terça-feira, 7 de novembro de 2017

Grupo dos 6 (5ª sessão) : Alvarinhos, tintos 2011 e 1 Madeira estratosférico

Mais uma sessão deste grupo de enófilos militantes, desta vez na sua máxima força, que decorreu no Via Graça, onde esteve presente o chefe João Bandeira, apoiado na serviço de vinhos pelo escanção Fernando Zacarias. Em prova 2 Alvarinhos, 3 tintos 2011 e 1 Madeira.
Desfilaram:
.Curtimenta Alvarinho 2012 (levado pelo J.Rosa) - produção e enologia do Anselmo Mendes; nariz exuberante, presença de citrinos, acidez, notas amanteigadas, bom volume e final de boca. No ponto para ser bebido, mas ainda longe da reforma. Nota 18.
.Adega Mãe 221 2015 (levado por mim) - o 221 significa 2 enólogos (Anselmo Mendes e Diogo Lopes), 2 proveniências (Monção e Lisboa) e 1 casta (Alvarinho); nariz contido, fresco e cítrico, bela acidez, algum volume e final de boca; elegante e equilibrado. Uma boa surpresa, mas que vai melhorar nos próximos 2/3 anos. Nota 17,5+.
Estes 2 Alvarinhos, em curioso confronto, acompanharam bem rissóis, croquetes, caldo verde desconstruído e massada de robalo.
.Duas Quintas Reserva 2011 (levado pelo Juca) - fresco, fino e elegante, acidez equilibrada, ainda com fruta e especiado, taninos civilizados, algum volume e final persistente. Muito harmonioso, a beber nos próximos 4/5 anos. Nota 18.
.Qtª das Bageiras Garrafeira 2011 (levado pelo João) - nariz contido, muito fresco, bela acidez, taninos de veludo, algum volume e final de boca. A beber nos próximos 5/6 anos. Prejudicado por ter sido provado ao lado do Pai Abel do mesmo ano. Nota 17,5+.
.Pai Abel 2011 (levado pelo Frederico) - aroma discreto, acidez equilibrada, notas fumadas, especiado, taninos bem presentes mas civilizados, estruturado e final de boca longo. Grande potencial, a precisar de mais uma meia dúzia de anos em garrafa. Nota 18,5+.
Estes 3 tintos maridaram com uma saborosíssima lebre com feijão.
.Borges Malvasia 1907 (levado pelo Adelino) - belíssima cor, frutos secos, algum vinagrinho, notas de brandy e caril, taninos bem presentes, grande volume e final interminável. Uma raridade do princípio do século XX. Nota 19,5 (o meu amigo Rui Massa que me desculpe, mas este está quase nos 20!).
Casou bem com uma bela tarte de amêndoa com gelado de baunilha.
Foi mais uma grande sessão, com a gastronomia e o serviço de vinhos (temperaturas, copos Riedel, etc,) à altura dos acontecimentos.

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