sábado, 15 de julho de 2017

Grupo dos 6 (4ª sessão) : Alvarinho, tintos de 2010 e 1 Madeira de excepção

Ainda desfalcado de um dos seus fundadores, este grupo de enófilos militantes reuniu na Casa da Dízima, restaurante de Paço d' Arcos muito badalado em diversas plataformas gastronómicas e nalguns blogues, incluindo o presente. Come-se muito bem por aqui e não é de mais elogiar o seu serviço de vinhos. O gerente deste espaço não estava (Pedro Batista que só apareceu no final para cumprimentar o grupo), mas a equipa, com o Carlos à cabeça, funcionou muito bem.
Quanto aos vinhos, levámos 1 branco em garrafa magnum, 3 tintos de 2010 e 1 fortificado. E eles foram:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010 (levado pelo João Quintela) - bonita cor, ligeira oxidação, aromas terciários, algum floral, notas amanteigadas, acidez equilibrada, volumoso e final de boca persistente. Original e pleno de personalidade. Nota 18.
Acompanhou muito bem as duas entradas (vieiras com tártaro de atum e risotto de caranguejo real).
.Qtª do Mouro Rótulo Dourado (levado pelo Frederico Oom) - nariz contido, sabores terciários com predominância de especiarias, acidez no ponto, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Está no ponto óptimo de consumo. Nota 18.
.Qtª Manoella Vinhas Velhas (levado pelo José Rosa) - aromas discretos, alguma fruta e especiarias, acidez q.b., taninos presentes, algum volume e final de boca. Prejudicado por um ligeiro toque de rolha. Acabou por desiludir. Nota 17.
.Kopke Vinhas Velhas (levado por mim) - enologia de Ricardo Macedo; com base nas castas Touriga Nacional e Sousão, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; nariz exuberante, ainda com fruta, boa acidez, notas especiadas, taninos bem presentes, volume e final de boca assinaláveis. Elegante e sofisticado, ainda está longe da reforma, podendo ser bebido ainda nos próximos 6/7 anos. Um grande Douro, mas ainda longe da ribalta. Nota 18,5.
Estes 3 tintos acompanharam bochecha confitada com puré de favas.
.FMA Bual 1964 (levado pelo Juca) - frutos secos, notas de iodo e caril, vinagrinho bem presente, algum volume e final de boca interminável. Elegante e sofisticado. Um belo Madeira e um grande vinho em qualquer parte do mundo. Nota 19.
Acompanhou um creme queimado.
Grande sessão!

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