terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Grupo dos 6 (7ª sessão) : bons tintos de 2008 e 2 fortificados excepcionais

Este grupo de enófilos voltou ao Magano, desta vez na sua máxima força, confirmando-se a boa aposta neste espaço de restauração (gastronomia alentejana de qualidade e serviço de vinhos impecável).
Desfilaram:
.Vallegre Grande Reserva 2015 branco (simpática oferta da casa) - com base em vinhas velhas, estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês; presença de citrinos, fresco e mineral, belíssima acidez, algum volume e final de boca. Uma boa surpresa que pode ser bebido a solo. Nota 17,5.
Acompanhou uma série de petiscos.
.Qtª Bageiras Garrafeira 2015 branco em garrafa magnum (nº 32/144, levada pelo João) - com base nas castas Maria Gomes e Bical; fruta presente, acidez equilibrada, notas amanteigadas, mais volumoso e final de boca persistente. Gastronómico e cheio de personalidade. Nota 18.
Maridou com um prato de lulas e batatas no forno.
.Qtª do Noval 2008 (levada por mim) - nariz exuberante, ainda com fruta, acidez q.b., especiado, notas fumadas, taninos evidentes, grande estrutura e final de boca longo. Muito complexo, o Douro no seu melhor. A beber nos próximos 10/12 anos. Nota 18,5+.
.Qtª da Gaivosa 2008 (levada pelo Frederico) - nariz discreto, frescura e acidez, notas de lagar, taninos suaves, algum volume e final de boca seco e curto. A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 17,5.
.Antónia Adelaide Ferreira 2008 (levada pelo J.Rosa) - com base parcial em vinhas velhas, estagiou 2 anos em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta, alguma acidez, notas especiadas, taninos presentes mas civilizados, alguma complexidade, bom volume e final de boca ligeiramente adocicado. A beber nos próximos 7/8 anos. Nota 18,5.
Estes 3 tintos harmonizaram com umas perdizes de caça estufadas, pão frito e grelos salteados.
.Bastardinho 20 Anos (levada pelo Adelino) - garrafa 0,75 com 60/70 anos; nariz contido, citrinos e frutos secos, especiado, acidez equilibrada, notas de iodo, taninos presentes, volume considerável e final de boca muito longo. Uma raridade que, se bebido às cegas, poderia passar por um Madeira de excepção. Nota 19.
.FEM Verdelho Muito Velho (levada pelo Juca) - cor cristalina, presença de frutos secos, notas de caril e brandy, vinagrinho equilibrado, taninos vigorosos, volume notável e final de boca interminável. Uma grande complexidade e a Madeira no seu melhor! Nota 19,5.
Estes 2 fortificados acompanharam queijadas de requeijão e tarte de amêndoa.
Uma grande sessão, dificilmente repetível. Obrigado a todos!

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