terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Novo Formato+ (29ª sessão) : Madeira, Alvarinho, Dão e Douro em grande

Esta última jornada foi da minha responsabilidade, tendo partilhado 8 vinhos da minha garrafeira (2 brancos de 2014, 2 tintos de 2009, 2 tintos de 2011 e 2 fortificados) com este grupo de enófilos amigos (desfalcado de um casal por motivo de doença). O repasto decorreu na sala privada da Enoteca de Belém, tendo o serviço de vinhos ficado a cargo do Nelson, escanção com provas dadas e nosso conhecido desde os tempos de A Commenda, o antigo restaurante do CCB. Com excepção dos fortificados, os restantes 6 vinhos foram provados às cegas, depois de decantados. Copos Riedel e Schott. Serviço de 5 estrelas!
O responsável pelos tachos foi o chefe Ricardo, tendo a comida, que harmonizou com os vinhos, sido empratada pelos seus ajudantes na própria sala.
Desfilaram:
.Blandy's Verdelho 1977 (engarrafado em 2004) - presença de frutos secos e casca de laranja, notas de iodo, brandy e caril, vinagrinho intenso mas não agressivo, volume considerável e final de boca muito longo. Fino, elegante e complexo. Um grande Madeira. Nota 19. 
Este vinho fortificado foi servido no início como bebida de boas vindas, acompanhado com frutos secos e, no final do repasto, com cajú crocante da "Bolos & Bolachas", comprado horas antes no imperdível mercado do CCB (1º Domingo de cada mês e, agora, também no dia 17 de Dezembro).
.Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho - 93 pontos no Parker e Ouro nos prémios 2017 da antiga Revista de Vinhos; estagiou 9 meses em barricas novas de carvalho francês; cítrico, fresco e mineral, notas florais, boa acidez, volume e final de boca médios. Muito elegante, pode ser bebido a solo. Uma semana depois da garrafa aberta, o vinho evoluiu muito bem. Nota 18.
.Soalheiro Reserva Alvarinho - mais exuberante e evoluido, acidez equilibrada, notas amanteigadas, mais volumoso e com final de boca mais comprido. Muito gastronómico, precisa de comida por perto. Nota 18.
Um empate técnico entre estes 2 brancos, com perfis diametralmente opostos.
Acompanharam um belíssimo atum lascado em cama de legumes.
.Qtª Falorca Noblesse Oblige (garrafa nº 2902/3733) - 94 pontos no Parker; com base na casta Touriga Nacional, 25 % estagiou em barricas novas durante 20 meses; aroma intenso, frutado, notas florais, acidez no ponto, especiado, taninos civilizados, algum volume e final de boca longo. Elegante e equilibrado. Nota 18.
.Qtª Pellada Carrocel Late Realesed - 95 pontos no Parker, 92 na Wine Spectator e 18,5 na antiga Wine; com base na casta Touriga Nacional (100 %), foi engarrafado apenas em Janeiro 2015; nariz muito presente, acidez vibrante, ainda com muita fruta e notas florais, taninos de veludo, volume e final de boca impressionantes. Nota 18,5.
Estes 2 tintos do Dão, casaram com um bom bacalhau à lagareiro, embora demasiado "light".
.Passagem Grande Reserva (garrafa nº 879) - 95 pontos no Parker e o melhor do ano 2016 na antiga Wine; com base nas castas Touriga Franca (45 %), Touriga Nacional (40 %) e Tinto Cão (15 %); ainda com muita fruta preta, acidez no ponto, especiado, volume consideràvel e final muito persistente. Fresco e elegante. Nota 18,5.
.Ferreirinha Reserva Especial - acabado de chegar ao mercado (comprei-o ao Clube 1500 da Sogrape); com base nas castas Touriga Franca (45%), Touriga Nacional (30 %), Tinta Roriz (15 %) e Tinto Cão (10 %); ainda com muita fruta vermelha, acidez equilibrada, especiado, taninos impressionantes mas não agressivos, grande volume e final de boca muito longo. Complexo, com um cheirinho a Barca Velha. Nota 18,5+.
Estes 2 tintos harmonizaram muito bem com uma presa de porco ibérico.
.Taylor's Edição Limitada do 325º Aniversário - é um blend de tawnies de 10, 20, 30 e 40 anos, lançado numa garrafa recriada a partir de um original dos finais do século XVII; frutos secos, alguma fruta vermelha, acidez nos mínimos, taninos civilizados, algum volume e final de boca. A pouca  complexidade pressupõe que a percentagem de 10 anos será maioritária. Alguma desilusão. Nota 17.
Acompanhou um excelente crumble de maçã, queijos (Manchego e São Jorge cura de 6 meses) e fruta laminada.
Foi mais uma grande sessão de convívio, embora prejudicada com as ausências referidas, vinhos de eleição, gastronomia e serviço, por parte da Enoteca, à altura dos acontecimentos.

5 comentários:

  1. Foi o Passagem Grande Reserva ou Reserva?

    ResponderEliminar
  2. O 325 é um flop de vinho e uma grande jogada de mkt. 17 nem com o VAR a ajudar.

    ResponderEliminar
  3. Caro anónimo,
    Não se pode identificar?
    Respondendo à sua questão, o Passagem foi o Grande Reserva.

    ResponderEliminar
  4. Olá, o anónimo que fez a primeira pergunta, que fui eu, não é o mesmo anónimo que faz o comentário.
    Chamo-me João Seiça,
    cumprimentos!

    ResponderEliminar