quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Almoço com Vinhos Fortificados (26ª sessão) : o regresso a Porto Covo

Passados 2 anos (ver crónica "Almoço com Vinhos Fortificados (19ª sessão) ...", publicada em 28/7/2015) este grupo de enófilos militantes, também conhecido pelo Grupo dos Madeiras, voltou a Porto Covo, "chez" Natalina (nos tachos)/Modesto (nos vinhos, todos da sua garrafeira).
A bebida de boas vindas foi o espumante Qtª Poço do Lobo 2013, muito polivalente, pois tanto pode ser servido a solo, como a acompanhar comida. Neste caso, foi acompanhado por alguns aperitivos e tapas (frutos secos, melão com presunto, cogumelos recheados, chamuças,...). Fresco e com algum volume esteve à  altura das ciscunstâncias.
Já com o grupo instalado à mesa, desfilaram:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2015 (em magnum) - nariz exuberante, presença de citrinos, fresco e complexo, bela acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca persistente. Nota 17,5+ (noutra situação 17,5).
Harmonizou com a já tradicional sopa de garoupa e ameijoas.
.Qtª Monte d' Oiro Reserva 2012 - aromático, ainda com muita fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, grande volume e final de boca notável. Elegante e complexo. Um grande vinho que ainda irá crescer nos próximos 4/5 anos. Óptimo para acompanhar pratos de forno. Nota 18,5.
.Incógnito 2001 - cor desmaiada, aromas terciários, belíssima acidez, taninos ainda presentes mas civilizados, volume e final de boca médios. Fino e elegante. Pede pratos não muito fortes. Na fase descendente, mas uma boa surpresa para um vinho alentejano com mais de 15 anos. Nota 17,5+.
Estes 2 tintos maridaram com uma saborosa lebre com grão (ainda foi aberta uma garrafa de Qtª Mouro Rótulo Dourado 2007, mas que não cheguei a provar).
.Qtª Crasto Vinha da Ponte 2004 - com base em vinhas velhas com mais de 90 anos, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês; aromas terciários, fruta preta ainda presente, acidez no ponto, especiado, taninos ainda presentes, volume assinalável e final de boca interminável. Um monstro de complexidade. No ponto óptimo de consumo, mas ainda em forma mais 6/7 anos. Nota 19+ (noutras situações 16,5/17/18/18,5+; tem vindo sempre a crescer e bebe-lo jóvem é pura pedofilia).
Foi acompanhado por uma tábua de queijos.
.FMA Bual 1964 - notas de frutos secos, iodo, brandy e caril, vinagrinho presente, grande volume e final de boca. Complexidade e sofisticação. A Madeira no seu melhor. Nota 19 (esta foi a 19ª garrafa por mim provada e a 5ª a merecer esta nota).
Acompanhou uma tarte de maçã e salada de frutas tropical.
Grande sessão de convívio, comeres e beberes (mais uma). Obrigado Natalina! Obrigado Modesto!

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