domingo, 18 de fevereiro de 2018

Vinhos em família (LXXXV) : um belo LH e 3 tintos 2011

Mais uns tantos vinhos provados em família ou com amigos, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega. Desta vez, não houve desilusões.
E eles foram:
.Grandjó Late Harvest 2013 - com base na casta Semillon (a Boal do Douro), plantada na Qtª Casal da Granja (RCV); nariz intenso, presença de citrinos, com a tangerina a dominar, belíssima acidez e gordura q.b., volume e final de boca assinaláveis. Complexo, é a minha referência em Portugal deste tipo de vinhos. Embora possa ser bebido no início da refeição com foie gras, prefiro-o com uma boa sobremesa. Nota 18.
.Quanta Terra Grande Reserva 2011 - 92 pontos na Wine Advocate (Robert Parker) e na Wine Enthusiast; com base nas castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; ainda com muita fruta, notas terrosas e de esteva, acidez equilibrada, taninos civilizados, algum volume e final persistente. Austero e consistente. A beber nos próximos 4/5 anos. Nota 17,5+.
.Quinta do Mouro 2011 - com base nas castas Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, estagiou 14 meses em carvalho francês e português; muita fruta preta presente, acidez equilibrada, taninos em evidência, muito concentrado com um bom final de boca. Muito gastronómico, precisa de um prato de substância. A beber nos próximos 2/3 anos. Nota 17,5.
.Nunes Barata Grande Reserva 2011 - com base nas castas Syrah, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional em vinhas situadas em Cabeção, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; nariz contido, presença de fruta preta, notas florais, acidez no ponto, especiado, volume e final de boca apreciáveis. Potente e elegante, está a evoluir muito bem. Lamentavelmente, passou ao lado da crítica especializada. A beber nos próximos 3/4 anos. Nota 18,5 (noutra situação 18).

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