quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Chutnify, Latitude e Marisco na Praça

A crónica de hoje é dedicada a 3 restaurantes:
.Chutnify, entre o Príncipe Real e a Praça das Flores, neste momento o restaurante de cozinha indiana da moda
.Latitude, uma boa surpresa no Cais do Sodré
.Marisco na Praça, com uma grande oferta de marisco e peixe, no mercado de Cascais
Curiosamente apenas bebi vinho (a copo) no Latitude, enquanto nos outros dois fui para a cerveja artesanal (Musa) ou próximo disso (1927). Mais vale beber uma boa artesanal do que um vinho a copo banal.
1.Chutnify (Travessa da Palmeira,46)
Mesas despojadas, guardanapos de papel, serviço eficiente e simpático, mas algo demorado, e gastronomia de qualidade. Convém marcar ou aparecer cedo, pois enche rapidamente. Coisas da moda.
Da ementa, genuinamente indiana, escolhi:
.Tandoo paneer tikke (espetada de queijo no forno)
.Parsnip samosa (chamuça recheada de cheróvia e batata)
.Ghee roast dosa (crepe indiano e chutney de coco)
.Caril konju roast (caril de camarão marinado com piripiri e limão)
.Pistachio kulfi (gelado indiano de pistachio com fruta da época)
Quanto à componente vínica, a lista é curta mas inclui o ano de colheita de todos os vinhos (uma vergonha para os restaurantes que não o fazem).
Optei pela cerveja artesanal Musa born in the IPA, uma delícia.
2.Latitude 38 (Travessa do Carvalho)
Pequena dimensão, mesas mais ou menos aparelhadas, guardanapos de papel e bons copos, mas música demasiado alta.
O dono, Stephane Le Goueff de seu nome, é o homem da sala e único, dinâmico e de uma simpatia contagiante, enquanto que a sua mulher, além de imperar na cozinha, ainda consegue ir às mesas e dialogar com os clientes.
Comi um caril de camarão e um bolo húmido de batata doce, tudo com qualidade.
Quanto à componente vínica inventariei 1 espumante, 9 brancos (2 a copo), 12 tintos (1), 1 rosé (1), 7 Portos e 3 Moscatéis (os fortificados todos a copo).
Escolhi o Roquevale Reserva 2014, um branco a copo (4,50 €) - com base nas castas Fernão Pires, Roupeiro e Arinto; fruta madura, boa acidez, notas amanteigadas, algum volume e muito gastronómico. Uma boa surpresa que não conhecia. Nota 16,5+.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e servida uma quantidade super generosa.
3.Marisco na Praça
Bem dimensionado e algo desconfortável no tempo frio, pode ser muito barulhento quando cheio.
À entrada, uma banca bem fornecida de peixe e, sobretudo, marisco. Tudo fresquíssimo, ou não estivéssemos na Praça de Cascais.
Ementa boa para partilhar. Na última visita escolhemos lingueirão ligeiramente grelhado, ameijoas à Bulhão Pato, salada de polvo e croquetes de carne, tudo fresquíssimo e bem confeccionado. A terminar, uma saborosíssima "blatter-tarte".
Optámos, uma vez mais, pela cerveja artesanal, agora a 1927 da Super Bock, largamente publicitada pelo chefe José Avillez. Para partilhar vieram a Munich Dunkel e a Bavaria Weiss (3,20 € cada), sendo a primeira claramente superior, para o meu gosto.

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