o Público está a vender (3,20 €) uma colecção de 14 conservas*, intitulada "Mar Português conservas de chef". Por exemplo, a receita da conserva que saiu hoje, "Biqueirão com lima e gengibre", é da chefe Marlene Vieira.
A produção é da fábrica A Poveira (Póvoa de Varzim) e o azeite virgem extra da Casa Anadia.
* também podem ser adquiridas nalgumas lojas Continente.
4.A garrafeira do José Casais
Abriu em 2016 a Garrafeira de Lisboa (Av. Sacadura Cabral,45A), nas antigas instalações da Vinalda.
O seu proprietário é o José Casais, o antigo patrão daquela distribuidora.
É um bonito e impressionante espaço onde se podem encontrar algumas (muitas) raridades vínicas que podem fazer as delícias de alguns coleccionadores, embora seja algo arriscado apostar nestas "velharias", a par de algumas novidades (poucas).
Este fabuloso espaço está um pouco desaproveitado e é pena não terem pensado num wine bar, pois boas condições não faltam.


2 comentários:

  1. Caro Francisco,
    em França é muito comum enfiar barretes! Por ser-nos muito difícil enquanto turistas avaliar se vamos ser ou não bem tratados num restaurante, opto quase sempre por:
    -evitar comer fora e quando o faço bebo água, cerveja ou vinhos da região,
    - ir a mercados de produtos locais que normalmente são muito bons e além da qualidade os preços são muito aceitáveis,
    - compro vinho em garrafeiras e supermercados, onde dou primazia aos produtores locais quando existem, e a regiões nossas conhecidas quando o preço e as referências o permitem.
    Poucas vezes correu mal, basta fugir ao obvio!
    Cumprimentos,
    João S.

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  2. Caro João S.
    Obrigado pelo seu comentário.

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