sábado, 21 de outubro de 2017

Enoturismo no Minho (IV) : Qtª da Aveleda e Ferrugem

continuando...
1.A Qtª da Aveleda
O 2ª dia deste passeio enoturístico começou na Qtª da Aveleda (que eu já conhecia), há mais de 300 anos nas mãos da família Guedes.
Obrigatório visitar os seus parques e jardins, que lhe valeram em 2011 o prémio internacional "Best of Wine Tourism", na categoria "Arquitectura, Parques e Jardins". Foi o que fizemos, superiormente guiados pela Chantal Guilhonato, a responsável pelo enoturismo, simpática e acertiva e que vestiu bem a camisola da Qtª da Aveleda.
Ainda nos foi mostrado um fabuloso painel de azulejos, pintados em 1922 pelo mestre Colaço (o mesmo artista dos famosos painéis da Estação de São Bento, no Porto).
Seguiu-se uma prova de alguns vinhos, orientada pelo enólogo Pedro Costa que nos apresentou, em bons copos Schott:
.Qtª da Aveleda Alvarinho/Loureiro 2016 - nariz exuberante, fresco e cítrico, acidez bem presente, volume e final de boca médios (nota 16).
.Aveleda Colheita Seleccionada 2016 - também exuberante no aroma, fresco e mineral, acidez no ponto, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (nota 16,5).
.Aveleda Alvarinho Reserva da Família 2015 - cor mais evoluída, presença de citrinos e fruta de caroço, estruturado e mais complexo que os vinhos anteriores (nota 17).
A prova foi acompanhada por alguns dos queijos produzidos na quinta, que podem ser comprados na respectiva loja (talvez a melhor que conheço nestes moldes), para além dos vinhos, compotas e outros produtos, todos a bons preços.
Resumindo, foi uma visita imperdível!
2.O restaurante Ferrugem
O restaurante Ferrugem, que eu já conhecia mas numa outra fase, fica situado numa aldeia (Portela) nas proximidades de V.N. Famalicão. É nesta aldeia que é possível apreciar uma notável cozinha de autor, cujo responsável é o chefe Renato Cunha, Garfo de Oiro no Guia Boa Cama Boa Mesa, entre outros meritórios prémios.
O chefe estava presente e foi ele que apresentou os pratos e os vinhos. Desfilaram:
.Muros de Melgaço 2016 - fresco, acídulo, cítrico, elegante, equilibrado e gastronómico (nota 16,5).
Acompanhou:
 .manteigas de sardinha com flor de sal e de polvo com ovas secas do mesmo
 .caldo verde desconstruído com broa torrada (servido num copo sem pé e que se bebe sem colher)
 .bacalhau com todos, também algo desconstruído (servido em prato de cerâmica)
.Covela Escolha 2014 - com base nas castas Avesso e Chardonnay; cor evoluída, fruta madura, acidez equilibrada, notas amanteigadas, bom volume e final de boca, muito gastronómico (nota 17,5).
Harmonizou com uma perna de pato com arroz cremoso do mesmo.
.Soalheiro Allo 2016 - com base nas castas Alvarinho e Loureiro; fresco, mineral e acídulo, corpo e final de boca discretos (nota 15,5).
Fez companhia a gel de maracujá com espuma de lichias.
Cozinha moderna com base em produtos tradicionais, boas harmonizações com os vinhos, bons copos Schott, serviço eficiente e profissional. O que se pode pedir mais?
continua...

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