quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Algo vai mal no reino do Vinho do Porto

1.IVDP
Por coincidência ou não, no espaço de 1 semana, 2 conhecidos críticos referiram-se em termos nada abonatórios ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP).
O primeiro foi o Pedro Garcias (PG), na crónica "Cuidem das vinhas velhas e contratem os donos do Licor Beirão para o Porto", publicada na Fugas de 30 de Dezembro, onde, a propósito de uma bem conseguida campanha publicitária da iniciativa da empresa J. Carranca Redondo, proprietária do licor acima referido, contrapunha o imobilismo do IVDP.
A certa altura chegou mesmo a afirmar "(...) acabe-se com o IVDP (...). Qualquer coisa será melhor que um instituto caduco, conservador e subserviente (...)".
Uma semana depois foi o João Paulo Martins (JPM) que na revista E do Expresso, na sua coluna habitual, publicava a crónica "O sonho que eu tive". Em tom irónico ou mesmo jocoso, escreveu "(...) Sonhei, por exemplo, que o Douro estava muito mudado, quer nas pessoas quer nas práticas com um IVDP activo e dinâmico (...)".
2.AEVP
Por coincidência ou não, quase em simultâneo com as crónicas do PG e do JPM, a Associação das Empresas do Vinho do Porto, publicava um anúncio de página inteira no DN de 29 de Dezembro (e possivelmente noutros meios de comunicação social), no âmbito de uma louvável e meritória campanha "Seja responsável. Beba com moderação".
Só que grande parte deste cartaz é ocupada com uma figura masculina que abraça parcialmente o chamado copo Siza Vieira (cálice oficial Vinho do Porto Álvaro Siza), não tendo sequer a preocupação de o segurar pela haste. O trabalho de concepção do Siza Vieira, ao desenhar um entalhe no pé do copo, não serviu para nada.
Este cartaz, em termos pedagógicos, está chumbado. Por mim e espero, pelos enófilos em geral! 


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