terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Francisco Albuquerque : injustiçado uma vez mais (I)

O Francisco Albuquerque, reputado enólogo da Madeira Wine, foi injustiçado mais uma vez. A primeira tem a haver com o facto de o seu valor ser reconhecido lá fora (foi nomeado o melhor enólogo do mundo por mais de uma vez), enquanto por cá tardaram em lhe fazer justiça.
Para memória futura, recordo algumas das crónicas que publiquei na altura, nomeadamente "Francisco Albuquerque mais uma vez injustiçado" em 21/2/2011, "Blandy e Francisco Albuquerque : os incompreedidos", em 12/7/2011 e "Rescaldo dos Prémios 2011 da Revista de Vinhos", em 12/2/2012.
Vem isto a propósito de um artigo de opinião do Pedro Garcias, publicado há cerca de 2 meses (21/10) na Fugas, referindo-se ao vinho da Madeira "(...) nos últimos anos, este vinho fortificado tem vindo a ser descoberto pelos portugueses, graças, acima de tudo, a uma pessoa: Ricardo Diogo, da casa Barbeito. (...) popularizando-o, sobretudo, entre os enófilos e as novas gerações de enólogos. (...)".
Não tenho nada contra o Ricardo Diogo, mas acho de uma grande injustiça o Pedro Garcias não ter mencionado o Francisco Albuquerque, para mim e para o meu grupo de militantes dos vinhos da Madeira (à cabeça dos quais está o Adelino de Sousa, advogado madeirense radicado em Lisboa, grande conhecedor destes vinhos e já elogiado publicamente pelo Chris Blandy, CEO da Madeira Wine), o grande difusor dos néctares de excelência da Madeira Wine.
Esclareça-se que também nada tenho contra o Pedro Garcias, crítico de vinhos na Fugas e produtor no Douro (considero o seu branco Mapa Vinha dos Pais, um dos melhores que se fazem por cá), antes pelo contrário. Já me referi a ele, abonatoriamente, por mais de uma vez, nomeadamente nas crónicas "Pedro Garcias, um crítico emergente", em 22/8/2010, "Vinhos Fortificados : as minhas preferências", em 16/6/2012, e "Confronto de revistas de vinhos e a Fugas"), em 16/5/2017 (no ponto 2."A Fugas : uma pedrada no charco").
Em próxima crónica, procurarei inventariar as diversas acções de divulgação, em Lisboa (naturalmente não serão todas, pois de algumas não tive conhecimento), por parte do Francisco Albuquerque.
continua...

3 comentários:

  1. Caro Francisco, não bata nos mensageiros se a mensagem não lhe agrada. Concordo consigo num ponto: a presença dos vinhos da Madeira nas publicações especializadas e na imprensa em geral é residual. Mas é-o, em grande parte por culpa dos produtores e do IVBM que não fazem um trabalho de divulgação do VM em Portugal. Devem achar que é um mercado pequeno pequeno e que não vale a pena o esforço. Veja que nas recentes feiras, só um produtor, esteve presente através do seu distribuidor. Os outros nada! O IVBM nada (não tem orçamento, dizem!) Pior ainda: Não enviam vinhos para prova. Na Grandes Escolhas, chegámos ao fim do ano e verificámos que só tinhamos provado dois vinhos do Henriques & Henriques. É esta a imagem que a região quer passar?

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  2. imagino que isso possa ter ligação à blandy ser uma casa tradicional talvez discreta e a barbeito ter aparecido recentemente com produtos com uma linhagem mais irreverente, outra postura talvez mais a "saltar à vista", com uma comunicação mais visível.

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  3. Caro João Geirinhas,
    Obrigado pelo seu comentário. Não pretendi bater no mensageiro. Desta vez o que esteve em causa foi o artigo do Pedro Garcias.Com esta e a próxima crónica, pretendo salientar o papel que o Francisco Albuquerque tem tido na difusão dos vinhos da Madeira, ao apresentá-los publicamente em diversos eventos, uns mais restritos mas outros mais alargados. Essa tentativa de inventário será o objecto da crónica de amanhã.

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