quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O regresso ao Magano : o Douro no seu melhor

Tive a oportunidade de regressar ao Magano, a convite de 2 amigos que fazem parte do Grupo dos 6. Os vinhos eram apenas dois (1 branco e 1 tinto em magnum), mas estiveram num patamar de excelência. E eles foram:
.Maçanita Os Canivéis 2015 (garrafa nº 479/866 levada por mim) - produzido pelos irmãos e enólogos Joana e António Maçanita, com base em vinhas velhas (mais de 60 anos) a 600 metros de altitude, tendo estagiado 9 meses em barricas novas; muita fruta, notas florais, acidez notável, um toque de verniz, notas amanteigadas, volume e final de boca assinaláveis. Uma raridade dificil de encontrar. Complexo e gastronómico. Nota 18.
Acompanhou mini empadas, salada de polvo e torresmos.
Voltou a ser bebido no final da refeição, com queijadas de requeijão.
.Qtª da Leda 1999 em magnum (levada pelo João Quintela e Frederico Oom) - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 12 a 18 meses em barricas novas de carvalho francês; aromas e sabores terciários, alguma fruta e notas vegetais, acidez no ponto e especiado, taninos civilizados, bom volume e final de boca persistente. Fresco, equilibrado e elegante, ainda longe da reforma. Nota 18,5.
Harmonizou com um excelente cabrito no forno, arroz de miúdos e grelos.
No final do repasto, o dono ainda teve a amabilidade de nos dar a provar um surpreedente Vinho Velho do Douro 1965 (Garrafeira Particular do engº José Montenegro Teixeira Leal) - muito complexo, taninos poderosos e final interminável. Servido em balão, comporta-se como um (bom) conhaque.
Acompanhou uma tarte de amêndoa.
Grande sessão, com a gastronomia e o serviço de vinhos à altura dos acontecimentos.
Resta acrescentar que numa das paredes do Magano, está um quadro com um poema da Florbela Espanca (O Meu Alentejo) e uma aguarela, pintada em 2010 pelo arquitecto que transformou o espaço (lamentavelmente escapou-me o seu nome).

Sem comentários:

Enviar um comentário