terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Grupo dos 6 (6ª sessão) : aposta forte na colheita de 2011 e num Madeira ABS

Nesta última sessão, este grupo de enófilos militantes fez agulha para o restaurante Magano (R. Tomás da Anunciação) que eu não conhecia (uma falha no meu curriculo). O Magano pratica uma cozinha alentejana de qualidade e tem uma especial atenção para o serviço de vinhos (espaço garrafeira climatizado, carta de vinhos alargada e criteriosa e bons copos). Apoiou-nos o proprietário e simultaneamente chefe de sala, Marco Luis de seu nome.
Foi uma grande sessão, com uma selecção de vinhos de semear invejas. E eles foram:
.Champagne Les Bermonts Marguet Grand Cru 2012 (oferta do Frederico) - com base na casta Chardonnay (100 %) fez o degorgement apenas em Maio 2017; bolha fina, mas com excesso de gás e espuma, não fez a minha felicidade. A culpa é minha, pois não aprecio este estilo.
Acompanhou uma série de saborosas tapas (salada de polvo, cogumelos recheados, empadas, peixinhos da horta, carapaus fritos, presunto e torresmos).
.Soalheiro Alvarinho 2011 magnum (levado pelo João) - nariz exuberante, muito fresco e cítrico, ligeira evolução a não denunciar a idade, acidezquilibrada, notas amanteigadas, boa estrutura e final de boca apreciável. Muito longe da reforma. A casta Alvarinho no seu melhor. Nota 18.
Harmonizou com uma sopa de tomate com garoupa e ovos escalfados.
.Qtª Vale Meão 2011 (levado pelo Frederico) - pontuado com 97 em 100 pela Wine Spectator; nariz discreto, ainda com fruta vermelha, acidez no ponto, notas vegetais e especiadas, taninos presentes, volume evidente e final de boca persistente. A beber nos próximos 8/9 anos. Nota 18,5.
.Pintas 2011 (levado por mim) - pontuado com 98 em 100 pela Wine Spectator; aroma contido, fresco, ainda com fruta, boa acidez, notas especiadas, taninos civilizados, bem estruturado e final de boca muito longo. Complexo e longevo, a beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18,5+.
.Legado 2011 (levado pelo J.Rosa) - não foi a votos na Wine Spectator, que eu saiba; nariz mais exuberante, fruta presente, acidez muito equilibrada, notas especiadas, taninos de veludo, volumoso e final de boca apreciável. Perfeito e deveras impressionante, neste momento. Embora com um estilo algo diferente, não fica a perder com o Barca Velha. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 19.
Estes 3 tintos de eleição casaram bem com uma costela mendinha com grelos.
.Artur Barros e Sousa Sercial 1976 (levado pelo Adelino) - engarrafado em 2006; frutos secos, notas de iodo e brandy, vinagrinho, taninos dóceis, algum volume e final de boca comprido. Genuino e típico Madeira. Nota 18,5.
Muito seco, não ligou bem com as queijadas de requeijão, mas foi perfeito com uma tarte de amêndoa e nougat.
Esclareça-se que este vinho não estava previsto entrar no final do repasto, mas sim depois da sopa para pôr o palato a zeros.
Foi uma grande e inesquecível sessão. Só foi pena que o Juca, outro enófilo deste grupo, não tivesse podido participar (ele traria um Madeira FEM Muito Velho para a sobremesa).

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